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Apenas três cidades terão campanha de vacinação antirrábica

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atraso na entrega de itens para proteger cães e gatos por parte da União deixa estoques dos municípios com número insuficiente de doses


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

05/08/2019 | 07:00


 As tradicionais campanhas de vacinação antirrábica gratuitas de agosto só serão realizadas em Santo André, São Bernardo e São Caetano entre as sete cidades neste ano, ainda assim de forma menos abrangente do que em edições anteriores. Isso porque o estoque de doses para proteger cães e gatos – e em consequência humanos – da raiva animal está abaixo do necessário para atender a demanda. O problema é resultado de atraso na entrega das substâncias por parte de fornecedor ao governo federal, responsável pela compra e repasse dos itens aos Estados.

Santo André apostou em campanha descentralizada em bairros considerados estratégicos pela gestão devido à vulnerabilidade social – não foram informados quais. O motivo é a baixa oferta de vacinas diante da demanda. A cidade possui 11 mil doses, no entanto, em 2018, 44 mil animais foram vacinados em 120 postos volantes durante o mês de agosto.

Em São Bernardo, a administração conta com 3.300 doses de vacinas antirrábicas – cujo vencimento é setembro – para a campanha de imunização programada para acontecer até o dia 31 de agosto. O volume é 1.231% menor do que o utilizado na ação realizada no ano passado – foram 43.934 animais vacinados. A aplicação das doses será realizada no próprio CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) – Avenida Dr. Rudge Ramos, 1740, Rudge Ramos –, enquanto durarem os estoques, de segunda-feira a sábado, das 9h às 16h.

No caso de São Caetano, são 2.600 doses disponíveis (também com vencimento para o fim de setembro), quantidade abaixo da demanda de cães e gatos vacinada em 2018 – 7.300 animais. Por conta disso, a Prefeitura não disponibilizará postos volantes para a proteção dos pets. Os moradores interessados na imunização deverão levar seus bichinhos ao CCZ – Rua Justino Paixão, 141, bairro Mauá – a partir de hoje. A campanha ocorre de segunda a sexta-feira.

SEM OPÇÃO
Diadema informou que dispõe de 5.000 doses em estoque – vence em setembro –, número abaixo dos 22 mil cães e gatos imunizados na campanha antirrábica do ano passado e, por isso, não fará ação específica. As substâncias são usadas no CCZ.

A Prefeitura de Mauá é a única entre as sete cidades que não mantém estoque de vacinas antirrábicas, pois “aguardava a chegada das doses referentes à campanha de vacinação deste ano”. Conforme a administração, a expectativa é a de que a situação seja solucionada em novembro.

Também em Ribeirão Pires, por conta da quantidade insuficiente de vacinas contra a raiva – são 2.500 –, a proteção será usada apenas para as atividades de rotina do CCZ. Na campanha antirrábica de 2018, foram imunizados cerca de 8.000 animais, entre cães e gatos, no município.

Rio Grande da Serra não se pronunciou sobre o tema até o fechamento desta edição.

JUSTIFICATIVA
O governo do Estado informou que foram solicitadas 1,5 milhão de doses da vacina à União, porém, sem sucesso. Já o Ministério da Saúde disse que aguarda a entrega do laboratório fornecedor, que informou ter identificado problemas técnicos na produção da vacina.

Animais devem ser protegidos anualmente contra a doença
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que pode levar animais e seres humanos à morte. Segundo o Ministério da Saúde, a letalidade da enfermidade é de aproximadamente 100% para quem não tomar a vacina. O animal precisa ser vacinado a partir dos três meses de vida e, depois disso, é preciso fazer manutenção anual, pois mesmo com a doença controlada existem relatos de ocorrência no País. A dose da vacina na rede privada custa entre R$ 30 e R$ 50.

Por ser uma zoonose, doença que o pet pode transmitir ao homem, o indicado para este período é evitar o contato de qualquer mamífero de estimação com os animais da rua e também estar alerta em relação aos morcegos, conhecidos como um dos maiores transmissores da raiva.

Animais devem ser protegidos anualmente contra a doença

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que pode levar animais e seres humanos à morte. Segundo o Ministério da Saúde, a letalidade da enfermidade é de aproximadamente 100% para quem não tomar a vacina. O animal precisa ser vacinado a partir dos três meses de vida e, depois disso, é preciso fazer manutenção anual, pois mesmo com a doença controlada existem relatos de ocorrência no País. A dose da vacina na rede privada custa entre R$ 30 e R$ 50. 

Por ser uma zoonose, doença que o pet pode transmitir ao homem, o indicado para este período é evitar o contato de qualquer mamífero de estimação com os animais da rua e também estar alerta em relação aos morcegos, conhecidos como um dos maiores transmissores da raiva.



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