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Plano de Educação de São Bernardo abre brecha para ideologia de gênero


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/11/2015 | 07:00


O PME (Plano Municipal de Educação) formulado pelo governo do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), foi protocolado na Câmara com trechos que deixam aberta a possibilidade de defesa de minorias e permite a instituição da ideologia de gênero na rede pública.

Embora não haja o termo ‘ideologia de gênero’ escrito no projeto, artigos permitem que docentes ensinem crianças a lidarem com diversas opções sexuais. Esses itens já são contestados por vereadores, tanto da oposição quanto da sustentação de Marinho.

Um dos trechos permite ao professor que detalhe o público LGBT ao aluno em casos de combate ao bullying. Outro dá liberdade a um futuro conselho da mulher de São Bernardo executar políticas públicas educacionais que podem introduzir a ideologia de gênero na rede pública.

A intenção do governo Marinho é aprovar o PME hoje, principalmente porque o projeto está atrasado em cinco meses do prazo estipulado pelo MEC (Ministério da Educação). Entretanto, vereadores da base afirmam que será “impossível” votar a proposta hoje, até pela falta de tempo de leitura das 120 páginas da propositura.

“O governo tirou o termo ideologia de gênero, mas abriu brechas para que isso seja colocado ao aluno. Farei emendas aditivas ao projeto, com certeza, para suprimir essa possibilidade”, adiantou Rafael Demarchi (PSD). O governista acredita que a ideologia de gênero pode deturpar o conceito de família tradicional e até causar o aumento de pedofilia no País.

O oposicionista Julinho Fuzari (PPS) é outro vereador a garantir que vai apresentar emendas para modificar o projeto original. “Vou protocolar emenda para suprimir tudo que possa dar margem à ideologia de gênero. Claro que há ações importantes para se combater o bullying, mas não se pode dar essa margem”, alegou o popular-socialista. O oposicionista também quer vinculação de metas do PME ao Plano Nacional de Educação. “O texto municipal é subjetivo demais.”

Marinho já adiantou seu desejo de ver aprovados itens que permitem ao docente explicar aos estudante a diversidade sexual. Em sua visão, políticas como essa servem para combater o preconceito.


Em todas as cidades do Grande ABC onde o PME foi aprovado, o termo ‘ideologia de gênero’ foi suprimido do texto original. 



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