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Idosos vão ao Paço de Sto.André para tentar evitar fechamento de asilo


Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

25/06/2005 | 07:32


Funcionários da Clínica Repouso do Sol, 12 pacientes e familiares foram para frente da Prefeitura de Santo André protestar contra o pedido de remoção de 38 idosos da clínica feito pela Vigilância Sanitária no dia 7, sob a alegação de falta de alvará do imóvel onde o asilo funciona. Parentes e pacientes chegavam de carro e um dos idosos, Fernando Carvalho, 64 anos, foi levado pela ambulância da instituição para o Paço Municipal. Ao chegar, o ex-sindicalista e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi transferido da maca para uma cadeira de rodas.

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Os manifestantes chegaram ao Paço por volta das 12h30 e só saíram depois de uma hora, quando uma oficial da promotoria disse ao proprietário da clínica, Vitório Lopes Cabrera, que ele poderia ser processado por crime de maus-tratos por levar os idosos até lá. Na mesma hora, Cabrera foi embora e os pacientes de saúde mais frágil também. Os outros foram saindo aos poucos com os parentes.

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"O ato teve apoio de todos os familiares", afirma Carlos Alberto Marcílio, 58, que paga R$ 1,1 mil por mês pelo atendimento da mãe, Zaíra, 85 anos. Ele, assim como outros familiares, se mostrava indignado com a ação da vigilância. "Não tenho para onde levar minha mãe, e eles não nos dão alternativa", dizia Marcílio, que cuidava da mãe em casa, mas, por sugestão do médico, disse que a levou para um asilo. A mãe de Dagoberto Gambini, 54 anos, também vive na clínica desde 2003. Após a decisão da vigilância, Gambini chegou a visitar asilos municipais, mas considerou péssimas as condições de higiene e resolveu não transferi-lo.

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Liminar - A ordem de interdição ocorreu no dia 7 e a vigilância deu dez dias úteis para a clínica do bairro Bangu ser esvaziada. Porém, desde então, nenhum paciente foi removido. No dia em que o prazo expirou, na última segunda-feira, o proprietário da clínica recorreu à 5ªVara Cível da cidade para tentar uma liminar que anule a ação da Prefeitura. O juiz da Vara, João Antunes dos Santos Neto, por meio de uma juíza substituta, solicitou à vigilância um relatório com os motivos da interdição, que foi entregue pelo departamento dois dias depois. Enquanto não sair o parecer do juiz, os idosos permanecem na clínica.",1]);//-->

Parte dos pacientes era acomodada em cadeiras de rodas e outra parte, em cadeiras de plástico. Todos tinham adesivos de identificação - com seus nomes e o dos parentes.

Os manifestantes chegaram ao Paço por volta das 12h30 e só saíram depois de uma hora, quando uma oficial da promotoria disse ao proprietário da clínica, Vitório Lopes Cabrera, que ele poderia ser processado por crime de maus-tratos por levar os idosos até lá. Na mesma hora, Cabrera foi embora e os pacientes de saúde mais frágil também. Os outros foram saindo aos poucos com os parentes.

"O ato teve apoio de todos os familiares", afirma Carlos Alberto Marcílio, 58, que paga R$ 1,1 mil por mês pelo atendimento da mãe, Zaíra, 85 anos. Ele, assim como outros familiares, se mostrava indignado com a ação da vigilância. "Não tenho para onde levar minha mãe, e eles não nos dão alternativa", dizia Marcílio, que cuidava da mãe em casa, mas, por sugestão do médico, disse que a levou para um asilo. A mãe de Dagoberto Gambini, 54 anos, também vive na clínica desde 2003. Após a decisão da vigilância, Gambini chegou a visitar asilos municipais, mas considerou péssimas as condições de higiene e resolveu não transferi-lo.

Liminar - A ordem de interdição ocorreu no dia 7 e a vigilância deu dez dias úteis para a clínica do bairro Bangu ser esvaziada. Porém, desde então, nenhum paciente foi removido. No dia em que o prazo expirou, na última segunda-feira, o proprietário da clínica recorreu à 5ªVara Cível da cidade para tentar uma liminar que anule a ação da Prefeitura. O juiz da Vara, João Antunes dos Santos Neto, por meio de uma juíza substituta, solicitou à vigilância um relatório com os motivos da interdição, que foi entregue pelo departamento dois dias depois. Enquanto não sair o parecer do juiz, os idosos permanecem na clínica.

A Prefeitura havia visitado a clínica em 2000 e constatado várias irregularidades. Desde então, a instituição instalou o elevador - um dos pedidos na ocasião - e outros pequenos reparos foram feitos. No entanto, a maior parte dos problemas permaneceu. Entre eles, o fato de o imóvel, um ex-bar, não ter sido adaptado, e os dormitórios e banheiros continuarem mal iluminados e com ventilação precária.

O proprietário rebate as críticas e diz que o corredor que dá acesso aos quartos tem teto suspenso e translúcido, garantindo ventilação e iluminação. "Eles exigem coisas impossíveis de se cumprir, as que eram possíveis nós cumprimos", diz Cabrera.

Segundo a vigilância, as reformas não deveriam ter sido feitas com a presença dos pacientes no local, o que poderia provocar problemas de saúde a eles. "Não é de hoje que eles sabem das exigências para obter o alvará, e mesmo assim não as cumpriram no prazo estipulado", afirmou a diretora do Departamento de Vigilância à Saúde, Maria Luíza Leão Salerno Malatesta.



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Idosos vão ao Paço de Sto.André para tentar evitar fechamento de asilo

Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

25/06/2005 | 07:32


Funcionários da Clínica Repouso do Sol, 12 pacientes e familiares foram para frente da Prefeitura de Santo André protestar contra o pedido de remoção de 38 idosos da clínica feito pela Vigilância Sanitária no dia 7, sob a alegação de falta de alvará do imóvel onde o asilo funciona. Parentes e pacientes chegavam de carro e um dos idosos, Fernando Carvalho, 64 anos, foi levado pela ambulância da instituição para o Paço Municipal. Ao chegar, o ex-sindicalista e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi transferido da maca para uma cadeira de rodas.

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Os manifestantes chegaram ao Paço por volta das 12h30 e só saíram depois de uma hora, quando uma oficial da promotoria disse ao proprietário da clínica, Vitório Lopes Cabrera, que ele poderia ser processado por crime de maus-tratos por levar os idosos até lá. Na mesma hora, Cabrera foi embora e os pacientes de saúde mais frágil também. Os outros foram saindo aos poucos com os parentes.

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"O ato teve apoio de todos os familiares", afirma Carlos Alberto Marcílio, 58, que paga R$ 1,1 mil por mês pelo atendimento da mãe, Zaíra, 85 anos. Ele, assim como outros familiares, se mostrava indignado com a ação da vigilância. "Não tenho para onde levar minha mãe, e eles não nos dão alternativa", dizia Marcílio, que cuidava da mãe em casa, mas, por sugestão do médico, disse que a levou para um asilo. A mãe de Dagoberto Gambini, 54 anos, também vive na clínica desde 2003. Após a decisão da vigilância, Gambini chegou a visitar asilos municipais, mas considerou péssimas as condições de higiene e resolveu não transferi-lo.

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Liminar - A ordem de interdição ocorreu no dia 7 e a vigilância deu dez dias úteis para a clínica do bairro Bangu ser esvaziada. Porém, desde então, nenhum paciente foi removido. No dia em que o prazo expirou, na última segunda-feira, o proprietário da clínica recorreu à 5ªVara Cível da cidade para tentar uma liminar que anule a ação da Prefeitura. O juiz da Vara, João Antunes dos Santos Neto, por meio de uma juíza substituta, solicitou à vigilância um relatório com os motivos da interdição, que foi entregue pelo departamento dois dias depois. Enquanto não sair o parecer do juiz, os idosos permanecem na clínica.",1]);//-->

Parte dos pacientes era acomodada em cadeiras de rodas e outra parte, em cadeiras de plástico. Todos tinham adesivos de identificação - com seus nomes e o dos parentes.

Os manifestantes chegaram ao Paço por volta das 12h30 e só saíram depois de uma hora, quando uma oficial da promotoria disse ao proprietário da clínica, Vitório Lopes Cabrera, que ele poderia ser processado por crime de maus-tratos por levar os idosos até lá. Na mesma hora, Cabrera foi embora e os pacientes de saúde mais frágil também. Os outros foram saindo aos poucos com os parentes.

"O ato teve apoio de todos os familiares", afirma Carlos Alberto Marcílio, 58, que paga R$ 1,1 mil por mês pelo atendimento da mãe, Zaíra, 85 anos. Ele, assim como outros familiares, se mostrava indignado com a ação da vigilância. "Não tenho para onde levar minha mãe, e eles não nos dão alternativa", dizia Marcílio, que cuidava da mãe em casa, mas, por sugestão do médico, disse que a levou para um asilo. A mãe de Dagoberto Gambini, 54 anos, também vive na clínica desde 2003. Após a decisão da vigilância, Gambini chegou a visitar asilos municipais, mas considerou péssimas as condições de higiene e resolveu não transferi-lo.

Liminar - A ordem de interdição ocorreu no dia 7 e a vigilância deu dez dias úteis para a clínica do bairro Bangu ser esvaziada. Porém, desde então, nenhum paciente foi removido. No dia em que o prazo expirou, na última segunda-feira, o proprietário da clínica recorreu à 5ªVara Cível da cidade para tentar uma liminar que anule a ação da Prefeitura. O juiz da Vara, João Antunes dos Santos Neto, por meio de uma juíza substituta, solicitou à vigilância um relatório com os motivos da interdição, que foi entregue pelo departamento dois dias depois. Enquanto não sair o parecer do juiz, os idosos permanecem na clínica.

A Prefeitura havia visitado a clínica em 2000 e constatado várias irregularidades. Desde então, a instituição instalou o elevador - um dos pedidos na ocasião - e outros pequenos reparos foram feitos. No entanto, a maior parte dos problemas permaneceu. Entre eles, o fato de o imóvel, um ex-bar, não ter sido adaptado, e os dormitórios e banheiros continuarem mal iluminados e com ventilação precária.

O proprietário rebate as críticas e diz que o corredor que dá acesso aos quartos tem teto suspenso e translúcido, garantindo ventilação e iluminação. "Eles exigem coisas impossíveis de se cumprir, as que eram possíveis nós cumprimos", diz Cabrera.

Segundo a vigilância, as reformas não deveriam ter sido feitas com a presença dos pacientes no local, o que poderia provocar problemas de saúde a eles. "Não é de hoje que eles sabem das exigências para obter o alvará, e mesmo assim não as cumpriram no prazo estipulado", afirmou a diretora do Departamento de Vigilância à Saúde, Maria Luíza Leão Salerno Malatesta.

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