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Marinho terá mais aliados
em 2012, diz William Dib


Fábio Martins
Do Diário do Grande

12/04/2011 | 07:06


Em encontro ontem com empresários da região na sede da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), o deputado federal William Dib (PSDB-São Bernardo) reforçou que a articulação da oposição com vista ao pleito municipal de 2012, em São Bernardo, está sendo conduzida para tentar evitar a reeleição do prefeito Luiz Marinho (PT), porém reconhece que o petista ficará com a maior parte das forças políticas em sua órbita.

"Certamente o Marinho terá a maioria dos partidos como aliados, talvez mais do que na eleição anterior (2008). Até porque, agora, ele tem poderes de esclarecimento que eu não tenho. Ele explica os pontos e as pessoas ficam persuadidas à adesão", comentou o tucano, referindo-se ao uso de barganha da máquina pública, agora não só federal como municipal, para convencimento de líderes partidários.

O tal poder de esclarecimento citado pelo tucano também pode ser traduzido por gastos em campanha. Em 2008, na busca para retomar após 16 anos o Paço de São Bernardo, berço político do PT e domicílio eleitoral do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marinho fez uma das campanhas mais caras do País, sendo superado apenas por Marta Suplicy (PT), candidata em São Paulo, e Gleisi Hoffmann (PT), postulante em Curitiba (PR).

Com gastos oficiais de R$ 11,1 milhões, o sindicalista despendeu R$ 46,7 por voto, já que conquistou 237,6 mil sufrágios no segundo turno. Enquanto Marta teve que desembolsar R$ 8,75 por voto, por ter a despesa de R$ 21 milhões com a candidatura e conseguido 2,4 milhões de adesões.

No pleito em que concorreu para prefeito pela última vez, em 2004 (à época pelo PSB), William Dib gastou oficialmente R$ 2,3 milhões, angariando 295,4 mil votos, o que equivale a R$ 8 por sufrágio - guardadas as devidas proporções por ter vencido no primeiro turno.

Dib declarou que a única possibilidade de enrijecer a musculatura oposicionista seria a unidade em torno do mesmo projeto. "Estamos conversando com outras legendas para reforçar a chapa. Não podemos ficar isolados. Mas isso só estará definido em julho do ano que vem, quando ocorrerá a convenção partidária. Temos a ciência de que nem sempre articulação significa a vontade popular", sustentou.

O político desconversou quando indagado se ele seria o principal nome contrário para concorrer na corrida pela sucessão de Marinho. "Sou o menos favorito. Temos vários nomes de peso, como o vereador Admir (Ferro), o deputado estadual Orlando (Morando) e eu acho que venho depois nessa disputa."

 

CEM DIAS

O café da manhã serviu para promover a prestação de contas dos 100 dias de mandato de Dib no Congresso Nacional. O tucano disse que apresentou nove projetos na Câmara Federal, entre eles a criação de escola técnica na região. "O governo federal fez projeto de criar 240 na administração Lula e conseguiu em torno de 14. Indiquei para que uma delas fosse no Grande ABC. Precisamos melhorar o nível de capacitação do jovem que não tem conseguido emprego aqui."

Outras duas matérias citadas são relacionadas à obrigação de contratação de cirurgião-dentista em cada hospital que tenha UTI e outro que estabelece prazo de entrega em até dez dias de remédio para idosos com receita do SUS (Sistema Único de Saúde).

Questionado sobre a efetividade do Consórcio Intermunicipal, o ex-prefeito de São Bernardo condenou a falta de entrosamento dentre os chefes do Executivo, o que diminui a chance de concretizar pautas em comum. "As bandeiras dispersas são os maiores problemas. Cada um pensa apenas em sua cidade e, com isso, o regional fica em segundo plano. Não adianta o presidente ter mais de um ano à frente da entidade se essa pendência não estiver resolvida."

 

Para tucano, oposição enfraquece sem Otávio Manente

 

Um dos principais articuladores na tentativa de agregar partidos em torno da chapa contrária ao governo de Luiz Marinho, o deputado federal William Dib admitiu que a oposição perde força na interlocução com a morte de Otávio Manente, na semana passada. O vereador e presidente municipal e vice estadual do PPS era considerado peça fundamental na negociação, já que arregimentava bom trânsito no meio político.

"Dificulta para todos. Não podemos imaginar que o Otávio não faça falta no diálogo. Mas continuaremos as conversações através da liderança do Alex (deputado estadual, filho de Otávio e coordenador regional do partido)." O ex-presidente da Câmara era cotado para a candidatura de vice-prefeito.

O PPS, que lançou Alex como candidato a prefeito em 2008, apoiou o nome de Marinho no segundo turno, contribuindo para a vitória petista. Porém, três anos após a disputa, a relação estremeceu por quebra de acordo firmado no pleito. Hoje, a sigla exerce papel independente.

"A diferença vai ser sentida porque a política de São Bernardo perde pessoa equilibrada que queria construir o bem da cidade", completou Dib, lembrando que Otávio era bem ligado a sua trajetória política por fazerem parte da mesma geração.



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