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Transportadoras da região demitem mil funcionários


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

08/12/2008 | 07:06


Passado o mês de novembro, o setor dos transportes de carga no Grande ABC registrou um saldo um tanto negativo. Além de amargar um déficit de milhões de reais, teve de demitir cerca de mil funcionários das áreas operacional e administrativa.

Na região, o setor de autopeças - que responde por 85% dos trânsitos de carga - registrou queda de 30% com a turbulência financeira internacional. "A retração é inevitável. Estão sobrando caminhões nos páteos e praticamente não há mais estacionamento para as carretas. Há empresas que estão com 50% de sua frota parada", explica Antonio Caetano Pinto, presidente do Setrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do ABC).

Segundo Pinto, o volume de viagens transportando importações registrou queda entre 30% a 35% no mês passado. "O dólar começou a subir e, com o real desvalorizado, ficou muito caro importar". A crise está fazendo com que muitas empresas prorroguem a nacionalização das cargas. Na zona primária, ou seja, no porto ou aeroporto, onde é recebida a mercadoria, é possível mantê-la por 90 dias sem retirá-la. Já na zona secundária, caso do Entreposto Aduaneiro de Santo André, por mais 120 dias. No local, aliás, transportadores revelam que existe uma grande quantidade de carga estacionada.

Em relação às mercadorias a serem exportadas, houve recuo também, de 17%. "Este é um reflexo da não-confirmação de pedidos que já haviam sido feitos". O comércio exterior vem diminuindo gradativamente. Este mês pode diminuir mais 10% ou 15%, de acordo com Pinto. As empresas no exterior deixaram de comprar porque eles estão mais vulneráveis do que as nacionais. "Hoje estamos trabalhando em um cenário de pessimismo. Temos de aguardar o reaquecimento da economia e não podemos acumular passivo, que seriam funcionários sem trabalho. Esperamos uma retomada em março e abril".

Conforme conta Tales Amaral Cortez, assistente comercial da Trans Cortez, de Ribeirão Pires, entre agosto e outubro o faturamento caiu 16%. "Até agosto, tínhamos uma média de 13 viagens por dia, em setembro caiu para uma média de oito, em outubro, seis e nas duas últimas semanas de novembro voltou a dez". Cortez conta que eles tinham a expectativa de que no final do ano a movimentação melhorasse para manter o crescimento. Entre seus principais clientes, entretanto, encontram-se peças para transformadores de energia, que têm relação com as montadoras. "Aqui, 20% dos clientes representam 80% do faturamento. Esse é o problema. O cliente que fazia uma viagem por semana agora faz a cada 15 dias", diz.



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Transportadoras da região demitem mil funcionários

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

08/12/2008 | 07:06


Passado o mês de novembro, o setor dos transportes de carga no Grande ABC registrou um saldo um tanto negativo. Além de amargar um déficit de milhões de reais, teve de demitir cerca de mil funcionários das áreas operacional e administrativa.

Na região, o setor de autopeças - que responde por 85% dos trânsitos de carga - registrou queda de 30% com a turbulência financeira internacional. "A retração é inevitável. Estão sobrando caminhões nos páteos e praticamente não há mais estacionamento para as carretas. Há empresas que estão com 50% de sua frota parada", explica Antonio Caetano Pinto, presidente do Setrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do ABC).

Segundo Pinto, o volume de viagens transportando importações registrou queda entre 30% a 35% no mês passado. "O dólar começou a subir e, com o real desvalorizado, ficou muito caro importar". A crise está fazendo com que muitas empresas prorroguem a nacionalização das cargas. Na zona primária, ou seja, no porto ou aeroporto, onde é recebida a mercadoria, é possível mantê-la por 90 dias sem retirá-la. Já na zona secundária, caso do Entreposto Aduaneiro de Santo André, por mais 120 dias. No local, aliás, transportadores revelam que existe uma grande quantidade de carga estacionada.

Em relação às mercadorias a serem exportadas, houve recuo também, de 17%. "Este é um reflexo da não-confirmação de pedidos que já haviam sido feitos". O comércio exterior vem diminuindo gradativamente. Este mês pode diminuir mais 10% ou 15%, de acordo com Pinto. As empresas no exterior deixaram de comprar porque eles estão mais vulneráveis do que as nacionais. "Hoje estamos trabalhando em um cenário de pessimismo. Temos de aguardar o reaquecimento da economia e não podemos acumular passivo, que seriam funcionários sem trabalho. Esperamos uma retomada em março e abril".

Conforme conta Tales Amaral Cortez, assistente comercial da Trans Cortez, de Ribeirão Pires, entre agosto e outubro o faturamento caiu 16%. "Até agosto, tínhamos uma média de 13 viagens por dia, em setembro caiu para uma média de oito, em outubro, seis e nas duas últimas semanas de novembro voltou a dez". Cortez conta que eles tinham a expectativa de que no final do ano a movimentação melhorasse para manter o crescimento. Entre seus principais clientes, entretanto, encontram-se peças para transformadores de energia, que têm relação com as montadoras. "Aqui, 20% dos clientes representam 80% do faturamento. Esse é o problema. O cliente que fazia uma viagem por semana agora faz a cada 15 dias", diz.

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