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Sítio de Naldinho na região escondia 210kg de cocaína


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

15/06/2005 | 07:58


O piso falso da cozinha de um sítio em Ribeirão Pires escondia uma refinaria e um depósito de drogas. Segundo a polícia, o entorpecente pertenceria à quadrilha de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, 33 anos, o Naldinho, denunciado pela Polícia como sendo um dos maiores traficantes de São Paulo.

Em dois cômodos no subsolo do imóvel, e em outro compartimento, atrás de uma parede falsa, policiais civis encontraram, nesta terça-feira, 210 quilos de cocaína, sendo 180 quilos em pó e o restante, em pasta. No último dia 6, a propriedade, no Jardim Vila Linda, foi apontada como uma fábrica de drogas pela polícia. Mas a linha de produção estava tão bem escondida que os investigadores demoraram uma semana para encontrar as provas contundentes que procurava para legitimar a prisão em flagrante de Naldinho e mais 12 pessoas, incluindo o ex-jogador Edinho, filho de Pelé, outro acusado de envolvimento com o bando.

Segunda-feira, policiais da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Santos obtiveram a informação de que a droga, procurada pelo Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) durante toda a semana passada, estava no sítio de Ribeirão.

A entrada esconde dois cômodos no subsolo que levam a outro pequeno quarto, ao nível da casa, escondido atrás de um parede falsa em um dos quartos. "Acreditamos que toda essa arquitetura tenha sido projetada especialmente para abrigar as atividades da quadrilha, que certamente tinham esse local como sua principal base", conclui o delegado Alberto Corazza, titular da Deinter-6 (Delegacia do Interior), de Santos.

Nos três cômodos camuflados estava a fábrica de cocaína. Uma grande prensa servia para formar tabletes com cocaína pura misturada a produtos como xilocaína, cafeína e sulfato de magnésio, usado na limpeza de piscinas. No local, além do pó e da pasta de coca, havia também 53 comprimidos de ecstasy, 16 trouxinhas de maconha e cerca de 300 quilos de produtos a serem misturados à droga.

Para o caso de serem descobertos, os traficantes contavam com armamento de ponta para defender o patrimônio supostamente pertencente a Naldinho. No bunker do sítio de Ribeirão, foram encontradas cinco submetralhadoras, oito pistolas, uma espingarda calibre 12, um revólver 38 e cerca de mil cartuchos de diversos calibres.

Na propriedade, vigiada pela polícia desde a prisão dos acusados de tráfico, há uma semana, só foram encontrados dois cães. Na semana passada foram presos no sítio os caseiros Maurício Lousada Guelardi, 40 anos, e Maria de Lourdes Eugênio de Souza, e André Eugênio Brandão de Souza, 18, filho dela. Apenas dois quilos de cocaína e cinco armas foram encontrados na ocasião. Outro sítio, no Riacho Grande, em São Bernardo, também serviria para os mesmos fins que o de Ribeirão Pires, segundo a polícia.

O delegado titular de Ribeirão Pires, Édson Gianuzzi, disse que a descoberta foi uma "surpresa". "Achar um esconderijo aqui é como achar agulha num palheiro", comentou. A agulha, no palheiro de Ribeirão Pires, ficava em uma pequena estrada de terra no Km 42 da estrada Índio-Tibiriçá.


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Sítio de Naldinho na região escondia 210kg de cocaína

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

15/06/2005 | 07:58


O piso falso da cozinha de um sítio em Ribeirão Pires escondia uma refinaria e um depósito de drogas. Segundo a polícia, o entorpecente pertenceria à quadrilha de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, 33 anos, o Naldinho, denunciado pela Polícia como sendo um dos maiores traficantes de São Paulo.

Em dois cômodos no subsolo do imóvel, e em outro compartimento, atrás de uma parede falsa, policiais civis encontraram, nesta terça-feira, 210 quilos de cocaína, sendo 180 quilos em pó e o restante, em pasta. No último dia 6, a propriedade, no Jardim Vila Linda, foi apontada como uma fábrica de drogas pela polícia. Mas a linha de produção estava tão bem escondida que os investigadores demoraram uma semana para encontrar as provas contundentes que procurava para legitimar a prisão em flagrante de Naldinho e mais 12 pessoas, incluindo o ex-jogador Edinho, filho de Pelé, outro acusado de envolvimento com o bando.

Segunda-feira, policiais da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Santos obtiveram a informação de que a droga, procurada pelo Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) durante toda a semana passada, estava no sítio de Ribeirão.

A entrada esconde dois cômodos no subsolo que levam a outro pequeno quarto, ao nível da casa, escondido atrás de um parede falsa em um dos quartos. "Acreditamos que toda essa arquitetura tenha sido projetada especialmente para abrigar as atividades da quadrilha, que certamente tinham esse local como sua principal base", conclui o delegado Alberto Corazza, titular da Deinter-6 (Delegacia do Interior), de Santos.

Nos três cômodos camuflados estava a fábrica de cocaína. Uma grande prensa servia para formar tabletes com cocaína pura misturada a produtos como xilocaína, cafeína e sulfato de magnésio, usado na limpeza de piscinas. No local, além do pó e da pasta de coca, havia também 53 comprimidos de ecstasy, 16 trouxinhas de maconha e cerca de 300 quilos de produtos a serem misturados à droga.

Para o caso de serem descobertos, os traficantes contavam com armamento de ponta para defender o patrimônio supostamente pertencente a Naldinho. No bunker do sítio de Ribeirão, foram encontradas cinco submetralhadoras, oito pistolas, uma espingarda calibre 12, um revólver 38 e cerca de mil cartuchos de diversos calibres.

Na propriedade, vigiada pela polícia desde a prisão dos acusados de tráfico, há uma semana, só foram encontrados dois cães. Na semana passada foram presos no sítio os caseiros Maurício Lousada Guelardi, 40 anos, e Maria de Lourdes Eugênio de Souza, e André Eugênio Brandão de Souza, 18, filho dela. Apenas dois quilos de cocaína e cinco armas foram encontrados na ocasião. Outro sítio, no Riacho Grande, em São Bernardo, também serviria para os mesmos fins que o de Ribeirão Pires, segundo a polícia.

O delegado titular de Ribeirão Pires, Édson Gianuzzi, disse que a descoberta foi uma "surpresa". "Achar um esconderijo aqui é como achar agulha num palheiro", comentou. A agulha, no palheiro de Ribeirão Pires, ficava em uma pequena estrada de terra no Km 42 da estrada Índio-Tibiriçá.

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