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Jovem grávida queimada pelo namorado morre em Brasília


Do Diário do Grande ABC

30/07/1999 | 17:37


A estudante Jardene Alves dos Santos de 17 anos, que teve 70% do corpo queimado pelo namorado Ivanildo Marques de Souza, morreu quinta na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Mulher do Hospital Matermo-Infantil de Brasília (HMIB). A garota estava grávida de quatro meses. Este é o segundo caso ocorrido na capital em menos de uma semana. No sábado passado, o guardador de carros Marcelo Rosa da Silva morreu após ter o corpo incendiado com cola de sapateiro por desconhecidos.

A adolescente, que ficou apenas com a palma das maos, parte das pernas e dos pés ilesos das queimaduras, foi agredida e queimada há dez dias, depois de uma discussao com o namorado. Souza confessou o crime e foi indiciado por homicídio qualificado e pela prática de aborto. O inquérito foi enviado hoje pela 33ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, em Lago Azul (GO), ao Ministério Público. Jardene foi morta quando estava desmaiada, depois de sofrer tentativa de estrangulamento. Souza deixou o local após a agressao, mas retornou cinco minutos depois, quando a mulher estava no chao. Achando que Jardene estivesse morta, ateou fogo no casaco de la da namorada.

Em chamas, a menor acordou e saiu correndo, gritando. Foi socorrida por uma viatura da Polícia Militar. Levada ao HRAN de onde depois foi transferida para o HMIB, a adolescente só conseguiu sobreviver dez dias com a ajuda de aparelhos. Um dia após atear fogo na namorada, Souza chegou a ligar para saber se ela estava em casa, segundo Auxiliadora Santos da Silva, tia da vítima. De acordo com o diretor do hospital, Mário Horta, Jardene tinha apenas 10% de chances de chances de sobreviver às queimaduras. "Ela nao resistiu porque seu estado era grave demais". Horta explicou que o hospital fez o máximo que pode para salvá-la.

Outro - Há 15 dias, o guardador de carros Marcelo Rosa da Silva, de 23 anos, foi queimado com cola de sapateiro. Ele morava em Taguatinga e sofreu queimaduras de terceiro grau em 60% do corpo perdeu a faringe, o pulmao e o rim esquerdo e morreu sábado passado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde estava internado.

As duas mortes se assemelham com a do índio pataxó Galdino José de Jesus, que foi queimado enaqunto dormia em uma parada de ônibus de Brasília. Galdino foi queimado por cinco jovens de classe média da cidade que jogaram álcool em seu corpo.



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Jovem grávida queimada pelo namorado morre em Brasília

Do Diário do Grande ABC

30/07/1999 | 17:37


A estudante Jardene Alves dos Santos de 17 anos, que teve 70% do corpo queimado pelo namorado Ivanildo Marques de Souza, morreu quinta na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Mulher do Hospital Matermo-Infantil de Brasília (HMIB). A garota estava grávida de quatro meses. Este é o segundo caso ocorrido na capital em menos de uma semana. No sábado passado, o guardador de carros Marcelo Rosa da Silva morreu após ter o corpo incendiado com cola de sapateiro por desconhecidos.

A adolescente, que ficou apenas com a palma das maos, parte das pernas e dos pés ilesos das queimaduras, foi agredida e queimada há dez dias, depois de uma discussao com o namorado. Souza confessou o crime e foi indiciado por homicídio qualificado e pela prática de aborto. O inquérito foi enviado hoje pela 33ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, em Lago Azul (GO), ao Ministério Público. Jardene foi morta quando estava desmaiada, depois de sofrer tentativa de estrangulamento. Souza deixou o local após a agressao, mas retornou cinco minutos depois, quando a mulher estava no chao. Achando que Jardene estivesse morta, ateou fogo no casaco de la da namorada.

Em chamas, a menor acordou e saiu correndo, gritando. Foi socorrida por uma viatura da Polícia Militar. Levada ao HRAN de onde depois foi transferida para o HMIB, a adolescente só conseguiu sobreviver dez dias com a ajuda de aparelhos. Um dia após atear fogo na namorada, Souza chegou a ligar para saber se ela estava em casa, segundo Auxiliadora Santos da Silva, tia da vítima. De acordo com o diretor do hospital, Mário Horta, Jardene tinha apenas 10% de chances de chances de sobreviver às queimaduras. "Ela nao resistiu porque seu estado era grave demais". Horta explicou que o hospital fez o máximo que pode para salvá-la.

Outro - Há 15 dias, o guardador de carros Marcelo Rosa da Silva, de 23 anos, foi queimado com cola de sapateiro. Ele morava em Taguatinga e sofreu queimaduras de terceiro grau em 60% do corpo perdeu a faringe, o pulmao e o rim esquerdo e morreu sábado passado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde estava internado.

As duas mortes se assemelham com a do índio pataxó Galdino José de Jesus, que foi queimado enaqunto dormia em uma parada de ônibus de Brasília. Galdino foi queimado por cinco jovens de classe média da cidade que jogaram álcool em seu corpo.

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