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Bilhete único prevê fim de terminais


Gabriel Batista e Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

30/05/2006 | 07:52


O avanço da bilhetagem eletrônica nos transportes públicos municipais deve alterar a configuração dos terminais no Grande ABC. A tendência – não só na região – é apontada por especialistas em transporte público e admitida por profissionais que administram o setor no ABC. Concebidos para servirem como ponto de integração gratuita, os terminais ficaram ultrapassados com a chegada do bilhete único, que permite ao passageiro a troca de ônibus em qualquer ponto do itinerário.

“Com essa tecnologia, o terminal vai perder importância. Qualquer ponto passa a ser um pequeno terminal”, afirmou Jaime Waisman, professor da Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), especialista em transporte público. Os grandes terminais devem ceder espaço para pequenas estruturas, que ficarão restritas a áreas de grande circulação de pessoas. “O nome técnico para isso é estação de transferência. São locais isolados e oferecem conforto para o embarque e desembarque de passageiros sem complicar o trânsito”, explicou o engenheiro Eumir Germani, diretor da TTC, empresa de consultoria em transporte da Capital.

O grupo foi responsável pelo desenvolvimento do projeto de transporte público de Belo Horizonte. O sistema, implantado na capital mineira em fins da década de 1990, é considerado modelo pela ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), uma das principais entidades que discutem soluções para o setor no país. A frota de 2.819 ônibus da cidade transporta 37 milhões de passageiros por mês por meio de um sistema troncal – linhas de grande capacidade que cruzam largas extensões do município por corredores exclusivos, deixando o transporte dos bairros a cargo de outros coletivos, conhecidos como ramais.

O conceito será adotado por São Bernardo. A cidade conseguiu com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) um financiamento de US$ 254 milhões – mais de meio milhão de reais – para reformular sua malha viária. Dentro do conjunto de intervenções, está prevista a construção de três novos terminais na cidade nos bairros Rudge Ramos, Alvarenga e Riacho Grande, que servirão como desague de linhas troncais, e 30 miniterminais para conexões em bairros. A estrutura entra em operação até 2012. A cidade estuda ainda a viabilidade de implantação do bilhete único.

O restante do Grande ABC, no entanto, ainda está distante dessa realidade. Das sete cidades da região, apenas Santo André e Mauá já adotaram o bilhete. A integração gratuita, fora dos terminais, por enquanto, só é possível ser realizada em Mauá. Dentro do período de uma hora, o passageiro pode pegar mais de um ônibus sem pagar nova passagem.

Em Santo André, o benefício ainda é restrito a estudantes e é válido apenas para um itinerário pré-determinado entre a escola à residência. A ampliação da integração ainda está em fase de estudos entre Prefeitura e empresas do setor.


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Bilhete único prevê fim de terminais

Gabriel Batista e Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

30/05/2006 | 07:52


O avanço da bilhetagem eletrônica nos transportes públicos municipais deve alterar a configuração dos terminais no Grande ABC. A tendência – não só na região – é apontada por especialistas em transporte público e admitida por profissionais que administram o setor no ABC. Concebidos para servirem como ponto de integração gratuita, os terminais ficaram ultrapassados com a chegada do bilhete único, que permite ao passageiro a troca de ônibus em qualquer ponto do itinerário.

“Com essa tecnologia, o terminal vai perder importância. Qualquer ponto passa a ser um pequeno terminal”, afirmou Jaime Waisman, professor da Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), especialista em transporte público. Os grandes terminais devem ceder espaço para pequenas estruturas, que ficarão restritas a áreas de grande circulação de pessoas. “O nome técnico para isso é estação de transferência. São locais isolados e oferecem conforto para o embarque e desembarque de passageiros sem complicar o trânsito”, explicou o engenheiro Eumir Germani, diretor da TTC, empresa de consultoria em transporte da Capital.

O grupo foi responsável pelo desenvolvimento do projeto de transporte público de Belo Horizonte. O sistema, implantado na capital mineira em fins da década de 1990, é considerado modelo pela ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), uma das principais entidades que discutem soluções para o setor no país. A frota de 2.819 ônibus da cidade transporta 37 milhões de passageiros por mês por meio de um sistema troncal – linhas de grande capacidade que cruzam largas extensões do município por corredores exclusivos, deixando o transporte dos bairros a cargo de outros coletivos, conhecidos como ramais.

O conceito será adotado por São Bernardo. A cidade conseguiu com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) um financiamento de US$ 254 milhões – mais de meio milhão de reais – para reformular sua malha viária. Dentro do conjunto de intervenções, está prevista a construção de três novos terminais na cidade nos bairros Rudge Ramos, Alvarenga e Riacho Grande, que servirão como desague de linhas troncais, e 30 miniterminais para conexões em bairros. A estrutura entra em operação até 2012. A cidade estuda ainda a viabilidade de implantação do bilhete único.

O restante do Grande ABC, no entanto, ainda está distante dessa realidade. Das sete cidades da região, apenas Santo André e Mauá já adotaram o bilhete. A integração gratuita, fora dos terminais, por enquanto, só é possível ser realizada em Mauá. Dentro do período de uma hora, o passageiro pode pegar mais de um ônibus sem pagar nova passagem.

Em Santo André, o benefício ainda é restrito a estudantes e é válido apenas para um itinerário pré-determinado entre a escola à residência. A ampliação da integração ainda está em fase de estudos entre Prefeitura e empresas do setor.

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