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Asfixia federal


Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 07:00


Surpreende negativamente o balanço dos repasses do governo federal para enfrentamento da Covid-19 aos municípios do Grande ABC. Com base em dados do TCE (Tribunal de Contas do Estado), o Diário apurou que as transferências mensais da União às sete cidades caíram 85% em 2021. Eram R$ 48,8 milhões a cada 30 dias no ano passado e foram reduzidas a R$ 7,5 milhões atualmente. Desidratação de recursos tão significativa seria preocupante em quaisquer circunstâncias, mas é ainda mais trágica quando ocorre no momento em que a região enfrenta o recrudescimento da pandemia, com mais de 6.000 mortos causados pelo novo coronavírus.

Cidades mais robustas social e economicamente, como Santo André, São Bernardo e São Caetano, ainda conseguem empreender certos malabarismos financeiros para manter em andamento as políticas de enfrentamento à pandemia. Mas as menores, como Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, só não sucumbiram à desassistência aos doentes graças a ajuda das vizinhas, articulada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Mesmo os prefeitos que ainda têm algum conforto financeiro, graças à entrada dos valores de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), concentrada nos primeiros meses do ano, já temem o que pode ocorrer em breve, quando a captação de recursos reduzir. Por isso, não pode tardar a mobilização para convencer a União da importância do dinheiro federal para os municípios enfrentarem o coronavírus.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que se jacta de transferir verbas suficientes aos municípios na pandemia, precisa ser alertado da situação do Grande ABC. É necessário que o fluxo seja restabelecido, especialmente enquanto o número de contaminados seguir em alta. Os dois deputados federais com base na região, Alex Manente (Cidadania) e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), têm a obrigação de serem porta-vozes deste pleito em Brasília. As sete cidades precisam respirar.



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Asfixia federal

Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 07:00


Surpreende negativamente o balanço dos repasses do governo federal para enfrentamento da Covid-19 aos municípios do Grande ABC. Com base em dados do TCE (Tribunal de Contas do Estado), o Diário apurou que as transferências mensais da União às sete cidades caíram 85% em 2021. Eram R$ 48,8 milhões a cada 30 dias no ano passado e foram reduzidas a R$ 7,5 milhões atualmente. Desidratação de recursos tão significativa seria preocupante em quaisquer circunstâncias, mas é ainda mais trágica quando ocorre no momento em que a região enfrenta o recrudescimento da pandemia, com mais de 6.000 mortos causados pelo novo coronavírus.

Cidades mais robustas social e economicamente, como Santo André, São Bernardo e São Caetano, ainda conseguem empreender certos malabarismos financeiros para manter em andamento as políticas de enfrentamento à pandemia. Mas as menores, como Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, só não sucumbiram à desassistência aos doentes graças a ajuda das vizinhas, articulada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Mesmo os prefeitos que ainda têm algum conforto financeiro, graças à entrada dos valores de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), concentrada nos primeiros meses do ano, já temem o que pode ocorrer em breve, quando a captação de recursos reduzir. Por isso, não pode tardar a mobilização para convencer a União da importância do dinheiro federal para os municípios enfrentarem o coronavírus.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que se jacta de transferir verbas suficientes aos municípios na pandemia, precisa ser alertado da situação do Grande ABC. É necessário que o fluxo seja restabelecido, especialmente enquanto o número de contaminados seguir em alta. Os dois deputados federais com base na região, Alex Manente (Cidadania) e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), têm a obrigação de serem porta-vozes deste pleito em Brasília. As sete cidades precisam respirar.

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