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Omnisys vai produzir mais dois radares na região

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Indústria da defesa assina contrato de R$ 16,5 milhões para realizar vigilância do espaço aéreo


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:04


O setor da defesa do Grande ABC está aquecido e, apesar da pandemia do novo coronavírus, fábricas situadas em São Bernardo vivem momento importante para a expansão de suas atividades. A Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, acaba de firmar contrato de R$ 16,5 milhões com a Ciscea (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo). Serão fornecidos dois radares secundários de vigilância para otimizar o controle do espaço aéreo em Petrolina (Pernambuco) e Bom Jesus da Lapa (Bahia).

Do valor total do contrato, R$ 12,5 milhões ficam com a Omnisys, para que os radares sejam desenvolvidos. O restante vai para a Clemar Engenharia, empresa parceira no projeto e responsável pela infraestrutura para instalá-los. O valor despendido inclui garantia de dois anos, fornecimento de peças de reposição e serviços de manutenção. Após o período, os radares também contarão com o suporte da Omnisys por meio de seu contrato de manutenção de base instalada existente, celebrado com a FAB (Força Aérea Brasileira).

Cada um desses radares sai ao custo de R$ 6,250 milhões, levam em torno de um ano e meio para ficar prontos e envolvem o trabalho de até 120 pessoas na planta de São Bernardo, segundo Luciano Macaferri Rodrigues, diretor-geral da Thales no Brasil. A Omnisys é fabricante global de radares da Thales e também exporta para a América Latina, Ásia e Europa.

O radar secundário se integra ao primário e, assim, constitui uma estação de vigilância mais completa. Na prática, o primário (que já existe nessas localidades) fornece a localização da aeronave e, o secundário, informa dados como altura, velocidade, direção. Essa comunicação acontece graças ao transponder, um aparelho emissor-receptor que responde automaticamente ao sinal de um radar.

O uso dos radares em Petrolina e Bom Jesus da Lapa será destinado ao monitoramento do tráfego aéreo. Com esse novo contrato, o número total de radares RSM970S em operação no Brasil sobe para 70.

“A implantação de novas tecnologias e equipamentos é preocupação estratégica permanente da FAB e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, visando à manutenção da soberania e da defesa nacional. A Omnisys tem sido grande parceira da Ciscea ao fornecer equipamentos com tecnologia da última geração. Além disso, a fabricação nacional é logística e economicamente eficiente, mantendo alto nível de disponibilidade de equipamentos para empregabilidade no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro”, assinala o Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, presidente da Ciscea.

Em agosto de 2020, a FAB inaugurou a primeira das quatro estações com radares primários e secundários de vigilância produzidos pela Omnisys em São Bernardo, para auxiliar no combate ao tráfego aéreo ilegal de cargas nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, na região de Corumbá (Mato Grosso do Sul). “Já temos previsão de novas entregas relacionadas a estações de radar para aumentar a vigilância do espaço aéreo brasileiro na fronteira esses dois países, ao ampliar a capacidade de detecção de aeronaves não autorizadas ou de emprego ilícito, colaborando decisivamente para o sucesso das ações de policiamento do espaço aéreo e combate ao narcotráfico”, diz o executivo. “Além disso, temos contrato assinado em 2019 com o Exército Brasileiro para fornecer um sistema transportável de rastreio de engenhos em voo.”

INVESTIMENTO

Para dar conta do aumento da demanda, a companhia está ampliando sua área produtiva no Grande ABC para total de 10 mil metros quadrados. A reforma consumiu R$ 5 milhões.

No ano passado, foram abertas 35 vagas, elevando o efetivo da região a 255 funcionários. E, para este ano, a projeção é ampliar novamente o quadro. “Nós temos previsão de contratações em 2021, mas não simplesmente por causa desse novo contrato com a Ciscea. Temos outras áreas e projetos que demandam mão de obra como resultado do nosso crescimento”, assinala Rodrigues. “Começamos o ano com bastante otimismo. Ainda não há um número definido de novos postos de trabalho, mas sempre que houver, iremos comunicar a comunidade local. Todas as nossas vagas são publicadas no LinkedIn da Thales (https://www.linkedin.com/company/thales/jobs/).”

De acordo com Rodrigues, o grupo investe 1 bilhão de euros por ano em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) autofinanciado, que contempla todos os mercados em que a Thales atua, incluindo o de radares. “No Brasil, destinamos, em média, 3,5% da nossa receita para investimentos em P&D autofinanciado, o que colabora com o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo para o mercado de radares. Em 2015, inauguramos a linha de montagem de radares secundários, com investimento de US$ 5 milhões”, afirma.

Fundada em 1997 por engenheiros brasileiros, desde 2005 a companhia é subsidiária do grupo francês Thales. 



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Omnisys vai produzir mais dois radares na região

Indústria da defesa assina contrato de R$ 16,5 milhões para realizar vigilância do espaço aéreo

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:04


O setor da defesa do Grande ABC está aquecido e, apesar da pandemia do novo coronavírus, fábricas situadas em São Bernardo vivem momento importante para a expansão de suas atividades. A Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, acaba de firmar contrato de R$ 16,5 milhões com a Ciscea (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo). Serão fornecidos dois radares secundários de vigilância para otimizar o controle do espaço aéreo em Petrolina (Pernambuco) e Bom Jesus da Lapa (Bahia).

Do valor total do contrato, R$ 12,5 milhões ficam com a Omnisys, para que os radares sejam desenvolvidos. O restante vai para a Clemar Engenharia, empresa parceira no projeto e responsável pela infraestrutura para instalá-los. O valor despendido inclui garantia de dois anos, fornecimento de peças de reposição e serviços de manutenção. Após o período, os radares também contarão com o suporte da Omnisys por meio de seu contrato de manutenção de base instalada existente, celebrado com a FAB (Força Aérea Brasileira).

Cada um desses radares sai ao custo de R$ 6,250 milhões, levam em torno de um ano e meio para ficar prontos e envolvem o trabalho de até 120 pessoas na planta de São Bernardo, segundo Luciano Macaferri Rodrigues, diretor-geral da Thales no Brasil. A Omnisys é fabricante global de radares da Thales e também exporta para a América Latina, Ásia e Europa.

O radar secundário se integra ao primário e, assim, constitui uma estação de vigilância mais completa. Na prática, o primário (que já existe nessas localidades) fornece a localização da aeronave e, o secundário, informa dados como altura, velocidade, direção. Essa comunicação acontece graças ao transponder, um aparelho emissor-receptor que responde automaticamente ao sinal de um radar.

O uso dos radares em Petrolina e Bom Jesus da Lapa será destinado ao monitoramento do tráfego aéreo. Com esse novo contrato, o número total de radares RSM970S em operação no Brasil sobe para 70.

“A implantação de novas tecnologias e equipamentos é preocupação estratégica permanente da FAB e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, visando à manutenção da soberania e da defesa nacional. A Omnisys tem sido grande parceira da Ciscea ao fornecer equipamentos com tecnologia da última geração. Além disso, a fabricação nacional é logística e economicamente eficiente, mantendo alto nível de disponibilidade de equipamentos para empregabilidade no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro”, assinala o Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, presidente da Ciscea.

Em agosto de 2020, a FAB inaugurou a primeira das quatro estações com radares primários e secundários de vigilância produzidos pela Omnisys em São Bernardo, para auxiliar no combate ao tráfego aéreo ilegal de cargas nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, na região de Corumbá (Mato Grosso do Sul). “Já temos previsão de novas entregas relacionadas a estações de radar para aumentar a vigilância do espaço aéreo brasileiro na fronteira esses dois países, ao ampliar a capacidade de detecção de aeronaves não autorizadas ou de emprego ilícito, colaborando decisivamente para o sucesso das ações de policiamento do espaço aéreo e combate ao narcotráfico”, diz o executivo. “Além disso, temos contrato assinado em 2019 com o Exército Brasileiro para fornecer um sistema transportável de rastreio de engenhos em voo.”

INVESTIMENTO

Para dar conta do aumento da demanda, a companhia está ampliando sua área produtiva no Grande ABC para total de 10 mil metros quadrados. A reforma consumiu R$ 5 milhões.

No ano passado, foram abertas 35 vagas, elevando o efetivo da região a 255 funcionários. E, para este ano, a projeção é ampliar novamente o quadro. “Nós temos previsão de contratações em 2021, mas não simplesmente por causa desse novo contrato com a Ciscea. Temos outras áreas e projetos que demandam mão de obra como resultado do nosso crescimento”, assinala Rodrigues. “Começamos o ano com bastante otimismo. Ainda não há um número definido de novos postos de trabalho, mas sempre que houver, iremos comunicar a comunidade local. Todas as nossas vagas são publicadas no LinkedIn da Thales (https://www.linkedin.com/company/thales/jobs/).”

De acordo com Rodrigues, o grupo investe 1 bilhão de euros por ano em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) autofinanciado, que contempla todos os mercados em que a Thales atua, incluindo o de radares. “No Brasil, destinamos, em média, 3,5% da nossa receita para investimentos em P&D autofinanciado, o que colabora com o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo para o mercado de radares. Em 2015, inauguramos a linha de montagem de radares secundários, com investimento de US$ 5 milhões”, afirma.

Fundada em 1997 por engenheiros brasileiros, desde 2005 a companhia é subsidiária do grupo francês Thales. 

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