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CPI de Mauá tenta ouvir Acqua pela terceira vez


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 12:17


A menos de um mês de sua conclusão, a CPI criada em Mauá para investigar o convênio entre Prefeitura e IBDPH (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Pessoa Humana) para prestação de serviços médicos na cidade, ainda tenta ouvir representantes do Instituto Acqua. É a terceira vez que o depoimento é remarcado. O objetivo é detalhar o tipo de atuação da entidade em Mauá e como ela operava em relação à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que também atuava no setor de saúde e cujo contrato com a administração foi rompido.

Segundo a assessoria do Acqua, foi a própria Câmara quem desmarcou a ida da responsável pela instituição à Casa na semana passada e ainda não enviou novo convite. A presidente do instituto, Ana Capelini, é quem deve ir à Câmara. Nesta semana, o depoimento não aconteceu por conta do feriado de Corpus Christi e o decreto de ponto facultativo na Câmara nesta sexta-feira.

Até agora, os integrantes da CPI – Edgar Grecco (PT), Rogério Santana (PT) e o presidente da comissão Silvar Silva Silveira (PMDB) – só ouviram o coordenador-geral da Unifesp, Mário Monteiro. Após o depoimento do Acqua, ainda faltará à comissão ouvir o IBPDH e o governo. O prazo para conclusão dos trabalhos da comissão é a primeira semana de julho.

Segundo Silvar, não há mais como adiar o depoimento do Acqua. “Se eles não puderem vir na sexta, vamos até lá ouvi-los”, garantiu. Já Rogério pediu mais firmeza na cobrança ao calendário da CPI e não descartou pedir a prorrogação da comissão.

Em abril, a Prefeitura dispensou os serviços da Unifesp e do Acqua, alegando que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou irregularidades no convênio com a universidade. Pela parceria com o IBDPH, o gasto mensal da administração com saúde é de R$ 2,7 milhões, cerca de R$ 1 milhão a mais do que era pago à Unifesp e ao Acqua. O quadro político desfavorável ao governo na Câmara, o aumento de gastos no setor e as denúncias de irregularidades na saúde pública feitas pelos conselheiros municipais de Saúde levaram à instauração da CPI.

Diniz acusa – Mais recentemente, o presidente da Casa, Diniz Lopes (PL), forneceu novos subsídios às investigações. O liberal afirma que foi procurado por representantes do IBDPH quando era o prefeito interino da cidade, no ano passado, e que lhe foi garantido à época que haveria economia com a troca da Unifesp e do Acqua pelo instituto.

Diniz vai mais além ao levantar suspeitas sobre a atuação prévia do IBDPH no setor de saúde público. “Quero ver o currículo desse instituto para saber onde eles já prestaram serviços. Eles não têm médicos atuando, ao menos não na cidade”, acusa o liberal, que teve aprovado pela Câmara requerimento de informação à Prefeitura sobre o IBDPH.



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CPI de Mauá tenta ouvir Acqua pela terceira vez

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 12:17


A menos de um mês de sua conclusão, a CPI criada em Mauá para investigar o convênio entre Prefeitura e IBDPH (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Pessoa Humana) para prestação de serviços médicos na cidade, ainda tenta ouvir representantes do Instituto Acqua. É a terceira vez que o depoimento é remarcado. O objetivo é detalhar o tipo de atuação da entidade em Mauá e como ela operava em relação à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que também atuava no setor de saúde e cujo contrato com a administração foi rompido.

Segundo a assessoria do Acqua, foi a própria Câmara quem desmarcou a ida da responsável pela instituição à Casa na semana passada e ainda não enviou novo convite. A presidente do instituto, Ana Capelini, é quem deve ir à Câmara. Nesta semana, o depoimento não aconteceu por conta do feriado de Corpus Christi e o decreto de ponto facultativo na Câmara nesta sexta-feira.

Até agora, os integrantes da CPI – Edgar Grecco (PT), Rogério Santana (PT) e o presidente da comissão Silvar Silva Silveira (PMDB) – só ouviram o coordenador-geral da Unifesp, Mário Monteiro. Após o depoimento do Acqua, ainda faltará à comissão ouvir o IBPDH e o governo. O prazo para conclusão dos trabalhos da comissão é a primeira semana de julho.

Segundo Silvar, não há mais como adiar o depoimento do Acqua. “Se eles não puderem vir na sexta, vamos até lá ouvi-los”, garantiu. Já Rogério pediu mais firmeza na cobrança ao calendário da CPI e não descartou pedir a prorrogação da comissão.

Em abril, a Prefeitura dispensou os serviços da Unifesp e do Acqua, alegando que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou irregularidades no convênio com a universidade. Pela parceria com o IBDPH, o gasto mensal da administração com saúde é de R$ 2,7 milhões, cerca de R$ 1 milhão a mais do que era pago à Unifesp e ao Acqua. O quadro político desfavorável ao governo na Câmara, o aumento de gastos no setor e as denúncias de irregularidades na saúde pública feitas pelos conselheiros municipais de Saúde levaram à instauração da CPI.

Diniz acusa – Mais recentemente, o presidente da Casa, Diniz Lopes (PL), forneceu novos subsídios às investigações. O liberal afirma que foi procurado por representantes do IBDPH quando era o prefeito interino da cidade, no ano passado, e que lhe foi garantido à época que haveria economia com a troca da Unifesp e do Acqua pelo instituto.

Diniz vai mais além ao levantar suspeitas sobre a atuação prévia do IBDPH no setor de saúde público. “Quero ver o currículo desse instituto para saber onde eles já prestaram serviços. Eles não têm médicos atuando, ao menos não na cidade”, acusa o liberal, que teve aprovado pela Câmara requerimento de informação à Prefeitura sobre o IBDPH.

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