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Aliados reclamam de
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Aumenta a insatisfação dos integrantes da base
governista ao prefeito de S.Bernardo, Luiz Marinho


Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

28/02/2014 | 06:40


A sintonia entre o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), e os 20 vereadores que o apoiam na Câmara dá sinais de desgaste. A insatisfação ocorre entre os parlamentares não petistas, principalmente os que não foram contemplados com espaço na gestão. Outro motivo de reclamação é a dificuldade para dialogar com o chefe do Executivo.

A insatisfação não é retratada oficialmente, mas aos poucos começa a refletir no Legislativo. Na quarta-feira, integrantes do G-11 – grupo de 11 vereadores – votou a favor do requerimento apresentando pelo oposicionista Julinho Fuzari (PPS), para usar a palavra com base no artigo 146, inciso 10, do regimento interno da Câmara.

Julinho usou o espaço para defender a instauração da CPI dos Uniformes, para aprofundar a análise sobre as irregularidades na compra de kits escolares pela Prefeitura que, segundo apuração do Ministério Público, desviou R$ 3 milhões.

O pedido de averiguação possui sete assinaturas – todas de oposicionistas –, de dez necessárias. Os vereadores contrários ao governo Marinho acreditam que a insatisfação dos situacionistas pode resultar em novas adesões para validar a CPI.

Ano passado, o popular-socialista tentou o mesmo artifício para defender a averiguação, que começava a ser investigada pela Justiça. Na ocasião, ainda começo de legislatura, os governistas se mantinham fiéis a Marinho, na expectativa de conseguir espaço no governo.
Mas 2013 terminou sem os aliados do chefe do Executivo terem seus pleitos contemplados. A situação foi se agravando após reclamações do então G-12 – Fábio Landi (PSD) deixou o bloco recentemente – sobre a postura do líder do governo José Ferreira (PT), considerado pouco democrático.

O ápice da revolta governista foi o boicote do bloco à reunião dos situacionistas que ocorre toda terça-feira, antecedendo os trabalhos legislativos. Coube a Marinho intervir, para evitar o racha com os apoiadores.

O período de calmaria durou pouco. A crescente insatisfação já foi percebida pelos parlamentares petistas, que estão preocupados com seus efeitos futuros.
A avaliação é de que, por enquanto, nenhum projeto relevante de interesse do governo foi colocado em discussão e as ações do bloco não interferem na governabilidade do chefe do Executivo.

Porém, se a insatisfação persistir, Marinho terá dificuldade para avalizar matérias de seu interesse. Outro reflexo do descontentamento seria a eventual aliança entre os governistas rebeldes e a bancada de oposição.

A ação conjunta pode ser desencadeada na eleição para presidente de Câmara, em dezembro. Líder do G-11, Ramon Ramos (PDT) é cotado para disputar o pleito. O prefeito quer manter um petista à frente da Casa.
 



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