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Pedestres se arriscam
na linha do trem na região

Usuários ignoram sinalização, levantam cancela e invadem via;
na última quarta-feira, um homem morreu na ferrovia, em Mauá


Andressa Dantas
Especial para o Diário

09/11/2012 | 07:00


Sem fiscalização, pedestres correm risco de atropelamento ao atravessar a via férrea nas proximidades das estações Capuava e Rio Grande da Serra da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A travessia irregular é feita nos momentos em que a cancela está abaixada, indicando a proximidade da composição.

A morte de um homem na ferrovia na manhã de anteontem não mudou os hábitos perigosos. Segundo testemunhas, a vítima levantou a cancela e invadiu a via enquanto o trem se aproximava. O acidente ocorreu próximo à Estação Capuava, em Mauá.

Por conta da pressa, pedestres ignoram a sinalização e ultrapassam o aviso de parada obrigatória. A equipe do Diário esteve ontem nas duas estações e flagrou, inclusive, mulheres com crianças de colo invadindo a estrada de ferro. O tempo de espera pela liberação da passagem chega a até cinco minutos. Nos dois locais, não foram vistos funcionários da CPTM, policiais militares ou agentes municipais impedindo as invasões.

Além das placas alertando para o risco, sinais sonoros avisam os pedestres sobre a aproximação do trem e o fechamento da cancela. "Eu sei que é perigoso. Aliás, todo mundo sabe. É bobeira ficar esperando. Que é perigoso eu não posso negar, mas estou atrasada para o meu trabalho e não posso ficar aqui parada", argumenta Márcia Santos, 39 anos.

Em Rio Grande da Serra, pedestres podem utilizar livremente a passarela para chegar do outro lado da via. No entanto, o equipamento se tornou item de decoração, já que é pouco frequentado. "Atravesso aqui todos os dias. Acho a passarela muito longe. Nunca aconteceu nada comigo", justifica Ana Maria Gonçalves, 39, que cruzou a ferrovia a poucos metros do local adequado.

A Estação Capuava também conta com passagem elevada, mas o equipamento fica dentro das dependências da CPTM e só pode ser utilizado por passageiros que pagaram a tarifa de R$ 3.

 

FUTURO

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) informa que o viaduto que está sendo construído no bairro Capuava terá calçada com dois metros de largura e barras de proteção . A previsão é de que o elevado fique pronto até o fim do ano.

Já a CPTM promete reformar a Estação Capuava e criar acessos para ligar os dois lados da ferrovia. A companhia diz estar elaborando o edital para contratação dos projetos básicos e executivo para as obras de modernização. A empresa não informou se fará modificações na estação de Rio Grande da Serra.

Para evitar o desrespeito à sinalização, a CPTM faz campanhas de conscientização com as comunidades vizinhas aos pontos em que há passagem em nível. A companhia salienta que as invasões à via férrea podem ser denunciadas por meio do SMS Denúncia (9-7150-4949) ou pelo telefone 0800-055-0121.

A CPTM não informou ao Diário o número total de atropelamentos ocorridos na Linha 10-Turquesa, que liga Rio Grande da Serra ao Brás, na região central da Capital.



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Pedestres se arriscam
na linha do trem na região

Usuários ignoram sinalização, levantam cancela e invadem via;
na última quarta-feira, um homem morreu na ferrovia, em Mauá

Andressa Dantas
Especial para o Diário

09/11/2012 | 07:00


Sem fiscalização, pedestres correm risco de atropelamento ao atravessar a via férrea nas proximidades das estações Capuava e Rio Grande da Serra da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A travessia irregular é feita nos momentos em que a cancela está abaixada, indicando a proximidade da composição.

A morte de um homem na ferrovia na manhã de anteontem não mudou os hábitos perigosos. Segundo testemunhas, a vítima levantou a cancela e invadiu a via enquanto o trem se aproximava. O acidente ocorreu próximo à Estação Capuava, em Mauá.

Por conta da pressa, pedestres ignoram a sinalização e ultrapassam o aviso de parada obrigatória. A equipe do Diário esteve ontem nas duas estações e flagrou, inclusive, mulheres com crianças de colo invadindo a estrada de ferro. O tempo de espera pela liberação da passagem chega a até cinco minutos. Nos dois locais, não foram vistos funcionários da CPTM, policiais militares ou agentes municipais impedindo as invasões.

Além das placas alertando para o risco, sinais sonoros avisam os pedestres sobre a aproximação do trem e o fechamento da cancela. "Eu sei que é perigoso. Aliás, todo mundo sabe. É bobeira ficar esperando. Que é perigoso eu não posso negar, mas estou atrasada para o meu trabalho e não posso ficar aqui parada", argumenta Márcia Santos, 39 anos.

Em Rio Grande da Serra, pedestres podem utilizar livremente a passarela para chegar do outro lado da via. No entanto, o equipamento se tornou item de decoração, já que é pouco frequentado. "Atravesso aqui todos os dias. Acho a passarela muito longe. Nunca aconteceu nada comigo", justifica Ana Maria Gonçalves, 39, que cruzou a ferrovia a poucos metros do local adequado.

A Estação Capuava também conta com passagem elevada, mas o equipamento fica dentro das dependências da CPTM e só pode ser utilizado por passageiros que pagaram a tarifa de R$ 3.

 

FUTURO

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) informa que o viaduto que está sendo construído no bairro Capuava terá calçada com dois metros de largura e barras de proteção . A previsão é de que o elevado fique pronto até o fim do ano.

Já a CPTM promete reformar a Estação Capuava e criar acessos para ligar os dois lados da ferrovia. A companhia diz estar elaborando o edital para contratação dos projetos básicos e executivo para as obras de modernização. A empresa não informou se fará modificações na estação de Rio Grande da Serra.

Para evitar o desrespeito à sinalização, a CPTM faz campanhas de conscientização com as comunidades vizinhas aos pontos em que há passagem em nível. A companhia salienta que as invasões à via férrea podem ser denunciadas por meio do SMS Denúncia (9-7150-4949) ou pelo telefone 0800-055-0121.

A CPTM não informou ao Diário o número total de atropelamentos ocorridos na Linha 10-Turquesa, que liga Rio Grande da Serra ao Brás, na região central da Capital.

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