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Região do Xingu tem só nove leitos de UTI para 400 mil pessoas

Divulgação/Prefeitura Xingu Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


16/05/2020 | 10:03


A pandemia do novo coronavírus está sufocando, a cada dia, o sistema de saúde do município paraense de Altamira (PA), na região do Xingu. Profissionais de saúde e a população em geral padecem com a falta de medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs) e, sobretudo, com poucos leitos para atender a crescente demanda de pacientes. A cidade, localizada a 816 quilômetros de Belém, conta com apenas nove leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para atender cerca de 115 mil habitantes locais e de outras cidades da região. Ao todo, são mais de 400 mil pessoas.

Altamira tem poucos locais de atendimento à saúde. O setor público do município conta apenas com uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), com o Hospital-Geral de Altamira São Rafael, administrado pela prefeitura, e com o Hospital Regional Público da Transamazônica. O município, o mais próximo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é considerado o maior em extensão do Brasil.

"Não temos mais UTIs disponíveis, estão no limite. As adultas são ocupadas por pacientes com vários tipos de problemas, não é só de coronavírus. Daqui a pouco, os médicos vão ter de escolher quem salvar", relatou um médico do hospital municipal que prefere não se identificar. "Não há testes disponíveis para detectar a covid-19 e isso pode ter impacto nos casos graves. Como anestesista, posso dizer que não há drogas como relaxante muscular nem propofol (anestésico intravenoso)", disse.

O profissional conta também que os leitos de UTIs infantis já estão começando a ser usados para atender adultos. "Mas, se a doença se agravar no município, os pacientes terão de ir para Santarém, a 500 quilômetros daqui", continuou o médico.

Uma carta, com a assinatura de 68 médicos, relatando a situação, foi enviada ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Justiça. "Faltam medicamentos básicos para a manutenção da vida e do tratamento intensivo, colocando em risco a vida de doentes para além daquele inerente a essa terrível doença que é a covid-19", denuncia a carta.

O diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Waldir Cardoso, comentou a situação dos profissionais de Altamira. "Médico é muito reservado. Quando chega à situação de pedir ajuda é porque o problema fugiu do controle."

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Altamira, Silvano Fortunato da Silva, disse que a situação está saindo do controle. "Não há medidas severas de isolamento social aqui. Nossa preocupação é que não há suporte para um alto índice de doentes na região." O Estadão pediu posicionamento do governo do Pará, mas não obteve retorno. A reportagem não conseguiu contato com a prefeitura de Altamira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Região do Xingu tem só nove leitos de UTI para 400 mil pessoas


16/05/2020 | 10:03


A pandemia do novo coronavírus está sufocando, a cada dia, o sistema de saúde do município paraense de Altamira (PA), na região do Xingu. Profissionais de saúde e a população em geral padecem com a falta de medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs) e, sobretudo, com poucos leitos para atender a crescente demanda de pacientes. A cidade, localizada a 816 quilômetros de Belém, conta com apenas nove leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para atender cerca de 115 mil habitantes locais e de outras cidades da região. Ao todo, são mais de 400 mil pessoas.

Altamira tem poucos locais de atendimento à saúde. O setor público do município conta apenas com uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), com o Hospital-Geral de Altamira São Rafael, administrado pela prefeitura, e com o Hospital Regional Público da Transamazônica. O município, o mais próximo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é considerado o maior em extensão do Brasil.

"Não temos mais UTIs disponíveis, estão no limite. As adultas são ocupadas por pacientes com vários tipos de problemas, não é só de coronavírus. Daqui a pouco, os médicos vão ter de escolher quem salvar", relatou um médico do hospital municipal que prefere não se identificar. "Não há testes disponíveis para detectar a covid-19 e isso pode ter impacto nos casos graves. Como anestesista, posso dizer que não há drogas como relaxante muscular nem propofol (anestésico intravenoso)", disse.

O profissional conta também que os leitos de UTIs infantis já estão começando a ser usados para atender adultos. "Mas, se a doença se agravar no município, os pacientes terão de ir para Santarém, a 500 quilômetros daqui", continuou o médico.

Uma carta, com a assinatura de 68 médicos, relatando a situação, foi enviada ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Justiça. "Faltam medicamentos básicos para a manutenção da vida e do tratamento intensivo, colocando em risco a vida de doentes para além daquele inerente a essa terrível doença que é a covid-19", denuncia a carta.

O diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Waldir Cardoso, comentou a situação dos profissionais de Altamira. "Médico é muito reservado. Quando chega à situação de pedir ajuda é porque o problema fugiu do controle."

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Altamira, Silvano Fortunato da Silva, disse que a situação está saindo do controle. "Não há medidas severas de isolamento social aqui. Nossa preocupação é que não há suporte para um alto índice de doentes na região." O Estadão pediu posicionamento do governo do Pará, mas não obteve retorno. A reportagem não conseguiu contato com a prefeitura de Altamira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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