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Confusao no Parque Antártica acaba com soldado baleado


Marcelo de Paula
Da Redaçao

17/06/1999 | 00:35


O excesso de ingressos falsos vendidos por cambistas na porta do Parque Antártica para o jogo entre Palmeiras e Deportivo Cali, valendo o título da Copa Libertadores, acabou por transformar a rua Turiassu, em frente ao estádio, numa praça de guerra, nesta quarta à noite. De acordo com informaçoes da polícia, vários torcedores que nao conseguiram entrar tentaram invadir e acabaram sendo barrados pelos soldados. Foi aí que começou o confronto, que terminou com um soldado baleado, segundo a própria Polícia Militar.

No começo a polícia levou a pior e a situaçao só foi controlada com a chegada da tropa de choque. "Tínhamos em frente ao portao principal cerca de 20 homens. Os torcedores começaram a forçar a entrada e o efetivo se colocou uma linha à frente para contê-los. Como estávamos em número muito menor, tivemos de recuar, nos reagrupar e voltar a contê-los. Apanhamos muito", contou o capitao Gonzalez, da Polícia Militar. "Muitos portavam ingressos falsos, nao conseguiram entrar e se revoltaram".

O capitao estimou o número de torcedores que participaram do conflito entre 2 mil e 2,5 mil pessoas. "Cuido da segurança de jogos há sete anos e é a primeira vez que vejo esse tipo de coisa", comentou Gonzalez, demonstrando estar bastante impressionado com o ocorrido.

Quase ninguém que estava por perto se salvou. Cavaletes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) para direcionamento do trânsito, assim como barracas de camelôs, eram despedaçados e utilizados como armas. Fogos de artifício eram lançados na direçao dos policiais. Vários policiais e torcedores ficaram feridos, sendo que um soldado acabou sendo baleado.

Nas proximidades do viaduto Antártica, um torcedor que se identificou apenas como Marcelo, se contorcia de dor, enquanto amigos tentavam ajudá-lo. "Eu estava parado, quieto e acabei levando várias porretadas", disse gemendo e colocando as maos sobre a costela direita.

No outro lado do campo de batalha, um militar cuja tarja no uniforme o identificava como tenente Fiori mostrava um ferimento no ombro esquerdo causado por uma bomba lançada sobre ele. A situaçao só se acalmou quando a tropa de choque chegou. Eles formaram um cordao e partiram para cima da torcida lançando bombas de gás lacrimogênio.

Antes de começar o jogo, um cambista que discretamente vendia ingressos em frente ao portao principal do Palestra Itália previu que poderia haver confusao, pois estava ciente da venda de ingressos falsos. Ele apontou uma quadrilha carioca como a responsável pelo derrame de tais ingressos. "Um deles me disse que havia ingresso do bom e do ruim", comentou o cambista, que nao quis se identificar. "É uma quadrilha do Rio que começou atuar aqui. É por isso que no jogo contra o River cerca de 5 mil torcedores ficaram de fora".



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Confusao no Parque Antártica acaba com soldado baleado

Marcelo de Paula
Da Redaçao

17/06/1999 | 00:35


O excesso de ingressos falsos vendidos por cambistas na porta do Parque Antártica para o jogo entre Palmeiras e Deportivo Cali, valendo o título da Copa Libertadores, acabou por transformar a rua Turiassu, em frente ao estádio, numa praça de guerra, nesta quarta à noite. De acordo com informaçoes da polícia, vários torcedores que nao conseguiram entrar tentaram invadir e acabaram sendo barrados pelos soldados. Foi aí que começou o confronto, que terminou com um soldado baleado, segundo a própria Polícia Militar.

No começo a polícia levou a pior e a situaçao só foi controlada com a chegada da tropa de choque. "Tínhamos em frente ao portao principal cerca de 20 homens. Os torcedores começaram a forçar a entrada e o efetivo se colocou uma linha à frente para contê-los. Como estávamos em número muito menor, tivemos de recuar, nos reagrupar e voltar a contê-los. Apanhamos muito", contou o capitao Gonzalez, da Polícia Militar. "Muitos portavam ingressos falsos, nao conseguiram entrar e se revoltaram".

O capitao estimou o número de torcedores que participaram do conflito entre 2 mil e 2,5 mil pessoas. "Cuido da segurança de jogos há sete anos e é a primeira vez que vejo esse tipo de coisa", comentou Gonzalez, demonstrando estar bastante impressionado com o ocorrido.

Quase ninguém que estava por perto se salvou. Cavaletes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) para direcionamento do trânsito, assim como barracas de camelôs, eram despedaçados e utilizados como armas. Fogos de artifício eram lançados na direçao dos policiais. Vários policiais e torcedores ficaram feridos, sendo que um soldado acabou sendo baleado.

Nas proximidades do viaduto Antártica, um torcedor que se identificou apenas como Marcelo, se contorcia de dor, enquanto amigos tentavam ajudá-lo. "Eu estava parado, quieto e acabei levando várias porretadas", disse gemendo e colocando as maos sobre a costela direita.

No outro lado do campo de batalha, um militar cuja tarja no uniforme o identificava como tenente Fiori mostrava um ferimento no ombro esquerdo causado por uma bomba lançada sobre ele. A situaçao só se acalmou quando a tropa de choque chegou. Eles formaram um cordao e partiram para cima da torcida lançando bombas de gás lacrimogênio.

Antes de começar o jogo, um cambista que discretamente vendia ingressos em frente ao portao principal do Palestra Itália previu que poderia haver confusao, pois estava ciente da venda de ingressos falsos. Ele apontou uma quadrilha carioca como a responsável pelo derrame de tais ingressos. "Um deles me disse que havia ingresso do bom e do ruim", comentou o cambista, que nao quis se identificar. "É uma quadrilha do Rio que começou atuar aqui. É por isso que no jogo contra o River cerca de 5 mil torcedores ficaram de fora".

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