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Mais duas mulheres reconhecem ‘maníaco’


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

17/06/2005 | 07:51


Mais duas mulheres reconheceram nesta quinta Roberto Nunes Pressoto, 25 anos, como sendo o homem que tentou agredi-las e estuprá-las. Quarta-feira, quando foi preso em Santo André, o suspeito foi reconhecido por outras duas vítimas de agressão. Em entrevista ao Diário, Pressoto foi evasivo, falou pouco e negou as acusações. Familiares dele souberam da prisão nesta quinta pela manhã, ao assistirem na televisão reportagem a respeito do caso. Eles afirmam que o rapaz é inocente, mas admitem que sofre de distúrbios mentais e foi espancado pelo pai muitas vezes quando criança.

Pressoto é acusado de ter agredido e estuprado mulheres que moram em bairros da divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo. Ainda não há um levantamento oficial da polícia sobre o número de casos de agressões atribuídas a ele. Nos casos relatados à polícia, as vítimas foram espancadas e tiveram partes da face arrancada a dentadas.

O agressor não roubava nada. Levava apenas a calcinha das mulheres atacadas. Por isso, além dos quatro reconhecimentos, são prova contra o acusado peças íntimas de mulheres encontradas no posto abandonado onde estava morando, na avenida Sapopemba, e a falha na arcada dentária superior. As marcas da agressão em uma das vítimas comprovam que a dentição do agressor não era perfeita. Agora, a polícia depende dos resultados do exame de DNA para confirmar as acusações. O teste será feito com pêlos pubianos do acusado e o resultado comparado ao DNA do sangue encontrado na camiseta ensangüentada deixada depois de um dos ataques e do esperma localizado pela perícia da agressão contra a metalúrgica M.. A polícia não informou quando o resultado ficará pronto.

M. foi atacada no último dia 6, por volta das 4h30, quando saía para trabalhar. O homem a teria levado para um terreno baldio na avenida Nestor de Barros, no Jardim Ana Maria. Lá, segundo M. narrou à polícia, ele a agrediu e depois a violentou. O ataque contra ela foi o primeiro registrado na Delegacia da Mulher de Santo André. A vítima continua internada no Centro Hospitalar. Seu rosto foi desfigurado e ela terá de passar por cirurgias plásticas para reconstituir a face. M. reconheceu Pressoto na quarta.

As duas vítimas que estiveram na delegacia nesta quinta e reconheceram Pressoto não chegaram a ser agredidas e estupradas. Segundo a polícia, uma delas, J., 37 anos, teria sido abordada na última segunda-feira, por volta das 8h20, na avenida Araucária, no Parque das Nações. A vítima narrou à polícia que o suspeito teria se aproximado, segurando-a pela camisa e mandado que continuasse andando a seu lado em silêncio. Ela disse que Pressoto a abraçou como se fossem um casal. J. afirmou à polícia que conseguiu fugir porque deu uma cotovelada no órgão genital do acusado.

C., que reconheceu Pressoto no dia da prisão, foi atacada no último dia 7, no mesmo lugar em que ocorreu a agressão contra M. O homem que a abordou agiu exatamente como no caso de J. Depois que um carro passou e buzinou, o agressor recuou e C. conseguiu fugir.

A outra mulher que oficializou o reconhecimento nesta quinta disse ter sido atacada no bairro Capuava dias antes das outras vítimas. A moça também não chegou a ser violentada e as investigações correm em sigilo.

A polícia ainda investiga a relação do acusado com outras duas ocorrências em que as vítimas teriam morrido por não resistir aos ferimentos causados pelas dentadas.

Os casos procurados pela polícia são de uma garota de 13 anos que moraria na Fazenda da Juta, em São Paulo, e de uma senhora, cuja idade e endereço não foram divulgados. Ambas teriam morrido na semana passada.


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Mais duas mulheres reconhecem ‘maníaco’

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

17/06/2005 | 07:51


Mais duas mulheres reconheceram nesta quinta Roberto Nunes Pressoto, 25 anos, como sendo o homem que tentou agredi-las e estuprá-las. Quarta-feira, quando foi preso em Santo André, o suspeito foi reconhecido por outras duas vítimas de agressão. Em entrevista ao Diário, Pressoto foi evasivo, falou pouco e negou as acusações. Familiares dele souberam da prisão nesta quinta pela manhã, ao assistirem na televisão reportagem a respeito do caso. Eles afirmam que o rapaz é inocente, mas admitem que sofre de distúrbios mentais e foi espancado pelo pai muitas vezes quando criança.

Pressoto é acusado de ter agredido e estuprado mulheres que moram em bairros da divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo. Ainda não há um levantamento oficial da polícia sobre o número de casos de agressões atribuídas a ele. Nos casos relatados à polícia, as vítimas foram espancadas e tiveram partes da face arrancada a dentadas.

O agressor não roubava nada. Levava apenas a calcinha das mulheres atacadas. Por isso, além dos quatro reconhecimentos, são prova contra o acusado peças íntimas de mulheres encontradas no posto abandonado onde estava morando, na avenida Sapopemba, e a falha na arcada dentária superior. As marcas da agressão em uma das vítimas comprovam que a dentição do agressor não era perfeita. Agora, a polícia depende dos resultados do exame de DNA para confirmar as acusações. O teste será feito com pêlos pubianos do acusado e o resultado comparado ao DNA do sangue encontrado na camiseta ensangüentada deixada depois de um dos ataques e do esperma localizado pela perícia da agressão contra a metalúrgica M.. A polícia não informou quando o resultado ficará pronto.

M. foi atacada no último dia 6, por volta das 4h30, quando saía para trabalhar. O homem a teria levado para um terreno baldio na avenida Nestor de Barros, no Jardim Ana Maria. Lá, segundo M. narrou à polícia, ele a agrediu e depois a violentou. O ataque contra ela foi o primeiro registrado na Delegacia da Mulher de Santo André. A vítima continua internada no Centro Hospitalar. Seu rosto foi desfigurado e ela terá de passar por cirurgias plásticas para reconstituir a face. M. reconheceu Pressoto na quarta.

As duas vítimas que estiveram na delegacia nesta quinta e reconheceram Pressoto não chegaram a ser agredidas e estupradas. Segundo a polícia, uma delas, J., 37 anos, teria sido abordada na última segunda-feira, por volta das 8h20, na avenida Araucária, no Parque das Nações. A vítima narrou à polícia que o suspeito teria se aproximado, segurando-a pela camisa e mandado que continuasse andando a seu lado em silêncio. Ela disse que Pressoto a abraçou como se fossem um casal. J. afirmou à polícia que conseguiu fugir porque deu uma cotovelada no órgão genital do acusado.

C., que reconheceu Pressoto no dia da prisão, foi atacada no último dia 7, no mesmo lugar em que ocorreu a agressão contra M. O homem que a abordou agiu exatamente como no caso de J. Depois que um carro passou e buzinou, o agressor recuou e C. conseguiu fugir.

A outra mulher que oficializou o reconhecimento nesta quinta disse ter sido atacada no bairro Capuava dias antes das outras vítimas. A moça também não chegou a ser violentada e as investigações correm em sigilo.

A polícia ainda investiga a relação do acusado com outras duas ocorrências em que as vítimas teriam morrido por não resistir aos ferimentos causados pelas dentadas.

Os casos procurados pela polícia são de uma garota de 13 anos que moraria na Fazenda da Juta, em São Paulo, e de uma senhora, cuja idade e endereço não foram divulgados. Ambas teriam morrido na semana passada.

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