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Preços não vão ser vilões neste ano

Economistas avaliam que consumidor não terá grandes problemas devido ao fim de estímulos, como a isenção do IPI


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

22/03/2010 | 07:00


Os índices de inflação do começo do ano registraram picos históricos, como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que aumentou 1,54% no primeiro bimestre, um terço da meta traçada pelo Banco Central para o ano. As medidas anticrise, adotadas pelo governo, que beneficiavam o consumidor chegaram ao fim. Porém, mesmo com essas adversidades, os especialistas afirmam que o cenário futuro aos consumidores não será negro.

Em termos gerais, o aumento dos preços visto no começo do ano é sazonal, como a alta nas mensalidades escolares, e pontuais, como nos alimentos in natura, que foram afetados pelas chuvas de janeiro e fevereiro. Portanto, esse avanço no custo dos produtos deve desacelerar drasticamente nos próximos meses.

No caso do fim dos estímulos fiscais da linha branca de eletrodomésticos, móveis e veículos, de acordo com o economista do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), André Braz, as empresas que vendem estes produtos não terão quedas bruscas na comercialização. "Quem comprou com incentivo já tinha se planejado. Mas muita gente ainda quer fazer novas compras", avalia.

Com isso, a demanda pelos produtos continuará e não haverá pressão para expansão de juros e preços.

Se a inflação aumentar, discretamente, nos próximos meses, conforme Braz, é sinal de que a economia brasileira caminha bem. "Os últimos indicadores macroeconômicos apresentaram bons resultados, que transparecem cenário de melhora da economia. A oportunidade de empregos vem crescendo, conforme as últimas pesquisas. A massa salarial também subiu com o reajuste no salário-mínimo. Temos avanços reais no poder de compra, acima da inflação, que é o caso das categorias cujos sindicatos são fortes e trabalham com dissídios maiores", explica o economista.

Varejo - Para o presidente do conselho do Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Cláudio Felizone de Ângelo, a concorrência entre as empresas do varejo garantirá boas condições de consumo. "Em 2010, deve elevar um pouco os preços, mas não muito porque a competição no mercado será forte."

Risco de recaída ainda é iminente no Brasil
No ponto de vista do coordenador do GAP (Grupo de Análise e Previsões) do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Roberto Messenberg, o futuro pode ser de risco. Ele explica que as medidas adotadas pelo governo, como os incentivos fiscais, tinham como objetivo combater os efeitos da crise no Brasil. Com o fim desta temporada, existe o risco de redução de consumo, o que causaria leves agravantes, como aumento de preços. E para controlar a inflação, os juros aumentariam.

Por outro lado, ele avalia que se o consumidor não diminuir o ritmo de consumo, "é possível que aumente o nível de endividamento e surja uma bolha", cujo estouro seriam altas taxas de dívidas e inadimplência que atuariam negativamente no crescimento do País.

"É importante que as pessoas tenham noção de sua capacidade de pagamento em relação ao custo da compra", aconselha Messenberg. E diz que é viável se planejar, para "não ser pego de surpresa".

Felizone de Ângelo destaca que alguns economistas preveem que os efeitos reais da crise no Brasil ainda estão por vir.

Desonerações foram acertivas para a economia nacional
A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os setores de linha branca, móveis e automóveis fez parte de um pacote de medidas do governo federal, iniciado no fim de 2008, para conter os efeitos da crise financeira mundial no País.

A ‘maré vermelha' foi despertada em 15 de setembro de 2008, quando o banco de investimento norte-americano Lehman Brother quebrou. Com isso a confiança da maioria dos setores da economia mundial diminuiu, o que ocasionou reduções de investimentos do setor privado, desvalorizações de ações e várias outros reflexos negativos ao redor do globo terrestre.

Diante deste cenário, o governo se esforçou para fortalecer o mercado interno e estimular o consumo das famílias porque, na época, as previsões sinalizaram que o mercado externo seria desestabilizado. Ou seja, a expectativa era que a demanda dos países pelos produtos brasileiros cairia. E caiu, pois as exportações decresceram 22,7% em 2009, ante 2008.



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