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Inimigos declarados, PT e PSDB caminham juntos em Santo André


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/04/2010 | 07:00


Cenas pouco comuns podem ser presenciadas na atual Legislatura de Santo André. Inimigos declarados nos âmbitos federal e estadual, PT e PSDB ostentam na esfera municipal uma relação mais próxima do que a maioria poderia esperar. Prova disso são os posicionamentos dos vereadores dos partidos, que vêm abraçando as mesmas causas na Câmara.

Os líderes das legendas não negam. A aproximação entre os integrantes do Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira é fato na Casa, apesar de o primeiro ser oposição e o segundo integrar a base de sustentação do governo do prefeito Aidan Ravin (PTB).

Neste ano, por exemplo, estiveram ou estão no mesmo lado nas três principais matérias que passaram ou tramitam no Legislativo: a extinção da Ouvidoria (contrários), a aprovação do Código de Ética (favoráveis), e a apresentação de emendas para a redução do zoneamento do Parque Tecnológico de dez para quatro áreas - as demais já estavam comprometidas com programas de habitação.

O líder tucano, Paulinho Serra, atribui a postura semelhante das siglas na Casa ao período de formação dos partidos. "Tanto PSDB quanto o PT surgiram do processo de redemocratização do Brasil, tendo ideais políticos parecidos, empunhando bandeiras pelo social e pela democracia. Esta origem comum se dissolveu na briga pelo poder, mais precisamente com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso como presidente da República", lembra.

A partir daí PSDB e PT passaram a travar brigas intensas para figurar como o principal partido do País e se alternaram na Presidência, com dois mandatos consecutivos para FHC e, posteriormente, para Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente possuem os candidatos ao principal cargo político da Nação mais bem avaliados nas pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro: José Serra e Dilma Rousseff.Para Paulinho Serra, esta é uma condição que consolida as legendas como as de mais expressividade no País.

O líder petista na Câmara de Santo André, José Montoro Filho, o Montorinho, analisa que a proximidade entre os integrantes da sigla na casa (são seis do PT e três do PSDB) se dá em virtude de os tucanos adotarem postura diferente da do partido em âmbito estadual e federal.

"Aqui possuímos relações estreitas, pessoal até. Geralmente fechamos com eles e eles conosco na votação de projetos. Mas isso muda a cada legislatura", observa Montorinho. "Hoje somos oposição e o PSDB pertence à base aliada, mas não deixa de ter postura crítica, de questionar as ações do governo."

Já Paulinho Serra acredita que há uma tendência para que os integrantes dos partidos nos legislativos seja próxima. "Aqui na Câmara, por exemplo, as questões ultimamente remetem à diminuição da participação popular. E tanto PSDB quanto PT são contrários a isso", finaliza.



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Inimigos declarados, PT e PSDB caminham juntos em Santo André

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/04/2010 | 07:00


Cenas pouco comuns podem ser presenciadas na atual Legislatura de Santo André. Inimigos declarados nos âmbitos federal e estadual, PT e PSDB ostentam na esfera municipal uma relação mais próxima do que a maioria poderia esperar. Prova disso são os posicionamentos dos vereadores dos partidos, que vêm abraçando as mesmas causas na Câmara.

Os líderes das legendas não negam. A aproximação entre os integrantes do Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira é fato na Casa, apesar de o primeiro ser oposição e o segundo integrar a base de sustentação do governo do prefeito Aidan Ravin (PTB).

Neste ano, por exemplo, estiveram ou estão no mesmo lado nas três principais matérias que passaram ou tramitam no Legislativo: a extinção da Ouvidoria (contrários), a aprovação do Código de Ética (favoráveis), e a apresentação de emendas para a redução do zoneamento do Parque Tecnológico de dez para quatro áreas - as demais já estavam comprometidas com programas de habitação.

O líder tucano, Paulinho Serra, atribui a postura semelhante das siglas na Casa ao período de formação dos partidos. "Tanto PSDB quanto o PT surgiram do processo de redemocratização do Brasil, tendo ideais políticos parecidos, empunhando bandeiras pelo social e pela democracia. Esta origem comum se dissolveu na briga pelo poder, mais precisamente com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso como presidente da República", lembra.

A partir daí PSDB e PT passaram a travar brigas intensas para figurar como o principal partido do País e se alternaram na Presidência, com dois mandatos consecutivos para FHC e, posteriormente, para Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente possuem os candidatos ao principal cargo político da Nação mais bem avaliados nas pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro: José Serra e Dilma Rousseff.Para Paulinho Serra, esta é uma condição que consolida as legendas como as de mais expressividade no País.

O líder petista na Câmara de Santo André, José Montoro Filho, o Montorinho, analisa que a proximidade entre os integrantes da sigla na casa (são seis do PT e três do PSDB) se dá em virtude de os tucanos adotarem postura diferente da do partido em âmbito estadual e federal.

"Aqui possuímos relações estreitas, pessoal até. Geralmente fechamos com eles e eles conosco na votação de projetos. Mas isso muda a cada legislatura", observa Montorinho. "Hoje somos oposição e o PSDB pertence à base aliada, mas não deixa de ter postura crítica, de questionar as ações do governo."

Já Paulinho Serra acredita que há uma tendência para que os integrantes dos partidos nos legislativos seja próxima. "Aqui na Câmara, por exemplo, as questões ultimamente remetem à diminuição da participação popular. E tanto PSDB quanto PT são contrários a isso", finaliza.

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