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Longa-metragem faz leitura política sobre a pandemia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra foi produzida de maneira independente e conta com cinco profissionais do Grande ABC


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

23/10/2020 | 00:01


Os efeitos causados pelo longo período de confinamento em razão da pandemia, além da saudade de amigos, parentes, das rotinas e da necessidade de mudança de hábitos são alguns dos assuntos que motivaram a criação do longa-metragem Doutor Hipóteses, uma Alma Perdida na Pandemia, que aborda também reações causadas em pessoas que vivem solitárias e passaram a criar amigos imaginários para que pudessem conversar. O filme traz recortes desta recém-adotada postura solitária por imposição, além de dar ao espectador elementos críticos à atual situação política.

A obra foi produzida de forma independente e finalizada na primeira semana de outubro, após dois meses entre filmagem, edição e montagem. O idealizador do trabalho, o ator Vicentini Gomez, que coleciona inúmeros trabalhos na televisão e no teatro, contracena com 26 bonecos. A produção conta com cinco profissionais do Grande ABC na equipe: o assistente de direção e fotógrafo de cena Diaulas Ullysses, os atores Ana Medici, Hilda Breda e Maximiliana Reis, além do cinegrafista Rogério Ferreira Leite.

Vicentini Gomez é quem dá vida ao Doutor Hipóteses. O protagonista conversa com bonecos em um cômodo escuro que abre margem de interpretação se seria uma garagem ou sua própria cabeça. Interlocutores criados pelo próprio Hipóteses em um primeiro momento o ovacionam e o fazem crer ser figura lendária, mas, ao longo da trama, vão se rebelando contra seu criador e mostrando sua proximidade com a fantasia, a alucinação e a paranoia.

Em 80 minutos, o filme tem pitadas de humor, mas atmosfera que ganha contornos de claustrofobia, tanto pela pouca iluminação, pela fumaça dos cigarros e “cigarritos” que a personagem fuma, como pela repetição de algumas palavras.

O próprio título de doutor do personagem central é uma das ironias, já que ele admite não ser médico, ou advogado, ou cientista. É como tantos hoje em dia sem muito apreço pelo conhecimento e pela ciência. Os diálogos entre os bonecos e Doutor Hipóteses também recria falas ditas em ambientes políticos que ficaram famosas nos últimos tempos, como a fatídica reunião ministerial que foi divulgada após ordem judicial.

Idealizador do filme, Vicentini Gomez afirma que sua obra tem diversas interpretações possíveis, e espera que o resultado em quem o assiste seja mesmo de incômodo. “Existem pontos dentro do filme, falas, que sintonizam o espectador a muitas coisas que aconteceram e foram ditas desde o início da pandemia”, relata.
A obra já está inscrita no Festival de Sundance de Cinema, em Utah, nos Estados Unidos, que será realizado ano que vem e é um dos mais importantes do cinema independente do mundo. Também será inscrito em outros quatro eventos internacionais. “Depois disso, queremos pensar em exibições em grandes salas”, completou.

A produção do filme contou com financiamento coletivo e a exibição ao público só estará disponível depois da apresentação nos festivais. 



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Longa-metragem faz leitura política sobre a pandemia

Obra foi produzida de maneira independente e conta com cinco profissionais do Grande ABC

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

23/10/2020 | 00:01


Os efeitos causados pelo longo período de confinamento em razão da pandemia, além da saudade de amigos, parentes, das rotinas e da necessidade de mudança de hábitos são alguns dos assuntos que motivaram a criação do longa-metragem Doutor Hipóteses, uma Alma Perdida na Pandemia, que aborda também reações causadas em pessoas que vivem solitárias e passaram a criar amigos imaginários para que pudessem conversar. O filme traz recortes desta recém-adotada postura solitária por imposição, além de dar ao espectador elementos críticos à atual situação política.

A obra foi produzida de forma independente e finalizada na primeira semana de outubro, após dois meses entre filmagem, edição e montagem. O idealizador do trabalho, o ator Vicentini Gomez, que coleciona inúmeros trabalhos na televisão e no teatro, contracena com 26 bonecos. A produção conta com cinco profissionais do Grande ABC na equipe: o assistente de direção e fotógrafo de cena Diaulas Ullysses, os atores Ana Medici, Hilda Breda e Maximiliana Reis, além do cinegrafista Rogério Ferreira Leite.

Vicentini Gomez é quem dá vida ao Doutor Hipóteses. O protagonista conversa com bonecos em um cômodo escuro que abre margem de interpretação se seria uma garagem ou sua própria cabeça. Interlocutores criados pelo próprio Hipóteses em um primeiro momento o ovacionam e o fazem crer ser figura lendária, mas, ao longo da trama, vão se rebelando contra seu criador e mostrando sua proximidade com a fantasia, a alucinação e a paranoia.

Em 80 minutos, o filme tem pitadas de humor, mas atmosfera que ganha contornos de claustrofobia, tanto pela pouca iluminação, pela fumaça dos cigarros e “cigarritos” que a personagem fuma, como pela repetição de algumas palavras.

O próprio título de doutor do personagem central é uma das ironias, já que ele admite não ser médico, ou advogado, ou cientista. É como tantos hoje em dia sem muito apreço pelo conhecimento e pela ciência. Os diálogos entre os bonecos e Doutor Hipóteses também recria falas ditas em ambientes políticos que ficaram famosas nos últimos tempos, como a fatídica reunião ministerial que foi divulgada após ordem judicial.

Idealizador do filme, Vicentini Gomez afirma que sua obra tem diversas interpretações possíveis, e espera que o resultado em quem o assiste seja mesmo de incômodo. “Existem pontos dentro do filme, falas, que sintonizam o espectador a muitas coisas que aconteceram e foram ditas desde o início da pandemia”, relata.
A obra já está inscrita no Festival de Sundance de Cinema, em Utah, nos Estados Unidos, que será realizado ano que vem e é um dos mais importantes do cinema independente do mundo. Também será inscrito em outros quatro eventos internacionais. “Depois disso, queremos pensar em exibições em grandes salas”, completou.

A produção do filme contou com financiamento coletivo e a exibição ao público só estará disponível depois da apresentação nos festivais. 

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