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Religião, vida e pandemia


Do Diário do Grande ABC

09/04/2021 | 23:59


A preservação da vida em sua plenitude e o amor ao próximo estão na base de praticamente todas as religiões com número razoável de seguidores. Diante disso, é paradoxal notar que alguns líderes religiosos se posicionem contra a determinação das autoridades de se manter os templos fechados, em tempo de pandemia, para evitar a proliferação do novo coronavírus. Anteontem, o STF (Supremo Tribunal Federal), por meio da maioria dos ministros, validou a força de governadores e prefeitos para restringir as atividades sacras – medida, diga-se, extremamente prudente e acertada.

Os que criticam a decisão geralmente o fazem utilizando-se do argumento de que as igrejas, templos ou terreiros promovem conforto espiritual necessário no momento em que o isolamento causa série de problemas psicológicos. Trata-se, todavia, de deslavado sofisma. Os ministros do STF não proibiram a assistência espiritual; disseram apenas que ela deve ser exercida sem causar aglomeração.

Traz algum alento o posicionamento sensato de alguns líderes religiosos no Grande ABC, todos eles ouvidos pela reportagem do Diário. O bispo dom Pedro Carlos Cipollini, o pai de santo Cássio Ribeiro, o pastor Victor Azevedo e o rabino Yosef Tawil compreendem a responsabilidade da autoridade que exercem junto aos fiéis e endossaram apoio ao fechamento dos estabelecimentos de culto no momento em que a região se aproxima dos 6.000 mortos pela Covid-19.

É incrível notar que até alguns cristãos defendem a abertura das igrejas na pandemia, esquecendo-se de que foi o próprio Jesus, segundo se pode ler na Primeira Carta aos Coríntios, quem admoestou seus seguidores de que templos são apenas instituições seculares, mundanas: “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” Se o próprio Criador estabeleceu a relação direta com as criaturas, não parece ser necessário se ajoelhar diante de um altar para se conectar com o divino. Dá para fazer isso em casa, protegendo a própria vida e a do próximo, conforme pregam todas as religiões. 



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Religião, vida e pandemia

Do Diário do Grande ABC

09/04/2021 | 23:59


A preservação da vida em sua plenitude e o amor ao próximo estão na base de praticamente todas as religiões com número razoável de seguidores. Diante disso, é paradoxal notar que alguns líderes religiosos se posicionem contra a determinação das autoridades de se manter os templos fechados, em tempo de pandemia, para evitar a proliferação do novo coronavírus. Anteontem, o STF (Supremo Tribunal Federal), por meio da maioria dos ministros, validou a força de governadores e prefeitos para restringir as atividades sacras – medida, diga-se, extremamente prudente e acertada.

Os que criticam a decisão geralmente o fazem utilizando-se do argumento de que as igrejas, templos ou terreiros promovem conforto espiritual necessário no momento em que o isolamento causa série de problemas psicológicos. Trata-se, todavia, de deslavado sofisma. Os ministros do STF não proibiram a assistência espiritual; disseram apenas que ela deve ser exercida sem causar aglomeração.

Traz algum alento o posicionamento sensato de alguns líderes religiosos no Grande ABC, todos eles ouvidos pela reportagem do Diário. O bispo dom Pedro Carlos Cipollini, o pai de santo Cássio Ribeiro, o pastor Victor Azevedo e o rabino Yosef Tawil compreendem a responsabilidade da autoridade que exercem junto aos fiéis e endossaram apoio ao fechamento dos estabelecimentos de culto no momento em que a região se aproxima dos 6.000 mortos pela Covid-19.

É incrível notar que até alguns cristãos defendem a abertura das igrejas na pandemia, esquecendo-se de que foi o próprio Jesus, segundo se pode ler na Primeira Carta aos Coríntios, quem admoestou seus seguidores de que templos são apenas instituições seculares, mundanas: “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” Se o próprio Criador estabeleceu a relação direta com as criaturas, não parece ser necessário se ajoelhar diante de um altar para se conectar com o divino. Dá para fazer isso em casa, protegendo a própria vida e a do próximo, conforme pregam todas as religiões. 

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