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Professores estão há dois meses sem receber

Docentes de cargo complementar ficam sem pagamento; Prefeitura promete acerto no dia 15


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

02/04/2014 | 07:00


Os professores que atuam em cargo complementar na Prefeitura de Mauá estão sem receber os salários há dois meses. Com isso, cerca de 300 docentes, conforme os próprios professores, deixaram de receber, cada um, em média R$ 2.000 pela dupla jornada que cumprem na rede municipal de Educação. A Prefeitura não informou o número de profissionais prejudicados nem o valor a eles devido.

O cargo complementar é uma forma de substituir o professor efetivo que está afastado das funções por motivos diversos, que vão desde licença maternidade a afastamento por problemas de saúde.

Dessa forma, funcionários contratados para jornada de trabalho de 22 a 25 horas semanais assumem entre 15 e 20 horas a mais por semana para suprir a demanda e não deixar os alunos sem aulas.

O acréscimo na remuneração depende do número de horas trabalhadas, mas é de, em média, R$ 1.000 para a maioria dos docentes em Mauá.

“Achamos que por se tratar de começo de ano, os pagamentos seriam acertados no fim de março. Porém, fomos surpreendidos pela Prefeitura, que anunciou que fará o acerto apenas no dia 30 de abril”, reclama professora prejudicada, que preferiu não se identificar.

Ao menos outras dez profissionais entraram em contato com o Diário desde o início desta semana para denunciar o problema na rede. “Cumprimos nossa carga horária, evitamos ao máximo faltar para não prejudicar a Educação. O que compete a nós é feito, agora a Prefeitura precisa fazer a parte dela. Se isso não acontecer, vamos parar”, garantiu outra docente.

Além do problema com os cargos complementares, professores municipais reclamam ainda da falta de um plano de carreira e de atrasos de alguns dias no pagamento regular pelas horas acertadas em contrato.

A Prefeitura informou que o atraso ocorreu devido a uma falha no sistema, quando foi realizada a readequação do modelo para agilizar o armazenamento de informações da vida funcional dos professores. Com relação ao pagamento, previsto inicialmente para o dia 30, a administração municipal informou que adiantará para o dia 15.

A cidade pretende ainda realizar concurso público até o fim deste ano para preencher as vagas na rede municipal de ensino.
 



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Professores estão há dois meses sem receber

Docentes de cargo complementar ficam sem pagamento; Prefeitura promete acerto no dia 15

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

02/04/2014 | 07:00


Os professores que atuam em cargo complementar na Prefeitura de Mauá estão sem receber os salários há dois meses. Com isso, cerca de 300 docentes, conforme os próprios professores, deixaram de receber, cada um, em média R$ 2.000 pela dupla jornada que cumprem na rede municipal de Educação. A Prefeitura não informou o número de profissionais prejudicados nem o valor a eles devido.

O cargo complementar é uma forma de substituir o professor efetivo que está afastado das funções por motivos diversos, que vão desde licença maternidade a afastamento por problemas de saúde.

Dessa forma, funcionários contratados para jornada de trabalho de 22 a 25 horas semanais assumem entre 15 e 20 horas a mais por semana para suprir a demanda e não deixar os alunos sem aulas.

O acréscimo na remuneração depende do número de horas trabalhadas, mas é de, em média, R$ 1.000 para a maioria dos docentes em Mauá.

“Achamos que por se tratar de começo de ano, os pagamentos seriam acertados no fim de março. Porém, fomos surpreendidos pela Prefeitura, que anunciou que fará o acerto apenas no dia 30 de abril”, reclama professora prejudicada, que preferiu não se identificar.

Ao menos outras dez profissionais entraram em contato com o Diário desde o início desta semana para denunciar o problema na rede. “Cumprimos nossa carga horária, evitamos ao máximo faltar para não prejudicar a Educação. O que compete a nós é feito, agora a Prefeitura precisa fazer a parte dela. Se isso não acontecer, vamos parar”, garantiu outra docente.

Além do problema com os cargos complementares, professores municipais reclamam ainda da falta de um plano de carreira e de atrasos de alguns dias no pagamento regular pelas horas acertadas em contrato.

A Prefeitura informou que o atraso ocorreu devido a uma falha no sistema, quando foi realizada a readequação do modelo para agilizar o armazenamento de informações da vida funcional dos professores. Com relação ao pagamento, previsto inicialmente para o dia 30, a administração municipal informou que adiantará para o dia 15.

A cidade pretende ainda realizar concurso público até o fim deste ano para preencher as vagas na rede municipal de ensino.
 

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