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A hiperatividade

Também conhecida como desordem do deficit de atenção


Leo Kahn

17/02/2011 | 00:00


Também conhecida como desordem do deficit de atenção, pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Acredita-se que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou depois do parto; ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos.

Cerca de 3% a 6% das crianças são realmente diagnosticadas com a desordem do deficit de atenção, sendo dez vezes mais comum nos meninos do que nas meninas.

O comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança, apresentando dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. As crianças hiperativas estão sempre em movimento, sempre fazendo algo e são incapazes de ficar quietas. São impulsivas. Não param para olhar ou ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a se machucar e a quebrar e danificar coisas. As crianças hiperativas toleram poucas as frustrações. Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem birras e seu humor flutua rapidamente. Essas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas.

SINAIS E SINTOMAS: 

São classificados em:

Grupo I

Não consegue enxergar detalhes ou comete erros por descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades.

Tem dificuldade de manter a concentração em tarefas ou brincadeiras.

Parece não ouvir o que se fala para ele (a).

Não consegue seguir uma instrução até o fim e deixa de completar trabalhos escolares ou tarefas domésticas.

Dificuldades em organizar tarefas e atividades.

Evita ou reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental.

Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos.

Distrai-se com facilidade por estímulos externos.

Esquece atividades cotidianas.

Grupo II

Inquietação constante (remexe as mãos ou os pés ou se contorce no seu lugar).

Sai do seu lugar na sala de aula ou em outras situações em que deve permanecer sentado.

Corre sem destino ou sobe em cima de móveis e objetos.

Dificuldade em se engajar em uma atividade recreativa com tranquilidade. Está sempre em movimento.

Fala o tempo todo.

Começa a responder a perguntas que ainda não foram completadas.

Tem dificuldade em esperar sua vez em jogos ou situações em grupo; interrompe a conversa de outras pessoas.

A criança hiperativa tem pelo menos seis sintomas do Grupo I ou seis do II por mais de seis meses e aparecem, no máximo, até os sete anos. O diagnóstico é difícil, sendo possível após criterioso histórico e exame clínico, já que não existe exame laboratorial que comprove a hiperatividade, podendo ocorrer frequentes erros de diagnóstico.

Como o limite que separa a criança irrequieta e criativa da hiperativa é sutil, é preciso muito cuidado na hora de diagnosticar o transtorno, pois se o profissional fizer uma análise apressada, vai rotular toda criança de hiperativa.

SAIBA MAIS:

As causas exatas da hiperatividade são desconhecidas.

Os sintomas variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras.

Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento.

Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança.

Metades das crianças hiperativas tem menos problemas comportamentais quando seguem uma dieta livre de substâncias como flavorizantes, corantes, conservantes, glutamato monossódico, cafeína, açúcar e chocolate.

Desenvolva uma rotina estável em casa, para diminuir a confusão e a quantidade de estímulos diários. Defina horários específicos para comer e dormir.

Problemas que podem ser confundidas com hiperatividade:

autismo; depressão infantil; ansiedade; hipertiroidismo; dislexia; transtornos de aprendizagem; deficiência auditiva; epilepsia; transtorno obsessivo-compulsivo; transtorno bipolar ou mania; inquietação típica da idade.

A criança deverá ser encaminhada para uma avaliação especializada com profissionais habilitados como neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo.



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