Política

Sede do PT de Santo André vai a penhora


A sede do diretório do PT de Santo André, fixada há 22 anos na Rua Antônio Cardoso Franco, bairro Casa Branca, entrou em processo de penhora judicial devido à falta de pagamento de rombo que se arrasta da campanha de 2016 – encabeçada pelo então prefeito Carlos Grana (PT) –, acrescidos a débitos trabalhistas. O passivo contraído no período atinge R$ 500 mil, sendo que montante de R$ 180 mil foi acionado na Justiça e se refere a títulos executados pelos credores via cartório. A direção do partido tenta negociar a venda do espaço, sem sucesso, desde o ano passado.

Diante do cenário, imbróglio pode levar imóvel para leilão. A penhora consiste na apreensão judicial dos bens do devedor com a finalidade de assegurar a quitação dos débitos. O patrimônio é retirado da posse, caso não haja acordo. Não há prazo preestabelecido para execução dos termos. Os débitos estão atrelados a prestações de serviços de empresas terceirizadas durante o páreo encampado pelo PT há três anos, como do ramo gráfico. A dívida não coberta na ocasião foi assumida pelo diretório local, que responsabilizou-se pelo pagamento do buraco.

O imóvel passou por avaliação do valor venal – o local vale R$ 900 mil. Eleito presidente do PT andreense, o ex-vereador Antonio Padre reconheceu o impasse da sede penhorada, porém alegou que ainda não existe plano B no momento para resolução do caso. “A questão da venda está dada como situação definitiva, que só muda se fizermos todo o processo de volta para o diretório”, disse, se referindo à eventual nova votação para decidir sobre mudança de proposta. “Não acho que haja condição para alternativas. Temos dívida que precisa ser paga. Ou encontra maneiras e verba para pagar esse débito ou não consegue tirar o imóvel da penhora.”

O espaço é tido como histórico, adquirido em meados de 1997, durante a segunda gestão Celso Daniel (PT, morto em 2002). Padre assume oficialmente a presidência do petismo a partir de janeiro, só que já tem feito transição do comando, hoje nas mãos de José Paulo Nogueira. “Está no Judiciário. Pode ser seis meses ou um ano (de tramitação). (O imóvel) Está dado como penhora. Se conseguirmos pagar a dívida, saímos desta situação. O que queremos evitar é a história do leilão. Se deixa ir a leilão, perde o controle disso”, pontuou.

Zé Paulo lamentou o fato de o processo de venda ainda não ter sido concretizado. Não houve pessoas interessadas em viabilizar a compra. Segundo o dirigente, o valor principal da dívida é de R$ 480 mil. “Na atual conjuntura (do País), o momento é difícil para negociação de imóveis. O PT tem que encontrar caminho. É missão da nova direção, se debruçar e buscar solução sobre esse problema, mas a alternativa da venda não pode ser descartada”, citou, ao sugerir mutirões, jantares e vaquinha virtual e para arrecadação.  

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