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Parque Guaraciaba ganha forma com recursos de compensações ambientais

Espaço se tornará maior área de lazer da cidade após a finalização das intervenções


Do Diário do Grande ABC

30/04/2021 | 07:00


 A reforma do Parque Guaraciaba, em Santo André, está perto de sair do papel. O espaço, localizado na área antes conhecida como Tancão da Morte, vai ocupar posto de maior área de lazer da cidade. As intervenções estão projetadas para acontecer em duas etapas, sendo que ao fim da primeira – prevista para ser finalizada em abril de 2022 –, já será possível a utilização da nova área verde.

“Esse parque é a concretização daquilo que chamamos de compensação ambiental. Todo recurso oriundo de empresas na compensação ambiental do município está sendo investido nas obras e, portanto, será revertido em qualidade de vida, em lazer e em preservação do meio ambiente. Um espaço que antes era chamado de Tancão da Morte, que já teve diversos casos de óbitos, será local de vida, de alegria, esporte e lazer”, afirmou o prefeito Paulo Serra (PSDB).

As obras começaram em novembro de 2019 e tiveram atrasos por conta de TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) realizados junto ao Ministério Público. Esses ajustes levaram à publicação de decreto estabelecendo que todos os recursos provenientes de contrapartidas de processos de licenciamento ambiental de empresas instaladas no município seriam destinados exclusivamente à finalização das intervenções do espaço.

O parque vai contar com academia ao ar livre, área de eventos, duas quadras poliesportivas, uma quadra de gramado sintético, dois playgrounds – que terão também brinquedos adaptados para pessoas com deficiência –, tirolesa, teatro arena, área de evento, ciclovia, ponto de abastecimento de água de reúso, sedes da administração e GCM (Guarda Civil Municipal) em contêineres, espaço pet, redário, área de alongamento, áreas de contemplação, pista de caminhada e mirante com deck.

HISTÓRICO
A implantação do parque será pautada na segurança dos usuários, já que o lago possui histórico de acidentes fatais. O local é cercado por nascentes e remanescentes de vegetação nativa, que agregam o conceito de preservação e benefícios ambientais de espécies arbóreas de mata nativa e de animais silvestres.<EM>

A criação do parque dará destino adequado a área que foi marcada por fatalidades nas últimas décadas. Desde 1984, quando a empresa que operava na área paralisou as atividades, ocorreram cerca de 30 mortes por afogamento no local.

Em 1988 começaram manifestações exigindo providências das autoridades para se evitar novas mortes. Em 1989, na primeira gestão do prefeito Celso Daniel (PT), o local foi desapropriado e, atendendo a pedidos das comunidades ao redor, foram iniciados os projetos para a construção de um parque, que foi aberto à população no aniversário da cidade, em 1992.

Posteriormente, o local foi fechado e ao longo dos anos novas fatalidades foram registradas. As últimas cinco mortes foram em 2014, o que levou o Ministério Público a solicitar a interdição total do espaço e pedir a adoção de providências para evitar outros casos.



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