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Artilharia psicológica

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

09/11/2012 | 07:00


Poderia ser apenas mais uma trama repleta de tiroteios, perseguições e romance, mas 'Marcados para Morrer' tem algo que vai além do besteirol policial. Não que ele seja um excelente filme do gênero, mas é mais profundo do que raso, mais eletrizante e surpreendente do que apenas uma trama da qual se sabe início, o meio e o fim desde os primeiros segundos de sua exibição.

O filme dirigido por David Aver estreia hoje com cópias em salas do Grande ABC e de São Paulo. Jake Gyllenhaal e Michael Peña dão vida, respectivamente, aos parceiros Brian Taylor e Mike Zavala, que seguem rotina comum pelas ruas de Los Angeles. Não são corruptos nem estão prestes ou serão obrigados a se corromper. Ex-fuzilero naval, Brian acha que merece mais do que tem patrulhando as ruas da cidade onde vive. Além das rondas ao lado do amigo, ele usa microcâmeras para registrar seu cotidiano policial. Mike tem história completamente diferente. Ex-drogado, ele entrou para a corporação depois de ser intimado pela namorada a seguir o caminho correto.

Entre tiros, crônicas do ofício e partilha de intimidades, os dois encaram um desafio. Depois de confiscarem dinheiro e armas de um cara em uma rua, eles têm o sossego interrompido. É que decidem investigar o caso a fundo e chegam ao mais perigoso cartel de Los Angeles. O caminho é sem volta. É enfrentar e vencer ou morrer.

A agilidade da narrativa, com cenas e acontecimentos sobrepostos, é o trunfo do longa, que em nenhum momento se arrasta. A ideia de colocar a câmera nas mãos de Brian dá fôlego extra à edição e boas imagens para quem gosta de filmes de ação, mas a perspectiva psicológica do filme é o que mais chama atenção.

Embora haja muito clichê em 'Marcados para Morrer', os protagonistas têm a história aproveitada ao máximo. Não são meros arquétipos de filmes do gênero, mas pessoas em rota de descobertas sobre assuntos que vão além do tradicional 'bang bang'. Brian, principalmente, vive um longo processo de amadurecimento na jornada. Além da ambição de encontrar melhor ocupação, pesa para o personagem o sonho de formar uma família, especialmente depois de ver o parceiro ganhar seu primeiro filho.

Até o momento em que eles enfrentam o cartel, depois de boa parte do filme já ter passado, um retrato humano dos dois é lentamente construído, cena por cena. Artíficio que faz com que o público tenha grande empatia pelos parceiros.

A obra é a primeira de Aver na direção. Ele assinou os roteiros de 'Velozes e Furiosos', 'Dia de Treinamento' e 'S.W.A.T'. Além de Gyllenhaal e Peña, atuam no projeto Anna Kendrick, Cody Horn e America Ferrera, entre outros.



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Artilharia psicológica

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

09/11/2012 | 07:00


Poderia ser apenas mais uma trama repleta de tiroteios, perseguições e romance, mas 'Marcados para Morrer' tem algo que vai além do besteirol policial. Não que ele seja um excelente filme do gênero, mas é mais profundo do que raso, mais eletrizante e surpreendente do que apenas uma trama da qual se sabe início, o meio e o fim desde os primeiros segundos de sua exibição.

O filme dirigido por David Aver estreia hoje com cópias em salas do Grande ABC e de São Paulo. Jake Gyllenhaal e Michael Peña dão vida, respectivamente, aos parceiros Brian Taylor e Mike Zavala, que seguem rotina comum pelas ruas de Los Angeles. Não são corruptos nem estão prestes ou serão obrigados a se corromper. Ex-fuzilero naval, Brian acha que merece mais do que tem patrulhando as ruas da cidade onde vive. Além das rondas ao lado do amigo, ele usa microcâmeras para registrar seu cotidiano policial. Mike tem história completamente diferente. Ex-drogado, ele entrou para a corporação depois de ser intimado pela namorada a seguir o caminho correto.

Entre tiros, crônicas do ofício e partilha de intimidades, os dois encaram um desafio. Depois de confiscarem dinheiro e armas de um cara em uma rua, eles têm o sossego interrompido. É que decidem investigar o caso a fundo e chegam ao mais perigoso cartel de Los Angeles. O caminho é sem volta. É enfrentar e vencer ou morrer.

A agilidade da narrativa, com cenas e acontecimentos sobrepostos, é o trunfo do longa, que em nenhum momento se arrasta. A ideia de colocar a câmera nas mãos de Brian dá fôlego extra à edição e boas imagens para quem gosta de filmes de ação, mas a perspectiva psicológica do filme é o que mais chama atenção.

Embora haja muito clichê em 'Marcados para Morrer', os protagonistas têm a história aproveitada ao máximo. Não são meros arquétipos de filmes do gênero, mas pessoas em rota de descobertas sobre assuntos que vão além do tradicional 'bang bang'. Brian, principalmente, vive um longo processo de amadurecimento na jornada. Além da ambição de encontrar melhor ocupação, pesa para o personagem o sonho de formar uma família, especialmente depois de ver o parceiro ganhar seu primeiro filho.

Até o momento em que eles enfrentam o cartel, depois de boa parte do filme já ter passado, um retrato humano dos dois é lentamente construído, cena por cena. Artíficio que faz com que o público tenha grande empatia pelos parceiros.

A obra é a primeira de Aver na direção. Ele assinou os roteiros de 'Velozes e Furiosos', 'Dia de Treinamento' e 'S.W.A.T'. Além de Gyllenhaal e Peña, atuam no projeto Anna Kendrick, Cody Horn e America Ferrera, entre outros.

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