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Sem Michels, PV e PSB voltam à base petista

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aliadas antigos do petismo, legendas se antagonizaram durante governos de Lauro


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

10/04/2021 | 00:01


A saída do ex-prefeito Lauro Michels (PV), de Diadema, e de seu primo, o ex-vereador Marcos Michels (PSB), do atual cenário político da cidade fez com que PV e PSB voltassem à base política do PT. As duas legendas se aproximaram do petismo com a volta do prefeito José de Filippi Júnior (PT) ao Paço e até passaram a ocupar cargos no governo.

Até meados de 2011, durante o último governo petista, de Mário Reali (2009-2012), os dois partidos davam suporte ao PT diademense e até integravam o primeiro escalão da gestão. O PSB, inclusive, ocupava a cadeira de vice, com Gilson Menezes (morreu no ano passado). Já o PV só deixou de orbitar o petismo depois que Lauro, então vereador pelo PSDB, migrou para a legenda e construiu candidatura a prefeito. Ele venceu aquele pleito e levou a legenda verde ao patamar de antagonista do PT e dos governos petistas, embora o partido tenha dado suporte às gestões petistas.

No primeiro governo de Lauro, o PSB se distanciou do petismo e aderiu à base ‘laurista’. Mas foi a partir da reeleição do verde, em 2016, que o partido vestiu de vez a camisa do governo. Então no PV, Marcos migrou para a legenda socialista e assumiu o comando do partido. Nas duas gestões de Lauro, os dois partidos encabeçaram secretarias estratégicas, como Habitação, Educação e Chefia de Gabinete.

O PV e o PSB só voltaram a ocupar trincheiras opostas no pleito do ano passado, quando Marcos já havia rachado com Lauro e lançado candidatura própria ao Paço – ficou em sexto lugar – a despeito de o verde escolher outro nome, o do então presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa (DEM), que amargou a quarta colocação. No segundo turno, os socialistas desembarcaram na campanha de Filippi.

Juntas, as duas legendas elegeram quatro vereadores: Talabi Fahel e Cabo Angelo (ambos do PV) e Cicinho e Jerry Bolsas (PSB). A primeira sinalização de reaproximação das legendas com o petismo ocorreu já no dia 1º, quando os quatro votaram no vereador Josa Queiroz (PT) na disputa pela presidência da Câmara – foi eleito com apoio dos 21 parlamentares. Desde então, os pares têm apoiado as iniciativas do governo Filippi e até elogiado o prefeito. Na sessão de quinta-feira, por exemplo, Cabo Angelo exaltou o empenho do prefeito para tentar manter o posto do IML (Instituto Médico-Legal) na cidade, cujo fechamento havia sido determinado pelo governo do Estado.  



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Sem Michels, PV e PSB voltam à base petista

Aliadas antigos do petismo, legendas se antagonizaram durante governos de Lauro

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

10/04/2021 | 00:01


A saída do ex-prefeito Lauro Michels (PV), de Diadema, e de seu primo, o ex-vereador Marcos Michels (PSB), do atual cenário político da cidade fez com que PV e PSB voltassem à base política do PT. As duas legendas se aproximaram do petismo com a volta do prefeito José de Filippi Júnior (PT) ao Paço e até passaram a ocupar cargos no governo.

Até meados de 2011, durante o último governo petista, de Mário Reali (2009-2012), os dois partidos davam suporte ao PT diademense e até integravam o primeiro escalão da gestão. O PSB, inclusive, ocupava a cadeira de vice, com Gilson Menezes (morreu no ano passado). Já o PV só deixou de orbitar o petismo depois que Lauro, então vereador pelo PSDB, migrou para a legenda e construiu candidatura a prefeito. Ele venceu aquele pleito e levou a legenda verde ao patamar de antagonista do PT e dos governos petistas, embora o partido tenha dado suporte às gestões petistas.

No primeiro governo de Lauro, o PSB se distanciou do petismo e aderiu à base ‘laurista’. Mas foi a partir da reeleição do verde, em 2016, que o partido vestiu de vez a camisa do governo. Então no PV, Marcos migrou para a legenda socialista e assumiu o comando do partido. Nas duas gestões de Lauro, os dois partidos encabeçaram secretarias estratégicas, como Habitação, Educação e Chefia de Gabinete.

O PV e o PSB só voltaram a ocupar trincheiras opostas no pleito do ano passado, quando Marcos já havia rachado com Lauro e lançado candidatura própria ao Paço – ficou em sexto lugar – a despeito de o verde escolher outro nome, o do então presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa (DEM), que amargou a quarta colocação. No segundo turno, os socialistas desembarcaram na campanha de Filippi.

Juntas, as duas legendas elegeram quatro vereadores: Talabi Fahel e Cabo Angelo (ambos do PV) e Cicinho e Jerry Bolsas (PSB). A primeira sinalização de reaproximação das legendas com o petismo ocorreu já no dia 1º, quando os quatro votaram no vereador Josa Queiroz (PT) na disputa pela presidência da Câmara – foi eleito com apoio dos 21 parlamentares. Desde então, os pares têm apoiado as iniciativas do governo Filippi e até elogiado o prefeito. Na sessão de quinta-feira, por exemplo, Cabo Angelo exaltou o empenho do prefeito para tentar manter o posto do IML (Instituto Médico-Legal) na cidade, cujo fechamento havia sido determinado pelo governo do Estado.  

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