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Juros e dólares têm alta



09/05/2008 | 07:03


Muita especulação em torno do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, do futuro fundo soberano brasileiro e de supostas medidas para conter a valorização do real adicionou forte volatilidade e pressão sobre os juros futuros e o dólar à vista hoje.

As taxas subiram mais na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) com os rumores de que o IPCA de abril, que o IBGE divulga hoje, poderá vir muito acima do teto das expectativas do mercado. Também pesou o receio com a divulgação, hoje, da primeira prévia do IGP-M, apurado pela FGV. Algumas instituições passaram a revisar para cima o índice após o inesperado IGP-DI de abril, de +1,12%.

A moeda americana terminou em terreno positivo pela quarta sessão consecutiva e com mais do que o dobro do volume de negócios registrado na quarta-feira. Compras defensivas de dólares foram reforçadas ainda pela disposição do governo em criar logo o fundo soberano brasileiro, o que poderia levar o Tesouro a retomar aquisições em mercado através do Banco do Brasil, trazendo pressão às cotações.

Foi uma quinta-feira marcada pela volatilidade, com idas e vindas das taxas. Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, o IPCA de abril vai reorientar, e muito, as expectativas do mercado. "Como apontaram os mais recentes índices de inflação doméstica (IPC-FIPE, IGP-DI e IPC-S), o IPCA deve vir acelerando. Isto posto sobra muito pouco ao BC a não ser reiterar sua postura altista na taxa básica", disse.

MINISTRO
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a alta recente da inflação decorre de choques de oferta de produtos e que pode ser acomodada na banda superior da meta de inflação. Mas ele rechaçou a interpretação de que isso seria uma postura de tolerância com a inflação. No mesmo dia, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que não há motivo para "alarme" com a inflação, que ainda está próxima da meta do governo, de 4,5%.



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