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Químicos pedem reajuste de 10%

Pauta de negociação da categoria também prevê a
redução de jornada semanal sem redução nos salários


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

26/09/2009 | 07:07


A categoria dos químicos da região reivindica 10% de reajuste salarial. Na noite de sexta-feira, cerca de 250 trabalhadores aprovaram a pauta de negociação, que também prevê a redução de jornada semanal de 44 para 40 horas semanais, sem redução nos salários.

"Sabemos que a luta não será fácil, mas como nossa data-base é novembro, temos tempo para realizar tudo com calma e não cometer erros", explicou Paulo Lage, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC.

O sindicalista afirmou que neste ano a negociação se restringe apenas a questões econômicas. "No ano passado, o acordo social foi validado por dois anos. Com isso, os trabalhadores têm as cláusulas válidas até outubro de 2010 e podemos nos empenhar nas questões financeiras", destacou o presidente.

Em 2008, a categoria conquistou 9% de reajuste, mas em algumas empresas do setor o aumento foi maior. "Nunca encerramos as negociações. Sempre estipulamos um mínimo e depois trabalhamos de acordo com a realidade de cada empresa. Neste ano faremos a mesma coisa", prometeu Lage.

A pauta de negociação aprovada pelos trabalhadores da região prevê também piso de R$ 900, mínimo de R$ 1.800 de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e cumprimento da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência pelas empresas.

As cláusulas foram estipuladas com base nas sugestões dos sindicatos dos Químicos do ABC, Químicos e Plásticos de São Paulo e Químicos Unificados de Campinas, Osasco e Vinhedo e da diretoria da Fetquim (Federação do Ramo Químico da CUT do Estado de São Paulo). No dia 30, a pauta será entregue ao setor patronal da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo Geraldo Melhorine, coordenador-geral da Fetquim e diretor dos Químicos do ABC, todos os indicadores apontam para a recuperação econômica do País. Segundo ele, isso significa ótimo momento para os químicos exigirem dos patrões melhores condições de salário e trabalho. "Apesar da crise, o setor químico foi um dos que mais lucraram no último período. Não há desculpa para os empresários não atenderem às nossas reivindicações", afirmou.

Os trabalhadores da categoria concordam. O químico José Maia acha que 10% de reajuste é um índice justo. "Sei que será difícil de as empresas aceitarem isso, mas tenho certeza de que há condições para que esse aumento seja concedido", afirmou o trabalhador da Pret Jet, em São Bernardo.

Carlos Mendes, funcionário de uma fábrica de cosméticos em Diadema é ainda mais otimista. "A crise passou longe do setor de cosméticos, afinal as pessoas não deixam de usar produtos essenciais como pasta de dente, shampo e sabonete. Por isso, acredito que, para o segmento, o aumento pode ser até maior do que os 10%."

COMPOSIÇÃO - O sindicato representa cerca de 40 mil trabalhadores nas indústrias químicas, petroquímicas, farmacêuticas, de plástico, de tintas e vernizes, de resinas sintéticas e colas, de explosivos e similares, localizadas nas sete cidades da região.

Na base geográfica do sindicato, estão instaladas cerca de 900 empresas de todos esses segmentos.

 



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