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Crise interna se acentua no PT de São Bernardo

Ligado a Marinho, comando da sigla cobra parte da bancada, que não descarta desfiliação


Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

24/11/2017 | 07:00


O PT de São Bernardo vive mais uma crise, desta vez com diferenças entre parte da bancada de vereadores com o comando municipal da sigla.

Enquanto os parlamentares evitam fazer oposição sistemática ao governo tucano de Orlando Morando, as cobranças do diretório causam incômodo aos vereadores, que em alguns casos não descartam sequer deixar a legenda.

As principais críticas teriam partido de Tião Mateus, Joilson Santos e José Luís Ferrarezi. Curiosamente, os três são do grupo ligado ao deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT). O comando da sigla, por sua vez, está nas mãos de Brás Marinho, irmão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT).

No mês passado, por exemplo, circulou informação no petismo de que militantes ligados a Marinho iriam pedir expulsão de Tião por faltas em contribuição partidária. O movimento foi interpretado como retaliação ao parlamentar mais longevo do PT atualmente, uma vez que Tião pouco questiona a administração tucana. Por outro lado, aliados de Tião lembram que o vereador recebe melhor tratamento de secretários de Morando do que de auxiliares de diretos de Marinho nos oito anos de governo do petista e que sempre teve seus projetos eleitorais à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal descartados pela legenda.

A crise petista aumenta justamente na proximidade do lançamento da pré-candidatura de Marinho ao governo estadual, que será feita no dia 1º de dezembro.

Desde a derrota do ex-secretário de Serviços Urbanos Tarcisio Secoli nas eleições do ano passado – quando ficou em terceiro lugar – o distanciamento entre os vereadores e a direção municipal do partido se aprofundou.

Outro sinal do descompasso entre o partido e a bancada foi o fato de vereadores petistas terem participado de cerimônias da administração do prefeito Orlando Morando, como a inauguração de trecho da Avenida Aldino Pinotti, em abril.

Recentemente, Luiz Fernando teve conversas com os vereadores e o tema passou por articulações visando as eleições de 2018

Para Ferrarezi, as dificuldades tendem a ser superadas. “É um momento de dificuldade para o partido na cidade e isso reflete o que acontece no País. Vivemos uma dificuldade grande de participação e o PT está limitado. Quem faz o partido são os filiados, cada um tem que participar, estar lá dentro para decidir. Infelizmente, o inferno astral do PT deve demorar para passar”, considerou.

Joilson e Tião não retornaram aos contatos da equipe do Diário. 



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