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Maníaco desfigura vítimas e põe em pânico mulheres de 3 cidades


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

10/06/2005 | 07:56


Cerca de 25 anos, pardo e forte, com cabelos cacheados na altura do queixo é a descrição do homem que já atacou pelo menos três mulheres desde a semana passada na região de divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo. As vítimas tiveram pedaços do rosto arrancados a dentadas durante sessão de espancamento. Em pelo menos dois dos casos, o maníaco levou a calcinha das mulheres. O resultado dos exames que irão constatar se houve abuso sexual ainda não foram divulgados.

Um dos crimes aconteceu no Jardim Ana Maria, em Santo André, na madrugada de segunda-feira, quando a metalúrgica M., 45 anos, saía para trabalhar. Eram 4h30 e a metalúrgica seguia pela avenida Nestor de Barros em direção ao ponto de ônibus quando o homem a teria abraçado por trás. “Ele mandou minha mãe ficar quieta. Dizia que não queria dinheiro, apenas ela”, conta a filha da vítima.

O maníaco teria levado M. para um terreno baldio próximo à garagem municipal da cidade. Lá, ele a vítima teriam entrado em briga corporal. Para livrar-se do homem, M., segundo conta sua filha, teria oferecido a ele R$ 200 que tinha na bolsa, onde guardava também um celular. Mas o criminoso continuava a espancá-la no rosto, até que a vítima desmaiou. “Por isso ela não tem certeza se ele a estuprou. Mas soube que encontraram sêmen.” O homem fugiu levando apenas a calcinha da vítima. Enquanto aguarda resultado dos exames, M. é submetida a tratamento com coquetel anti-Aids.

A família da metalúrgica só soube do seu paradeiro seis horas após o crime, quando ela já estava internada no Centro Hospitalar de Santo André. A vítima ainda desfalecida foi encontrada por operários que passavam pelo terreno baldio. “Eles acharam que ela estava morta”, conta a garota. Ao lado dela, foi encontrada a camiseta branca que o agressor usava. Ele teria abandonado a peça porque estava encharcada de sangue. As roupas de M. e do maníaco foram encaminhadas para perícia.

O rosto de M. ficou deformado pelo espancamento. Segundo a filha, pedaços de pele próximo aos olhos e à boca da mãe foram arrancados a dentadas e ela dependerá de uma série de cirurgias plásticas reparadoras.

No mesmo hospital onde M. está internada, a polícia obteve a identidade de outras duas mulheres que sofreram o mesmo tipo de agressão. Uma delas, de 36 anos, também teria sido abordada próximo à Petroquímica na madrugada da última segunda-feira. “Encontramos com ela no hospital. Está bem machucada, principalmente na orelha e no alto da cabeça e também teve a calcinha levada”, conta a filha de M.

Quarta, a mulher teria fugido do Centro Hospitalar. Segundo um parente, ela sofre de distúrbios mentais, é soropositiva e usuária de drogas, mas faz acompanhamento psicológico numa unidade pública próxima ao local do crime. Até o fechamento desta edição, a família não tinha pistas do seu paradeiro. A terceira vítima do maníaco já recebeu alta do hospital. Ela mora em Mauá e deve ser procurada nesta sexta pela polícia. Os dois casos não foram registrados nas delegacias da região.

Até esta quinta, apenas o caso de M. havia sido encaminhado para a Delegacia da Mulher de Santo André. A delegada Vera Lúcia Carvalho de Souza aguarda que a vítima se recupere para produzir o retrato falado do agressor. Nesta quinta, Vera Lúcia recebeu os dados das duas mulheres espancadas que chegaram ao Centro Hospitalar. “Vamos procurá-las para investigar se a forma de abordagem foi a mesma e levantar outras características semelhantes para sabermos se os casos têm relação.” A suspeita da delegada é de que o maníaco espanca as mulheres por não conseguir ereção.

Pânico – A agressão contra a metalúrgica de 45 anos é o assunto nos bairros que ficam próximo à avenida Oratório, a principal no eixo de atuação do maníaco. No corredor viário do Jardim Ana Maria até o Terminal São Mateus, em São Paulo, a população comenta outros possíveis casos de agressão que possam ter relação com o agressor. As vítimas seriam dos bairros Santa Adélia e Jardim Tiradentes, região periférica da capital e que faz divisa com o Grande ABC.

Nas delegacias que atendem às áreas, a polícia afirmou que não há registros de ocorrências com as mesmas características. Mas entre a população comenta-se até mesmo sobre uma morte. A suposta vítima, de 13 anos, teria tido parte do mamilo arrancado a dentadas. O crime teria ocorrido no mês passado num campo de futebol da Fazenda Juta, em São Paulo.

“Desde segunda-feira (quando M. foi atacada) a gente vive em pânico. Estamos alarmados porque agora sabemos que ele age em série. O caso é assunto da vez. Até no supermercado ouvi comentarem”, diz uma moradora do Ana Maria. Com medo de se tornarem a próxima vítima do maníaco, ela e as amigas agora só saem de casa em grupo.


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Maníaco desfigura vítimas e põe em pânico mulheres de 3 cidades

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

10/06/2005 | 07:56


Cerca de 25 anos, pardo e forte, com cabelos cacheados na altura do queixo é a descrição do homem que já atacou pelo menos três mulheres desde a semana passada na região de divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo. As vítimas tiveram pedaços do rosto arrancados a dentadas durante sessão de espancamento. Em pelo menos dois dos casos, o maníaco levou a calcinha das mulheres. O resultado dos exames que irão constatar se houve abuso sexual ainda não foram divulgados.

Um dos crimes aconteceu no Jardim Ana Maria, em Santo André, na madrugada de segunda-feira, quando a metalúrgica M., 45 anos, saía para trabalhar. Eram 4h30 e a metalúrgica seguia pela avenida Nestor de Barros em direção ao ponto de ônibus quando o homem a teria abraçado por trás. “Ele mandou minha mãe ficar quieta. Dizia que não queria dinheiro, apenas ela”, conta a filha da vítima.

O maníaco teria levado M. para um terreno baldio próximo à garagem municipal da cidade. Lá, ele a vítima teriam entrado em briga corporal. Para livrar-se do homem, M., segundo conta sua filha, teria oferecido a ele R$ 200 que tinha na bolsa, onde guardava também um celular. Mas o criminoso continuava a espancá-la no rosto, até que a vítima desmaiou. “Por isso ela não tem certeza se ele a estuprou. Mas soube que encontraram sêmen.” O homem fugiu levando apenas a calcinha da vítima. Enquanto aguarda resultado dos exames, M. é submetida a tratamento com coquetel anti-Aids.

A família da metalúrgica só soube do seu paradeiro seis horas após o crime, quando ela já estava internada no Centro Hospitalar de Santo André. A vítima ainda desfalecida foi encontrada por operários que passavam pelo terreno baldio. “Eles acharam que ela estava morta”, conta a garota. Ao lado dela, foi encontrada a camiseta branca que o agressor usava. Ele teria abandonado a peça porque estava encharcada de sangue. As roupas de M. e do maníaco foram encaminhadas para perícia.

O rosto de M. ficou deformado pelo espancamento. Segundo a filha, pedaços de pele próximo aos olhos e à boca da mãe foram arrancados a dentadas e ela dependerá de uma série de cirurgias plásticas reparadoras.

No mesmo hospital onde M. está internada, a polícia obteve a identidade de outras duas mulheres que sofreram o mesmo tipo de agressão. Uma delas, de 36 anos, também teria sido abordada próximo à Petroquímica na madrugada da última segunda-feira. “Encontramos com ela no hospital. Está bem machucada, principalmente na orelha e no alto da cabeça e também teve a calcinha levada”, conta a filha de M.

Quarta, a mulher teria fugido do Centro Hospitalar. Segundo um parente, ela sofre de distúrbios mentais, é soropositiva e usuária de drogas, mas faz acompanhamento psicológico numa unidade pública próxima ao local do crime. Até o fechamento desta edição, a família não tinha pistas do seu paradeiro. A terceira vítima do maníaco já recebeu alta do hospital. Ela mora em Mauá e deve ser procurada nesta sexta pela polícia. Os dois casos não foram registrados nas delegacias da região.

Até esta quinta, apenas o caso de M. havia sido encaminhado para a Delegacia da Mulher de Santo André. A delegada Vera Lúcia Carvalho de Souza aguarda que a vítima se recupere para produzir o retrato falado do agressor. Nesta quinta, Vera Lúcia recebeu os dados das duas mulheres espancadas que chegaram ao Centro Hospitalar. “Vamos procurá-las para investigar se a forma de abordagem foi a mesma e levantar outras características semelhantes para sabermos se os casos têm relação.” A suspeita da delegada é de que o maníaco espanca as mulheres por não conseguir ereção.

Pânico – A agressão contra a metalúrgica de 45 anos é o assunto nos bairros que ficam próximo à avenida Oratório, a principal no eixo de atuação do maníaco. No corredor viário do Jardim Ana Maria até o Terminal São Mateus, em São Paulo, a população comenta outros possíveis casos de agressão que possam ter relação com o agressor. As vítimas seriam dos bairros Santa Adélia e Jardim Tiradentes, região periférica da capital e que faz divisa com o Grande ABC.

Nas delegacias que atendem às áreas, a polícia afirmou que não há registros de ocorrências com as mesmas características. Mas entre a população comenta-se até mesmo sobre uma morte. A suposta vítima, de 13 anos, teria tido parte do mamilo arrancado a dentadas. O crime teria ocorrido no mês passado num campo de futebol da Fazenda Juta, em São Paulo.

“Desde segunda-feira (quando M. foi atacada) a gente vive em pânico. Estamos alarmados porque agora sabemos que ele age em série. O caso é assunto da vez. Até no supermercado ouvi comentarem”, diz uma moradora do Ana Maria. Com medo de se tornarem a próxima vítima do maníaco, ela e as amigas agora só saem de casa em grupo.

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