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Tigre e Cachorrão no anseio pelo 1º de Maio


Dérek Bittencourt

19/07/2019 | 07:00


A lacração do Estádio 1º de Maio por parte da Prefeitura de São Bernardo, na sexta-feira da semana passada, vem gerando reações dos dois times profissionais da cidade, torcedores, esportistas entre outros. Nas redes sociais, dirigentes de Tigre e Cachorrão se manifestaram através de vídeos em busca de apresentarem às torcidas suas visões da atitude tomada pelo governo Orlando Morando (PSDB) de impedir a utilização das dependências da praça esportiva. Se levada em consideração a lei, a administração pública está certa. Afinal, se não há uma concessão para nenhum dos times, não devem utilizar o local. Perfeito. Entretanto, de nada custava – aliás, pelo contrário, seria medida econômica aos cofres municipais – renovar a permissão para que as equipes mantivessem controle sob os custos e zelo do espaço. Ao menos até que o processo licitatório para escolha do novo administrador esteja encerrado.

Por parte do São Bernardo FC, o presidente Edinho Montemor foi enfático ao defender justamente esta situação. “Peço, senhor prefeito, em nome da boa gestão, que a permissão seja feita para o Cachorrão e o Tigre, como foi feito no Maracanã: enquanto não sai a concessão, que foi tirada da Odebrecht, o governo do Rio de Janeiro deu para Flamengo e Fluminense a permissão. Dê a permissão aos clubes para que continuemos cuidando daquele espaço e usando de maneira otimizada”, disse o mandatário em vídeo, no qual ele relembra as benfeitorias realizadas pelo Tigre nestes 14 anos desde a fundação.

Ele enumerou gramado (com irrigação e drenagem modernas), laudos, lavanderia industrial, cozinha, refeitório, alojamento, departamento de fisioterapia “que é utilizado pelos dois clubes profissionais da cidade e alguns atletas amadores”, departamento médico e de análise de desempenho e almoxarifado. “Demos utilização nobre e estávamos compartilhando com o Cachorrão. Os dois clubes irmanados para o bem do município, tendo despesas que aliviam os cofres públicos”, disse Edinho.

E concordo, foram muitas as ações. A principal: devolver vida ao estádio, que teve suas importâncias ao movimento sindical e às histórias e às vitórias dos trabalhadores brasileiros (não à toa se chama atualmente 1º de Maio), mas carecia de apelo esportivo nas últimas décadas – os principais momentos antes disso foram o Campeonato Brasileiro Juvenil de Atletismo de 1968 e a vinda do Santos de Pelé para partida contra o Palestra, em 9 de janeiro de 1974.

Comandantes do EC São Bernardo, o presidente Felipinho Cheidde e o vice Gigio Sareto adotaram discurso menos incisivo do que o colega do Tigre. “Nesses 92 anos (de Cachorrão) acho que passaram 20 prefeitos dos mais diversos partidos políticos e com os quais mantivemos relacionamento extremamente educado, sadio e harmonioso. Desta vez não será diferente, vamos respeitar toda e qualquer atitude que a administração vier a tomar, pleiteando que nos participem dela, porque é nosso desejo participar da administração e das soluções do problemas que possam vir a ter. Somos capacitados e gabaritados para tal”, disse Felipinho. “O que está faltando para nós, clubes da cidade, é o comércio e as indústrias nos abraçar e nos ajudar com recursos”, cobrou Gigio, que frisou: quem pagar o preço público à secretaria de Esportes, pode jogar normalmente.

CAD RIBEIRÃO PIRES
Está cada vez mais próxima de um final feliz a negociação de mudança do Clube Atlético Diadema para Ribeirão Pires. Dirigentes do Imperador e políticos da estância turística têm instrumentos cada vez mais afinados e está previsto um samba daqueles para celebrar o início da história do Clube Atlético Desportivo Ribeirão Pires. Apesar de o CAD ainda nutrir uma parceria com o São Bernardo FC nas categorias de base – que vence após a Copa São Paulo de Futebol Júnior –, a expectativa é que a situação toda esteja resolvida o quanto antes para que já em 2020 o time dispute a Segundona (Quarta Divisão) profissional em sua nova casa.

O estádio localizado ao lado das instalações da FRP (a qual conta com a biblioteca Dr. Sebastião Vayego de Carvalho, meu saudoso avô), na Avenida Coronel Oliveira Lima, necessitaria de algumas adequações e o CAD – junto de seus parceiros e investidores – se mostra interessado em arcar com elas. Mas a capacidade mínima de 5.000 lugares para a disputa da competição (exigência da Federação Paulista de Futebol) ele já tem. Aliás, com o dinheiro que o CAD tem direito da transação do atacante Pedro Rocha do Grêmio para o Spartak Moscou, da Rússia (quase R$ 12 milhões), há intenção de construir um centro de treinamentos com campos e alojamentos. Seria sensacional.

Particularmente, é muito bonito e representativo ver se tornar realidade o antigo sonho ribeirão-pirense de ter um time de futebol profissional. Aguardo ansiosamente o desfecho da situação. Golaço da atual administração e um merecido e receptivo abraço que o CAD recebe para dar sequência à sua história futebolística. 



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Tigre e Cachorrão no anseio pelo 1º de Maio

Dérek Bittencourt

19/07/2019 | 07:00


A lacração do Estádio 1º de Maio por parte da Prefeitura de São Bernardo, na sexta-feira da semana passada, vem gerando reações dos dois times profissionais da cidade, torcedores, esportistas entre outros. Nas redes sociais, dirigentes de Tigre e Cachorrão se manifestaram através de vídeos em busca de apresentarem às torcidas suas visões da atitude tomada pelo governo Orlando Morando (PSDB) de impedir a utilização das dependências da praça esportiva. Se levada em consideração a lei, a administração pública está certa. Afinal, se não há uma concessão para nenhum dos times, não devem utilizar o local. Perfeito. Entretanto, de nada custava – aliás, pelo contrário, seria medida econômica aos cofres municipais – renovar a permissão para que as equipes mantivessem controle sob os custos e zelo do espaço. Ao menos até que o processo licitatório para escolha do novo administrador esteja encerrado.

Por parte do São Bernardo FC, o presidente Edinho Montemor foi enfático ao defender justamente esta situação. “Peço, senhor prefeito, em nome da boa gestão, que a permissão seja feita para o Cachorrão e o Tigre, como foi feito no Maracanã: enquanto não sai a concessão, que foi tirada da Odebrecht, o governo do Rio de Janeiro deu para Flamengo e Fluminense a permissão. Dê a permissão aos clubes para que continuemos cuidando daquele espaço e usando de maneira otimizada”, disse o mandatário em vídeo, no qual ele relembra as benfeitorias realizadas pelo Tigre nestes 14 anos desde a fundação.

Ele enumerou gramado (com irrigação e drenagem modernas), laudos, lavanderia industrial, cozinha, refeitório, alojamento, departamento de fisioterapia “que é utilizado pelos dois clubes profissionais da cidade e alguns atletas amadores”, departamento médico e de análise de desempenho e almoxarifado. “Demos utilização nobre e estávamos compartilhando com o Cachorrão. Os dois clubes irmanados para o bem do município, tendo despesas que aliviam os cofres públicos”, disse Edinho.

E concordo, foram muitas as ações. A principal: devolver vida ao estádio, que teve suas importâncias ao movimento sindical e às histórias e às vitórias dos trabalhadores brasileiros (não à toa se chama atualmente 1º de Maio), mas carecia de apelo esportivo nas últimas décadas – os principais momentos antes disso foram o Campeonato Brasileiro Juvenil de Atletismo de 1968 e a vinda do Santos de Pelé para partida contra o Palestra, em 9 de janeiro de 1974.

Comandantes do EC São Bernardo, o presidente Felipinho Cheidde e o vice Gigio Sareto adotaram discurso menos incisivo do que o colega do Tigre. “Nesses 92 anos (de Cachorrão) acho que passaram 20 prefeitos dos mais diversos partidos políticos e com os quais mantivemos relacionamento extremamente educado, sadio e harmonioso. Desta vez não será diferente, vamos respeitar toda e qualquer atitude que a administração vier a tomar, pleiteando que nos participem dela, porque é nosso desejo participar da administração e das soluções do problemas que possam vir a ter. Somos capacitados e gabaritados para tal”, disse Felipinho. “O que está faltando para nós, clubes da cidade, é o comércio e as indústrias nos abraçar e nos ajudar com recursos”, cobrou Gigio, que frisou: quem pagar o preço público à secretaria de Esportes, pode jogar normalmente.

CAD RIBEIRÃO PIRES
Está cada vez mais próxima de um final feliz a negociação de mudança do Clube Atlético Diadema para Ribeirão Pires. Dirigentes do Imperador e políticos da estância turística têm instrumentos cada vez mais afinados e está previsto um samba daqueles para celebrar o início da história do Clube Atlético Desportivo Ribeirão Pires. Apesar de o CAD ainda nutrir uma parceria com o São Bernardo FC nas categorias de base – que vence após a Copa São Paulo de Futebol Júnior –, a expectativa é que a situação toda esteja resolvida o quanto antes para que já em 2020 o time dispute a Segundona (Quarta Divisão) profissional em sua nova casa.

O estádio localizado ao lado das instalações da FRP (a qual conta com a biblioteca Dr. Sebastião Vayego de Carvalho, meu saudoso avô), na Avenida Coronel Oliveira Lima, necessitaria de algumas adequações e o CAD – junto de seus parceiros e investidores – se mostra interessado em arcar com elas. Mas a capacidade mínima de 5.000 lugares para a disputa da competição (exigência da Federação Paulista de Futebol) ele já tem. Aliás, com o dinheiro que o CAD tem direito da transação do atacante Pedro Rocha do Grêmio para o Spartak Moscou, da Rússia (quase R$ 12 milhões), há intenção de construir um centro de treinamentos com campos e alojamentos. Seria sensacional.

Particularmente, é muito bonito e representativo ver se tornar realidade o antigo sonho ribeirão-pirense de ter um time de futebol profissional. Aguardo ansiosamente o desfecho da situação. Golaço da atual administração e um merecido e receptivo abraço que o CAD recebe para dar sequência à sua história futebolística. 

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