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Prefeitos vão engrossar coro em favor do trecho Sul do Rodoanel


Regiane Soares
Do Diário do Grande ABC

14/02/2005 | 15:45


Os sete prefeitos do Grande ABC reúnem-se nesta segunda-feira no Consórcio Intermunicipal para discutir a construção do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas e conhecer o projeto que será apresentado pelo secretário Estadual de Transportes, Dario Rais Lopes. Os chefes de Executivo estão dispostos a engrossar o coro em favor da obra de 53 quilômetros, que cortará a região. Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Rio Grande da Serra; Clóvis Volpi (PV), de Ribeirão Pires; e Diniz Lopes (PL), de Mauá, apóiam a iniciativa do presidente do Consórcio Intermunicipal, prefeito William Dib (PSB), de São Bernardo, de mobilizar a sociedade civil organizada para viabilizar a construção do trecho Sul do Rodoanel. O objetivo da articulação é sensibilizar o governo federal a cumprir sua parte no acordo, e enviar recursos necessários para a obra, orçada em R$ 2,1 bilhões.

William Dib faz questão de ressaltar que o Rodoanel é uma obra que favorecerá a região como um todo, proporcionando o desenvolvimento econômico com a criação de novas vagas de emprego, aumento de renda, de receita tributária e redução de tráfego pesado na parte central das cidades. Na avaliação do prefeito, a conseqüência da obra será o desenvolvimento social nos sete municípios. “Por esse motivo acredito que a participação dos prefeitos da região e de todos os representantes da sociedade civil organizada na luta pelo Consórcio Intermunicipal é essencial para a concretização do projeto”, afirma Dib.

O apoio de Diniz Lopes vai além de declarações verbais. O prefeito em exercício de Mauá disse que vai aproveitar a viagem que fará a Brasília na terça-feira para discutir questões da cidade no encontro com o presidente nacional do PL, deputado federal Valdemar Costa Neto. O objetivo de Diniz Lopes é pedir ajuda da bancada do PL junto ao Ministério dos Transportes, principalmente porque o ministro Alfredo Pereira do Nascimento pertence ao partido. “Tenho certeza que o PL vai abrir as portas para o Grande ABC”, diz o prefeito interino.

Diniz Lopes também ressalta a liderança de William Dib nas articulações. “O doutor Dib é uma pessoa firme e decidida. Por isso votei nele para a presidência do Consórcio. Estou com ele para mobilizar toda a sociedade, sensibilizar o governo federal a cumprir sua parte e mostrar que o Rodoanel é importante para o desenvolvimento do país”, comenta.

Clóvis Volpi disse que não vê outra alternativa para a construção do Rodoanel a não ser a articulação regional dos prefeitos e de dirigentes empresariais. O prefeito de Ribeirão Pires lembra que a obra vai beneficiar principalmente Mauá e São Bernardo, o que não o impede de participar das negociações. “Não vamos negligenciar uma obra que vai promover o desenvolvimento de toda a região, o Estado e o país. Essa deve ser a bandeira de todos os prefeitos para resolvermos isso de uma vez por todas”, afirma.

Adler Kiko Teixeira ressalta que William Dib tem argumentos plausíveis para defender a construção do Rodoanel. “Não é justo que uma obra tão relevante tenha uma participação tão modesta do governo federal”, diz o prefeito de Rio Grande, ao lembrar que na gestão anterior, o presidente Fernando Henrique Cardoso destinou os 30% previstos no acordo para construção do trecho Oeste.

Os prefeitos petistas João Avamileno, de Santo André, e José de Filippi Júnior, de Diadema, que estariam mais à vontade para interceder junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não comentaram a articulação de William Dib. Avamileno aproveitou a semana do Carnaval para viajar com a família. Filippi não deu resposta aos recados deixados pela reportagem. Já o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), prefere comentar o assunto após a reunião de segunda-feira no Consórcio Intermunicipal.

O secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, afirma ter autorização do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para iniciar imediatamente a licitação e futura contratação das empresas encarregadas de colher todas as informações necessárias ao planejamento e execução do trecho Sul do Rodoanel.   As empresas selecionadas prestarão serviços de gerenciamento e supervisão global do empreendimento, das obras, ambiental e social. O custo da operação, bancado com recursos estaduais, será detalhado segunda-feira aos prefeitos.

O secretário afirma que o governo se compromete a construir parte do trajeto, entre a avenida Papa João XXII, em Mauá, e a rodovia dos Imigrantes. A ligação desse trecho com a rodovia Régis Bittencourt (que completaria a ligação com o trecho Oeste) vai depender da adesão do governo federal sob a gestão Lula, convidado pelo secretário a repetir a parceria entre União e Estado que durante a gestão FHC concluiu o trecho Oeste, de 31 km. A parceria seria na proporção de R$ 2 do Estado para R$ 1 da União. Até agora, o governo Lula    liberou para o Rodoanel R$ 25 milhões, suficientes para custear apenas 0,6 quilômetro da obra. O governo do Estado tem disponíveis, segundo o governardor Geraldo Alckmin, R$ 340 milhões, que pagam somente mais 15 quilômetros.

Benefícios – A construção dos 170 quilômetros do Rodoanel reduziria em pelo menos 30% os custos de logística na Região Metropolitana de São Paulo, segundo cálculos de Antonio Wrobleski Filho, presidente da Ryder, multinacional norte-americana que tem uma das unidades em São Bernardo. A redução teria reflexos diretos sobre os valores de produtos comercializados em todo o Brasil, diminuindo, em tese, o preço final dos produtos ao consumidor. Por conta da experiência acumulada no setor de logística e pela proximidade com o prefeito Dib, Wrobleski Filho está convidado para a reunião de segunda-feira no Consórcio.

Outro benefício a ser alcançado será o auxílio no escoamento da produção da indústria paulista para o Porto de Santos, de onde saem 27% das exportações brasileiras. Segundo dados da Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta/Imigrantes, a média mensal de caminhões que trafegam sentido litoral é de 250 mil. Todo esse tráfego pesado deixaria de passar pelas cidades que dão acesso às rodovias.

A construção do trecho Sul do Rodoanel também beneficiará – ainda que timidamente, num primeiro momento – não só o Grande ABC, mas toda a malha viária da Região Metropolitana de São Paulo. Conforme estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo, a velocidade média das vias internas da capital passará de 29 km/h para 31 Km/h.


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