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Prefeitura de Diadema recua e retira dez terrenos de projeto


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

17/07/2009 | 07:35


Os empresários associados ao Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Diadema, com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ganhou o primeiro embate na discussão entre moradia popular, industrialização e qualidade de vida. Ontem, a Câmara votou e aprovou em definitivo 32 terrenos públicos e particulares, do total de 42 apontados inicialmente pela Prefeitura, que serão grafados no Plano Diretor da cidade como AEIS (Áreas Especiais de Interesse Social).

Dez áreas foram retiradas do então projeto de lei, após emenda modificativa assinada pelo prefeito Mário Reali (PT) e encaminhada ao Legislativo na parte da manhã. Nove delas a pedido do Ciesp, que, junto da entidade sindical, apontou problemas críticos de terrenos ao lado de indústrias na cidade.

Em contrapartida, segundo a Prefeitura e os vereadores, foi feita a promessa de rediscussão das dez áreas ou apresentação de novos terrenos no prazo de 30 dias, a partir da sanção pelo prefeito e publicação da lei - Reali quer publicá-la domingo.

"Vamos buscar a inclusão de novas áreas nesse período, mas com diálogo", garantiu o líder do governo na Câmara, Laércio Soares (PCdoB), que admitiu o desgaste entre o Legislativo, os líderes dos movimentos de moradias e os empresários pela "falta de debate" provocada pela Prefeitura.

Porém, a retirada inicial das dez áreas não foi bem digerida pelos líderes dos movimentos habitacionais. Antes da votação do projeto, a sessão ordinária foi interrompida para uma reunião a portas fechadas no Plenarinho (onde a imprensa foi impedida de entrar) entre as lideranças e os vereadores.

Em determinado momento, vozes altas e insultos se ouviam do lado de fora. A turma do deixa disso teve de agir e separar alguns parlamentares e líderes mais exaltados. O presidente da Câmara, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), interveio aos gritos: "É reunião de trabalho sem ninguém ofender ninguém." A discussão durou quase uma hora.

O plenário estava lotado, mas com manifestação pacífica. Cerca de 700 pessoas, segundo a Guarda Civil Municipal, que fez a segurança do local, aguardavam com faixas, cartazes e gritos de guerra o desfecho da reunião. E não faltou música puxada pela bateria mirim Coringa de Ouro, da Escola de Samba Fantasia e Realidade, do Campanário.

Na volta dos trabalhos, cada líder usou a tribuna. Ali, alguns discursos de luta e respeito à causa; outras falas mais políticas e acirradas. "Se as áreas voltarem para os empresários, vamos voltar. E voltar feio", afirmou uma das líderes. Outro lembrou aos vereadores: "São vocês que vão pedir votos na beira dos córregos que moramos. Vamos vigiar cada um e ver quem está do lado do povo", afirmou.

Ao mesmo tempo, os secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Márcio Luiz Vale, e de Desenvolvimento Econômico e Urbano, Luis Paulo Bresciani, aguardavam a acirrada votação na sala do presidente da Casa, distantes da discussão. O déficit na cidade é de 10 mil habitações.



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