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Carro usado não oferece condições de rodagem


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/05/2006 | 07:51


Comprar o primeiro carro é, para muitas pessoas, a realização de um sonho. Para a estudante Ana Letícia Alípio, porém, essa alegria se transformou em pesadelo. O Fiat Uno 1996, negociado em 15 de março na loja Galindo, no AutoShopping Global, em Santo André. O veículo começou a apresentar problenas mecânicos na primeira semana de uso e, hoje, encontra-se estacionado na garagem. “Não há a menor condição de rodar com o carro. Para voltar a funcionar é preciso retificar o motor”, diz.

Segundo a consumidora, a loja Galindo parcelou o veículo em 36 vezes. “Na hora da compra, eles facilitam a vida do cliente, mas, depois, deixam a gente na mão. Não consegui nem fazer o seguro do carro. Segundo as empresas que consultei, o veículo está fora dos padrões. Os funcionários responsáveis pela vistoria disseram que meu Uno foi batido e, provavelmente, sofreu perda total”, afirma Letícia.

Para tentar resolver o problema, a estudante procurou a loja e também o serviço de atendimento ao cliente do shopping. “Tudo em vão, até agora não consegui uma resposta satisfatória. Estou me sentindo lesada, não é justo pagar por um veículo que já foi batido. Quero meu dinheiro de volta”, conta.

Para a técnica da área de produtos do Procon, Márcia Christina Oliveira, a loja tem o direito de tentar consertar o veículo, desde que o mesmo não tenha um defeito oculto. “Se a seguradora afirma que o carro sofreu sinistro, então, a loja é obrigada a trocar o produto. Basta a consumidora apresentar um laudo que comprove o fato e acionar os órgãos de defesa”, afirma.

O Procon ainda informa que o consumidor tem o prazo de 90 dias para reclamar sobre possíveis defeitos. O fornecedor, por sua vez, deve solucionar o problema em um mês. As opções são: conserto, troca do produto ou cancelamento da compra. “Estou informada dos meus direitos e já acionei os órgãos responsáveis. Quando expliquei o problema, o atendente disse que eu era mais uma vítima do Global”, revela a estudante.

Segundo o Procon de São Paulo, o consumidor precisa estar atento na hora de efetuar a compra de um veículo usado. “Conferir todos os equipamentos, comandos e documentos do carro são atitudes que devem ser tomadas antes de fechar o negócio”, diz Márcia Oliveira.

Apoio – Segundo o superintendente do AutoShopping Global, Vandeir Daves Bochi, o problema deve ser resolvido pela Galindo. “Não podemos nos responsabilizar pelo sistema adotado por cada uma das 60 lojas do shopping. Mesmo assim, oferecemos ao cliente um serviço de SAC, que visa aproximar o cliente do lojista, com a intenção de resolver os problemas existentes”, afirma.

De acordo com o vendedor Edson Batista Júnior, da Galindo, carro usado costuma trazer surpresas. “Quando vendemos o veículo, ele estava bom. Não podíamos imaginar que iria apresentar todos esses problemas. De qualquer maneira, já autorizamos o conserto. Os cheques estão comigo, basta a consumidora vir buscar”, diz. A loja afirma que a troca do veículo é possível, desde que Letícia escolha outro modelo e pague a taxa de R$ 400, imposta pela financiadora.

Antes de fechar negócio, confira as dicas:

l Pesquise preços e origem do veículo em jornais, revistas especializadas e endereços eletrônicos.
l Antes de efetuar o pagamento, confira se todos os comandos elétricos e mecânicos do veículo estão em perfeito estado. Se necessário, peça ajuda a um profissional.
l A parte externa do carro deve ser examinada durante o dia: ondulações e pequenos amassos na lataria podem indicar que o veículo foi batido e bolhas na pintura podem ser sinal de ferrugem. Fique atento.
l Confira se todos os equipamentos de segurança obrigatórios estão em ordem. São eles: extintor de incêndio, macaco, cinto de segurança, triângulo de sinalização, chave de roda e estepe.
l Verifique se a documentação do veículo está em dia. Confira possíveis sinistros ou multas no Detran de sua cidade.


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Carro usado não oferece condições de rodagem

Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/05/2006 | 07:51


Comprar o primeiro carro é, para muitas pessoas, a realização de um sonho. Para a estudante Ana Letícia Alípio, porém, essa alegria se transformou em pesadelo. O Fiat Uno 1996, negociado em 15 de março na loja Galindo, no AutoShopping Global, em Santo André. O veículo começou a apresentar problenas mecânicos na primeira semana de uso e, hoje, encontra-se estacionado na garagem. “Não há a menor condição de rodar com o carro. Para voltar a funcionar é preciso retificar o motor”, diz.

Segundo a consumidora, a loja Galindo parcelou o veículo em 36 vezes. “Na hora da compra, eles facilitam a vida do cliente, mas, depois, deixam a gente na mão. Não consegui nem fazer o seguro do carro. Segundo as empresas que consultei, o veículo está fora dos padrões. Os funcionários responsáveis pela vistoria disseram que meu Uno foi batido e, provavelmente, sofreu perda total”, afirma Letícia.

Para tentar resolver o problema, a estudante procurou a loja e também o serviço de atendimento ao cliente do shopping. “Tudo em vão, até agora não consegui uma resposta satisfatória. Estou me sentindo lesada, não é justo pagar por um veículo que já foi batido. Quero meu dinheiro de volta”, conta.

Para a técnica da área de produtos do Procon, Márcia Christina Oliveira, a loja tem o direito de tentar consertar o veículo, desde que o mesmo não tenha um defeito oculto. “Se a seguradora afirma que o carro sofreu sinistro, então, a loja é obrigada a trocar o produto. Basta a consumidora apresentar um laudo que comprove o fato e acionar os órgãos de defesa”, afirma.

O Procon ainda informa que o consumidor tem o prazo de 90 dias para reclamar sobre possíveis defeitos. O fornecedor, por sua vez, deve solucionar o problema em um mês. As opções são: conserto, troca do produto ou cancelamento da compra. “Estou informada dos meus direitos e já acionei os órgãos responsáveis. Quando expliquei o problema, o atendente disse que eu era mais uma vítima do Global”, revela a estudante.

Segundo o Procon de São Paulo, o consumidor precisa estar atento na hora de efetuar a compra de um veículo usado. “Conferir todos os equipamentos, comandos e documentos do carro são atitudes que devem ser tomadas antes de fechar o negócio”, diz Márcia Oliveira.

Apoio – Segundo o superintendente do AutoShopping Global, Vandeir Daves Bochi, o problema deve ser resolvido pela Galindo. “Não podemos nos responsabilizar pelo sistema adotado por cada uma das 60 lojas do shopping. Mesmo assim, oferecemos ao cliente um serviço de SAC, que visa aproximar o cliente do lojista, com a intenção de resolver os problemas existentes”, afirma.

De acordo com o vendedor Edson Batista Júnior, da Galindo, carro usado costuma trazer surpresas. “Quando vendemos o veículo, ele estava bom. Não podíamos imaginar que iria apresentar todos esses problemas. De qualquer maneira, já autorizamos o conserto. Os cheques estão comigo, basta a consumidora vir buscar”, diz. A loja afirma que a troca do veículo é possível, desde que Letícia escolha outro modelo e pague a taxa de R$ 400, imposta pela financiadora.

Antes de fechar negócio, confira as dicas:

l Pesquise preços e origem do veículo em jornais, revistas especializadas e endereços eletrônicos.
l Antes de efetuar o pagamento, confira se todos os comandos elétricos e mecânicos do veículo estão em perfeito estado. Se necessário, peça ajuda a um profissional.
l A parte externa do carro deve ser examinada durante o dia: ondulações e pequenos amassos na lataria podem indicar que o veículo foi batido e bolhas na pintura podem ser sinal de ferrugem. Fique atento.
l Confira se todos os equipamentos de segurança obrigatórios estão em ordem. São eles: extintor de incêndio, macaco, cinto de segurança, triângulo de sinalização, chave de roda e estepe.
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