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Janeth viaja para os EUA sem futuro definido no Brasil


Eduardo Merli
Do Diário do Grande ABC

18/05/2001 | 00:30


Ginásio do Tijuca. Noite de decisão de Campeonato e da arquibancada podia se ver uma cobrança de lance livre. A número nove flexionava de leve os joelhos, olhava para a cesta, e após uma reza silenciosa arremessou. Era outro ponto, mais um dos 40 que Janeth faria segunda-feira para ajudar o Vasco a conquistar o inédito título do Campeonato Nacional em cima do Paraná.

Após o jogo, o mesmo ritual de obviedades dos vencedores após o show nas quadras cercava Janeth: não descansou dos telefonemas, das entrevistas. Não parou de ser procurada até a noite de quinta. Pudera. O oitavo troféu brasileiro a consolidava como a jogadora mais premiada do basquete verde-amarelo. Janeth também foi a primeira brasileira na WNBA (liga norte-americana de basquete feminino) na qual foi campeã em todas as edições (quatro). Tudo conquistado passo a passo, de cesta em cesta. Sinais da humildade que trouxe de seus pais.

Quando pequena, morava numa casa que tinha quarto e sala reunidos num mesmo cômodo. A cama se misturava ao espaço do fogão. Ali, viviam Janeth, o pai, a mãe e o irmão. "Era uma casa bem simples", disse ela, que ficava na casa dos avós, enquanto a mãe, costureira, ia trabalhar. Hoje, apesar da fama, Janeth não gosta de muito luxo.

A simplicidade é a marca de seu confortável apartamento em Santo André, cidade em que jogou por oito anos, conquistou 15 títulos e formou uma legião de fãs. "Adotei a cidade de Santo André. Foi o lugar no qual eu mais me indentifiquei com o público", disse a ala, que não descarta a possibilidade do regresso. "Se o Santo André arranjar um patrocinador e se eu não acertar com o Vasco pode ser". Janeth ainda não assinou um contrato, mas acenou pela continuidade de jogar no Rio se o Vasco acertar seus três meses de salários atrasados até outubro.

Uma das maiores dificuldades na carreira profissional de Janeth foi ganhar seu espaço ao lado da rainha Hortência e de Magic Paula. Hoje, ela é o elo entre a geração vitoriosa de 1994, no Mundial da Austrália, e a atual safra, bronze olímpico em Sydney/2000. "Estou no mesmo patamar que elas (Paula e Hortência). Minha felicidade foi ter ganho títulos com elas e, quando pararam, ter tido continuidade".

De olho na próxima cesta, Janeth faz planos. O pentacampeonato da WNBA é o primeiro. Depois, a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas em 2004. "Temos plenas condições para isso", afirmou a ala. Após os Jogos Olímpicos, o sonho de Janeth é ser técnica. "Quem sabe em Santo André", disse a jogadora, que não esquece até hoje a promessa da técnica Laís Elena de que quando aposentasse, as portas para dirigir seu time estariam abertas.



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Janeth viaja para os EUA sem futuro definido no Brasil

Eduardo Merli
Do Diário do Grande ABC

18/05/2001 | 00:30


Ginásio do Tijuca. Noite de decisão de Campeonato e da arquibancada podia se ver uma cobrança de lance livre. A número nove flexionava de leve os joelhos, olhava para a cesta, e após uma reza silenciosa arremessou. Era outro ponto, mais um dos 40 que Janeth faria segunda-feira para ajudar o Vasco a conquistar o inédito título do Campeonato Nacional em cima do Paraná.

Após o jogo, o mesmo ritual de obviedades dos vencedores após o show nas quadras cercava Janeth: não descansou dos telefonemas, das entrevistas. Não parou de ser procurada até a noite de quinta. Pudera. O oitavo troféu brasileiro a consolidava como a jogadora mais premiada do basquete verde-amarelo. Janeth também foi a primeira brasileira na WNBA (liga norte-americana de basquete feminino) na qual foi campeã em todas as edições (quatro). Tudo conquistado passo a passo, de cesta em cesta. Sinais da humildade que trouxe de seus pais.

Quando pequena, morava numa casa que tinha quarto e sala reunidos num mesmo cômodo. A cama se misturava ao espaço do fogão. Ali, viviam Janeth, o pai, a mãe e o irmão. "Era uma casa bem simples", disse ela, que ficava na casa dos avós, enquanto a mãe, costureira, ia trabalhar. Hoje, apesar da fama, Janeth não gosta de muito luxo.

A simplicidade é a marca de seu confortável apartamento em Santo André, cidade em que jogou por oito anos, conquistou 15 títulos e formou uma legião de fãs. "Adotei a cidade de Santo André. Foi o lugar no qual eu mais me indentifiquei com o público", disse a ala, que não descarta a possibilidade do regresso. "Se o Santo André arranjar um patrocinador e se eu não acertar com o Vasco pode ser". Janeth ainda não assinou um contrato, mas acenou pela continuidade de jogar no Rio se o Vasco acertar seus três meses de salários atrasados até outubro.

Uma das maiores dificuldades na carreira profissional de Janeth foi ganhar seu espaço ao lado da rainha Hortência e de Magic Paula. Hoje, ela é o elo entre a geração vitoriosa de 1994, no Mundial da Austrália, e a atual safra, bronze olímpico em Sydney/2000. "Estou no mesmo patamar que elas (Paula e Hortência). Minha felicidade foi ter ganho títulos com elas e, quando pararam, ter tido continuidade".

De olho na próxima cesta, Janeth faz planos. O pentacampeonato da WNBA é o primeiro. Depois, a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas em 2004. "Temos plenas condições para isso", afirmou a ala. Após os Jogos Olímpicos, o sonho de Janeth é ser técnica. "Quem sabe em Santo André", disse a jogadora, que não esquece até hoje a promessa da técnica Laís Elena de que quando aposentasse, as portas para dirigir seu time estariam abertas.

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