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Viagens e piadas no tempo


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/09/2011 | 07:02


As possibilidades que surgem na vida são amplas e o destino nos obriga a trilhar somente um caminho. Conforme os anos passam, é comum se perguntar como tudo teria ocorrido caso tivesse seguido outra oportunidade. Por isso as viagens no tempo sempre soaram tão interessantes.

As idas e vindas entre anos e épocas seriam prato cheio para observarmos o futuro e analisarmos o passado. Mas vivemos no presente repleto de incertezas e, em muitas vezes, recheado de arrependimentos. É nesse contexto que se seguem as ações da comédia 'O Homem do Futuro'. O longa-metragem nacional mistura humor e drama em doses capazes de divertir e causar reflexão no público.

O filme presta homenagem às grandes produções de ficção científica que contam com as viagens no tempo como um de seus principais elementos. Mas ao contrário de clássicos do gênero, o título faz do amor o motivo de tantas confusões e desencontros.

A trama se desenvolve nos tempos de hoje, onde o cientista João (Wagner Moura), também conhecido como Zero, busca a qualquer custo desenvolver um novo tipo de energia. Acidentalmente, ele descobre uma brecha no ‘contínuo espaço-tempo' que o leva até os tempos de faculdade, 20 anos antes.

A quase obsessão do professor pela bela Helena (Alinne Moraes) faz com que retorne na noite de uma festa à fantasia na faculdade que o marcou e definiu toda sua história. O que se acompanha na comédia é o esforço de João para tentar redesenhar seu destino por meio de seu outro ‘eu' na medida em que certas decisões parecem não dar certo.

'O Homem do Futuro' é um projeto de Claudio Torres, responsável por assinar o roteiro e pela direção. As sacadas do cineasta remetem a filmes como a inesquecível trilogia 'De Volta Para o Futuro', de Robert Zemeckis, e o tenso 'Os 12 Macacos', de Terry Gilliam, mas as piadas são tipicamente brasileiras.

A jornada do protagonista fica marcada por trilha sonora que conta com sucessos de diferentes gerações, casos de 'Tempo Perdido', da Legião Urbana, 'It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)', do grupo norte-americano R.E.M.

Apesar da óbvia mensagem de que nosso destino já está escrito, o título se destaca como comédia diferenciada. Ao não levar seu trabalho tão a sério, Torres apresenta despretensiosa obra que ganha muitos pontos por seu delicioso clima nostálgico.



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Viagens e piadas no tempo

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/09/2011 | 07:02


As possibilidades que surgem na vida são amplas e o destino nos obriga a trilhar somente um caminho. Conforme os anos passam, é comum se perguntar como tudo teria ocorrido caso tivesse seguido outra oportunidade. Por isso as viagens no tempo sempre soaram tão interessantes.

As idas e vindas entre anos e épocas seriam prato cheio para observarmos o futuro e analisarmos o passado. Mas vivemos no presente repleto de incertezas e, em muitas vezes, recheado de arrependimentos. É nesse contexto que se seguem as ações da comédia 'O Homem do Futuro'. O longa-metragem nacional mistura humor e drama em doses capazes de divertir e causar reflexão no público.

O filme presta homenagem às grandes produções de ficção científica que contam com as viagens no tempo como um de seus principais elementos. Mas ao contrário de clássicos do gênero, o título faz do amor o motivo de tantas confusões e desencontros.

A trama se desenvolve nos tempos de hoje, onde o cientista João (Wagner Moura), também conhecido como Zero, busca a qualquer custo desenvolver um novo tipo de energia. Acidentalmente, ele descobre uma brecha no ‘contínuo espaço-tempo' que o leva até os tempos de faculdade, 20 anos antes.

A quase obsessão do professor pela bela Helena (Alinne Moraes) faz com que retorne na noite de uma festa à fantasia na faculdade que o marcou e definiu toda sua história. O que se acompanha na comédia é o esforço de João para tentar redesenhar seu destino por meio de seu outro ‘eu' na medida em que certas decisões parecem não dar certo.

'O Homem do Futuro' é um projeto de Claudio Torres, responsável por assinar o roteiro e pela direção. As sacadas do cineasta remetem a filmes como a inesquecível trilogia 'De Volta Para o Futuro', de Robert Zemeckis, e o tenso 'Os 12 Macacos', de Terry Gilliam, mas as piadas são tipicamente brasileiras.

A jornada do protagonista fica marcada por trilha sonora que conta com sucessos de diferentes gerações, casos de 'Tempo Perdido', da Legião Urbana, 'It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)', do grupo norte-americano R.E.M.

Apesar da óbvia mensagem de que nosso destino já está escrito, o título se destaca como comédia diferenciada. Ao não levar seu trabalho tão a sério, Torres apresenta despretensiosa obra que ganha muitos pontos por seu delicioso clima nostálgico.

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