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GM pode abrir novo PDV na região


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

10/06/2005 | 07:51


Com a queda do volume de exportações, a General Motors poderá abrir um novo PDV (Programa de Demissões Voluntárias) nas fábricas de São Caetano e São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A ameaça deverá se tornar realidade caso haja necessidade de adequar o número de funcionários à produção de carros, que já caiu 11% nas duas unidades. Para evitar novo programa, o desempenho do mercado interno terá de melhorar.

A hipótese foi admitida nesta quinta vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, durante a visita à fábrica de parentes e amigos dos funcionários da fábrica de São Caetano, mais um evento da comemoração dos 80 anos da empresa no Brasil.

A companhia já tinha lançado em maio um PDV nas duas fábricas dentro das medidas adotadas devido à redução das vendas externas, com a oscilação do câmbio para baixo. Em São Caetano, 57 dos 600 aposentados aderiram ao programa. Na unidade de São José dos Campos, foram 160 de um contingente de 500. “É uma forma menos dramática de reduzir o pessoal”, disse Pinheiro Neto.

Além da GM, a Volkswagen e a Scania, ambas em São Bernardo, também adotaram a mesma forma para reduzir seu efetivo, mas por razões diferentes. A Volks quer diminuir o número de trabalhadores não operacionais que integravam o projeto Autovisão (de recolocação profissional). A Scania, por sua vez, informa que pretende incentivar a saída de funcionários à beira da aposentadoria para contratar operários mais jovens.

Além das demissões voluntárias, a GM está produzindo menos nas das duas fábricas para compensar as perdas com as exportações. Constrói agora 40 veículos por hora – antes eram 45. Em São Caetano, houve a redução da jornada de trabalho de 45 horas para 40 horas semanais.

A montadora também fez uma revisão para baixo da previsão de faturamento no mercado externo. Com a queda do dólar, a expectativa agora é repetir neste ano o mesmo resultado de 2004, quando a companhia faturou US$ 1,4 bilhão. Para este ano, eram esperados US$ 1,5 bilhão.

Como exemplo concreto, Pinheiro Neto destacou a queda de 13,75% da estimativa de exportações de veículos para o México em 2005. A GM deverá enviar 69 mil carros, contra 80 mil previstos. “Contratamos essa exportação com o dólar a R$ 3. Agora, a média é de R$ 2,40”.

Críticas – Os sindicalistas criticaram a possibilidade de PDV nas fábricas. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, destacou que as empresas não devem “colocar a lenha na fogueira”, pois a situação ainda está sob controle.

“A inflação recuou e por isso a taxa Selic deverá ficar no mesmo patamar neste mês e depois passará por queda. Isso irá estimular a retomada do câmbio”, disse Marinho.

Os presidentes dos sindicatos dos Metalúrgicos de São Caetano (ligado à Força Sindical), Aparecido Inácio da Silva, e de São José dos Campos (vinculado à Coordenação Nacional de Lutas), Luiz Carlos Prates, afirmaram que são contra qualquer tipo de redução de empregos.

PDV nas montadoras

SCANIA
A quem é destinado:
todos os cerca de 2,7 mil trabalhadores da montadora.
Prazo para adesão:
não definido.
Benefícios:
40% do salário por cada ano trabalhado e um salário por ano trabalhado para quem possui doenças ocupacionais, além das verbas rescisórias.

VOLKS
A quem é destinado:
aos cerca de 600 trabalhadores do CFE (Centro de Formação e Estudos) do programa Autovisão.
Prazo para adesão:
até o dia 17 de junho.
Benefícios:
40% do salário por cada ano trabalhado, mais 10 salários, além das verbas rescisórias.

GM
A quem foi destinado:
cerca de 600 funcionários aposentados que trabalham na empresa.
Prazo para adesão:
encerrado no último dia 24 (57 adesões).
Benefícios:
nove salários, além das verbas rescisórias.


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GM pode abrir novo PDV na região

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

10/06/2005 | 07:51


Com a queda do volume de exportações, a General Motors poderá abrir um novo PDV (Programa de Demissões Voluntárias) nas fábricas de São Caetano e São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A ameaça deverá se tornar realidade caso haja necessidade de adequar o número de funcionários à produção de carros, que já caiu 11% nas duas unidades. Para evitar novo programa, o desempenho do mercado interno terá de melhorar.

A hipótese foi admitida nesta quinta vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, durante a visita à fábrica de parentes e amigos dos funcionários da fábrica de São Caetano, mais um evento da comemoração dos 80 anos da empresa no Brasil.

A companhia já tinha lançado em maio um PDV nas duas fábricas dentro das medidas adotadas devido à redução das vendas externas, com a oscilação do câmbio para baixo. Em São Caetano, 57 dos 600 aposentados aderiram ao programa. Na unidade de São José dos Campos, foram 160 de um contingente de 500. “É uma forma menos dramática de reduzir o pessoal”, disse Pinheiro Neto.

Além da GM, a Volkswagen e a Scania, ambas em São Bernardo, também adotaram a mesma forma para reduzir seu efetivo, mas por razões diferentes. A Volks quer diminuir o número de trabalhadores não operacionais que integravam o projeto Autovisão (de recolocação profissional). A Scania, por sua vez, informa que pretende incentivar a saída de funcionários à beira da aposentadoria para contratar operários mais jovens.

Além das demissões voluntárias, a GM está produzindo menos nas das duas fábricas para compensar as perdas com as exportações. Constrói agora 40 veículos por hora – antes eram 45. Em São Caetano, houve a redução da jornada de trabalho de 45 horas para 40 horas semanais.

A montadora também fez uma revisão para baixo da previsão de faturamento no mercado externo. Com a queda do dólar, a expectativa agora é repetir neste ano o mesmo resultado de 2004, quando a companhia faturou US$ 1,4 bilhão. Para este ano, eram esperados US$ 1,5 bilhão.

Como exemplo concreto, Pinheiro Neto destacou a queda de 13,75% da estimativa de exportações de veículos para o México em 2005. A GM deverá enviar 69 mil carros, contra 80 mil previstos. “Contratamos essa exportação com o dólar a R$ 3. Agora, a média é de R$ 2,40”.

Críticas – Os sindicalistas criticaram a possibilidade de PDV nas fábricas. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, destacou que as empresas não devem “colocar a lenha na fogueira”, pois a situação ainda está sob controle.

“A inflação recuou e por isso a taxa Selic deverá ficar no mesmo patamar neste mês e depois passará por queda. Isso irá estimular a retomada do câmbio”, disse Marinho.

Os presidentes dos sindicatos dos Metalúrgicos de São Caetano (ligado à Força Sindical), Aparecido Inácio da Silva, e de São José dos Campos (vinculado à Coordenação Nacional de Lutas), Luiz Carlos Prates, afirmaram que são contra qualquer tipo de redução de empregos.

PDV nas montadoras

SCANIA
A quem é destinado:
todos os cerca de 2,7 mil trabalhadores da montadora.
Prazo para adesão:
não definido.
Benefícios:
40% do salário por cada ano trabalhado e um salário por ano trabalhado para quem possui doenças ocupacionais, além das verbas rescisórias.

VOLKS
A quem é destinado:
aos cerca de 600 trabalhadores do CFE (Centro de Formação e Estudos) do programa Autovisão.
Prazo para adesão:
até o dia 17 de junho.
Benefícios:
40% do salário por cada ano trabalhado, mais 10 salários, além das verbas rescisórias.

GM
A quem foi destinado:
cerca de 600 funcionários aposentados que trabalham na empresa.
Prazo para adesão:
encerrado no último dia 24 (57 adesões).
Benefícios:
nove salários, além das verbas rescisórias.

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