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Superintendente do Imasf pede plano de recuperação a Morando

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luiz Carlos Gonçalves da Silva avalia que atual situação da autarquia não admite mais medidas paliativas


Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

25/11/2018 | 07:00


O superintendente do Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo) de São Bernardo, Luiz Carlos Gonçalves da Silva, vai apresentar ao prefeito Orlando Morando (PSDB) plano de recuperação da autarquia, com solicitação de auxílio da administração para manter o instituto, que passa por grave crise financeira.

O Diário mostrou, na sexta e ontem, que o descompasso nas contas do Imasf – na ordem de R$ 1 milhão ao mês – tem gerado dívidas da entidade com hospitais e clínicas credenciadas. O Hospital São Bernardo, localizado no Jardim do Mar, é credor de R$ 5 milhões e admitiu publicamente que pode romper o contrato com o instituto.

Na visão de Luiz Carlos, o plano de recuperação do Imasf precisa ser definitivo, pois o órgão não pode mais “passar por medidas paliativas”. “Não temos alternativa. Pediremos ajuda para o prefeito, para que nos ajude e para que a gente possa rever a defasagem”, disse. “Ainda que o prefeito nos ajude momentaneamente, em seis meses (o problema) volta (devido ao passivo mensal). Precisamos de plano de recuperação definitivo.”

O dirigente apontou a necessidade de aumento da cota patronal para o caixa do Imasf, como forma de onerar o menos possível o salário dos servidores. Atualmente, a administração (direta e indireta) repassa 4% da folha de pagamento total, enquanto o funcionário paga com base em outros critérios – idade, tipo de plano, histórico de doenças, por exemplo.

Luiz Carlos evitou estipular um percentual mínimo para trazer saúde financeira à contabilidade do Imasf. “Vamos conversar sobre isso com o prefeito. Sei que ele vai contribuir, ele sabe da importância do Imasf”, pontuou. “Nesta semana precisamos dialogar sobre esse plano. Não tenho mais como sustentar. Precisamos de uma recuperação definitiva, o paliativo não adianta mais. Há deficit mensal e que precisamos zerar. Precisamos resolver esse impasse neste ano ainda.”

O atual superintendente do Imasf assegurou que está descartada a chance de privatização do Imasf. Ele classificou qualquer proposta nesse sentido como “absurdo”. O dirigente citou que os preços de mercado são muito acima dos praticados pelo Imasf e que, por isso, o servidor precisa lutar para manter a autarquia em pé. “Veja quanta gente perdeu o plano de saúde nos últimos anos. Se não perderam, foram para planos inferiores. Por isso há necessidade de esforço em conjunto para manter o Imasf. Mas o compromisso é de ter o mínimo de reajuste possível (ao funcionário).”

Na média, conforme mostrou ontem o Diário, os valores praticados pelo mercado privado chegam a ser quase 400% maiores dos utilizados pelo Imasf.

O Imasf conta com 20 mil beneficiários, sendo metade deles de servidores públicos e o restante de dependentes. Criado em 1964, viu suas contas deteriorarem no governo de Luiz Marinho (PT), em especial pela passagem de Valdir Miraglia no comando do instituto. CPI realizada pela Câmara de São Bernardo em 2016 indicou existência de rombo de R$ 100 milhões na gestão de Miraglia, que findou em 2015. Morando, por exemplo, herdou o Imasf com dívida de R$ 20 milhões de curto prazo. 



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