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Transformação de materiais diminui geração de resíduos

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tecnologia permite uso de plásticos em substituição aos derivados de petróleo; técnica aguarda processo de licenciamento


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

25/10/2020 | 00:01


Reduzir, reciclar e reaproveitar. Os três “Rs” da sustentabilidade norteiam as ações que visam diminuir a geração de resíduos e o impacto ao meio ambiente. Quando aplicar esse três princípios não é possível, a tecnologia é aliada na transformação dos materiais para que eles tenham outras utilidades, reduzindo a necessidade de usar matérias-primas novas. Investimento em pesquisas são cada vez mais importantes, para que a ciência seja aliada da natureza e da preservação ambiental.

Além da fabricação de CDR (Combustível Derivado de Resíduo), que remete para fornos de cimenteiras materiais que não podem ser reciclados, seja por falta de tecnologia adequada, interesse comercial ou mesmo contaminação, existem também estudos e experimentos que transformam o plástico, por exemplo, para que ele substitua o petróleo na fabricação de combustível.

Um processo conhecido como pirólise, que, de maneira geral, aquece o plástico (como uma garrafa pet, por exemplo) para extrair o petróleo que foi usado na sua fabricação, para que esse componente possa ser usado em um produto novo. “Em resumo, substitui o petróleo pelo plástico”, explicou o engenheiro ambiental Gabriel Estevam Domingos, que trabalha pesquisando alternativas sustentáveis para reduzir o impacto da indústria e dos processos produtivos do País na natureza. 

A técnica ainda está em estudo e em fase de bancada, com os processos de licenciamento em curso há cerca de cinco anos. “Quando a gente começa a licenciar uma coisa nova, não temos parâmetros. Temos uma legislação bem completa, mas nem tudo está contemplado”, explicou. “Às vezes temos que ser os precursores da legislação e começamos a pesquisar referência de fora ou então criamos um parâmetro, e é o que foi feito neste caso”, completou.

A substituição do petróleo pelo plástico pode ser feita em diferentes produtos, como solventes e combustíveis. O processo também é gerador de energia térmica, pelo aquecimento do produto. “É uma tecnologia que já existia, mas a gente customizou, eu tenho o ativo que é o plástico e meu papel é sempre buscar tecnologia para o plástico não ir para o aterro (sanitário) e ter mais valor agregado”, ressaltou Domingos.

O engenheiro destaca que é preciso incentivo para desenvolvimento de tecnologias como na que ele vem trabalhando. “Falta um pouco de comunicação entre uma empresa de saneamento básico com uma central de energia, que é o cara que vai colocar na ponta para os consumidores. Se tivesse uma linha de fomento que trouxesse o investidor, com subsídio, uma tributação menor, tudo isso ajudaria”, citou. “Na Europa eles têm todos esses incentivos fiscais, na maioria dos países”, concluiu.

Embalagem feita de mandioca vira adubo

Uma empresa do Rio de Janeiro lançou um conceito de embalagem 100% sustentável, feita de fécula de mandioca. Trata-se da Já Fui Mandioca, que também dá nome para a empresa, e que vira adubo em 90 dias. 

“Costumo dizer que nos inspiramos na melhor embalagem que existe no mundo, que é a casca das frutas, pois permanece perfeita enquanto a fruta necessita dessa proteção”, explicou o CEO da empresa, Stelvio Mazza. “Depois, volta para a natureza. Por isso, nossas embalagens vêm da terra, através da mandioca, e voltam para a terra em forma de adubo”, completou.

As embalagens são potes que lembram isopor, em formato de copos ou recipientes com tampas, utilizados para acondicionar tanto alimentos quentes quanto frios. 

Depois de utilizados, são plantados. Mazza afirmou que seus principais clientes são grandes empresas preocupadas com o destino das embalagens, como Google e Uber, além de restaurantes veganos/vegetarianos e orgânicos. 

“Nós dobramos nosso faturamento em 2019, comparando com o de 2018, e seguimos com aumento agora em 2020. Estamos lançando uma linha de embalagens para sorvetes que vira adubo em 20 dias no jardim, com água da chuva”, ressaltou.



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Transformação de materiais diminui geração de resíduos

Tecnologia permite uso de plásticos em substituição aos derivados de petróleo; técnica aguarda processo de licenciamento

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

25/10/2020 | 00:01


Reduzir, reciclar e reaproveitar. Os três “Rs” da sustentabilidade norteiam as ações que visam diminuir a geração de resíduos e o impacto ao meio ambiente. Quando aplicar esse três princípios não é possível, a tecnologia é aliada na transformação dos materiais para que eles tenham outras utilidades, reduzindo a necessidade de usar matérias-primas novas. Investimento em pesquisas são cada vez mais importantes, para que a ciência seja aliada da natureza e da preservação ambiental.

Além da fabricação de CDR (Combustível Derivado de Resíduo), que remete para fornos de cimenteiras materiais que não podem ser reciclados, seja por falta de tecnologia adequada, interesse comercial ou mesmo contaminação, existem também estudos e experimentos que transformam o plástico, por exemplo, para que ele substitua o petróleo na fabricação de combustível.

Um processo conhecido como pirólise, que, de maneira geral, aquece o plástico (como uma garrafa pet, por exemplo) para extrair o petróleo que foi usado na sua fabricação, para que esse componente possa ser usado em um produto novo. “Em resumo, substitui o petróleo pelo plástico”, explicou o engenheiro ambiental Gabriel Estevam Domingos, que trabalha pesquisando alternativas sustentáveis para reduzir o impacto da indústria e dos processos produtivos do País na natureza. 

A técnica ainda está em estudo e em fase de bancada, com os processos de licenciamento em curso há cerca de cinco anos. “Quando a gente começa a licenciar uma coisa nova, não temos parâmetros. Temos uma legislação bem completa, mas nem tudo está contemplado”, explicou. “Às vezes temos que ser os precursores da legislação e começamos a pesquisar referência de fora ou então criamos um parâmetro, e é o que foi feito neste caso”, completou.

A substituição do petróleo pelo plástico pode ser feita em diferentes produtos, como solventes e combustíveis. O processo também é gerador de energia térmica, pelo aquecimento do produto. “É uma tecnologia que já existia, mas a gente customizou, eu tenho o ativo que é o plástico e meu papel é sempre buscar tecnologia para o plástico não ir para o aterro (sanitário) e ter mais valor agregado”, ressaltou Domingos.

O engenheiro destaca que é preciso incentivo para desenvolvimento de tecnologias como na que ele vem trabalhando. “Falta um pouco de comunicação entre uma empresa de saneamento básico com uma central de energia, que é o cara que vai colocar na ponta para os consumidores. Se tivesse uma linha de fomento que trouxesse o investidor, com subsídio, uma tributação menor, tudo isso ajudaria”, citou. “Na Europa eles têm todos esses incentivos fiscais, na maioria dos países”, concluiu.

Embalagem feita de mandioca vira adubo

Uma empresa do Rio de Janeiro lançou um conceito de embalagem 100% sustentável, feita de fécula de mandioca. Trata-se da Já Fui Mandioca, que também dá nome para a empresa, e que vira adubo em 90 dias. 

“Costumo dizer que nos inspiramos na melhor embalagem que existe no mundo, que é a casca das frutas, pois permanece perfeita enquanto a fruta necessita dessa proteção”, explicou o CEO da empresa, Stelvio Mazza. “Depois, volta para a natureza. Por isso, nossas embalagens vêm da terra, através da mandioca, e voltam para a terra em forma de adubo”, completou.

As embalagens são potes que lembram isopor, em formato de copos ou recipientes com tampas, utilizados para acondicionar tanto alimentos quentes quanto frios. 

Depois de utilizados, são plantados. Mazza afirmou que seus principais clientes são grandes empresas preocupadas com o destino das embalagens, como Google e Uber, além de restaurantes veganos/vegetarianos e orgânicos. 

“Nós dobramos nosso faturamento em 2019, comparando com o de 2018, e seguimos com aumento agora em 2020. Estamos lançando uma linha de embalagens para sorvetes que vira adubo em 20 dias no jardim, com água da chuva”, ressaltou.

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