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Visão Urbana - Um precioso bem em extinção


Luiz Sérgio Mendonça Coelho
Especial para o Diário

27/08/2007 | 07:05


A água é um elemento de grande importância para todos nós e, neste século, será o produto determinante. É um bem precioso, mas findável, porque a população cresce e também a poluição. Com isso, a disputa pela água é cada vez mais acirrada nos centros urbanos.

Como no Brasil acreditamos que somos beneficiados pela grande quantidade de água, não temos a preocupação e nem lutamos para preservá-la. Mesmo assim, há muitos brasileiros que já se preocupam com a água, mas a entrega do líquido e o seu respectivo consumo não são trabalhados adequadamente.

Já encontramos nas cidades empresas que se preocupam com o reuso da água e sua utilização adequada. No entanto, isso ainda é pouco.  Temos de formar entre a população uma rede de informações e propagá-la para que o consumo industrial e doméstico seja racionalizado. São muitos os condomínios, estabelecimentos comerciais e indústrias que ainda não tiveram a preocupação de pensar como reutilizar esse precioso produto.

A água de reuso não necessita de muito tratamento para ser utilizada na lavagem de áreas e irrigação. Falta informação e, por isso, ocorre desperdício. Para sentir no bolso o custo da água, basta observar o preço de uma garrafa de água mineral. Atualmente, este produto é, praticamente, mais caro que a gasolina.

Nós e todo o nosso meio ambiente dependemos da água para sobreviver. Porém, jogamos lixo, indiscriminadamente, em qualquer lugar, e vimos, a seguir, nossos córregos e rios sujos, poluídos e sem tratamento.

Infelizmente, quanto mais as pessoas melhoram suas condições de vida mais a procura pela água cresce e mais a preservação cai no esquecimento.  Para piorar, praticamos uma agricultura sem proteção dos solos, acumulamos o lixo irregularmente e ocupamos áreas de preservação de mananciais. Resumindo, em nada contribuímos.

Falta comprometimento dos nossos líderes e da própria população. Afinal, as grandes soluções para a preservação do meio ambiente podem e devem partir destes líderes, educadores ou ainda de comunidades da sociedade civil.

Caros leitores, todos nós devemos fazer a nossa parte: não jogar lixo e impurezas nas ruas, para evitar que sejam conduzidos pelas águas pluviais a rios e córregos, e não impermeabilizar o solo. A natureza agradece.

Luiz Sérgio Mendonça Coelho é engenheiro civil e professor das disciplinas Construção Civil e Urbanismo do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).



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Visão Urbana - Um precioso bem em extinção

Luiz Sérgio Mendonça Coelho
Especial para o Diário

27/08/2007 | 07:05


A água é um elemento de grande importância para todos nós e, neste século, será o produto determinante. É um bem precioso, mas findável, porque a população cresce e também a poluição. Com isso, a disputa pela água é cada vez mais acirrada nos centros urbanos.

Como no Brasil acreditamos que somos beneficiados pela grande quantidade de água, não temos a preocupação e nem lutamos para preservá-la. Mesmo assim, há muitos brasileiros que já se preocupam com a água, mas a entrega do líquido e o seu respectivo consumo não são trabalhados adequadamente.

Já encontramos nas cidades empresas que se preocupam com o reuso da água e sua utilização adequada. No entanto, isso ainda é pouco.  Temos de formar entre a população uma rede de informações e propagá-la para que o consumo industrial e doméstico seja racionalizado. São muitos os condomínios, estabelecimentos comerciais e indústrias que ainda não tiveram a preocupação de pensar como reutilizar esse precioso produto.

A água de reuso não necessita de muito tratamento para ser utilizada na lavagem de áreas e irrigação. Falta informação e, por isso, ocorre desperdício. Para sentir no bolso o custo da água, basta observar o preço de uma garrafa de água mineral. Atualmente, este produto é, praticamente, mais caro que a gasolina.

Nós e todo o nosso meio ambiente dependemos da água para sobreviver. Porém, jogamos lixo, indiscriminadamente, em qualquer lugar, e vimos, a seguir, nossos córregos e rios sujos, poluídos e sem tratamento.

Infelizmente, quanto mais as pessoas melhoram suas condições de vida mais a procura pela água cresce e mais a preservação cai no esquecimento.  Para piorar, praticamos uma agricultura sem proteção dos solos, acumulamos o lixo irregularmente e ocupamos áreas de preservação de mananciais. Resumindo, em nada contribuímos.

Falta comprometimento dos nossos líderes e da própria população. Afinal, as grandes soluções para a preservação do meio ambiente podem e devem partir destes líderes, educadores ou ainda de comunidades da sociedade civil.

Caros leitores, todos nós devemos fazer a nossa parte: não jogar lixo e impurezas nas ruas, para evitar que sejam conduzidos pelas águas pluviais a rios e córregos, e não impermeabilizar o solo. A natureza agradece.

Luiz Sérgio Mendonça Coelho é engenheiro civil e professor das disciplinas Construção Civil e Urbanismo do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

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