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Ex-presidente do Flamengo depõe e se complica na CPI


Das Agências

29/03/2001 | 00:23


O ex-presidente do Flamengo e empresário Kléber Leite não conseguiu explicar nesta quarta à CPI da CBF/Nike porque, em julho de 1999, emitiu um cheque de R$ 150 mil em favor do Sport Recife. Ao ser questionado pelo deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), ele foi categórico ao afirmar que não participou de nenhum negócio com aquele clube, que justificasse o pagamento.

O ex-dirigente alegou que o cheque poderia pertencer a um homônimo ou, então, que estaria vivenciando uma situação comparável a “um filme felliniano”, com argumentos impossíveis de compreender. Ao receber a cópia do cheque, Kléber Leite mudou de opinião. Depois de reconhecer a assinatura como sua, ele admitiu a possibilidade de ter feito aquele pagamento ao Sport, “como garantia do direito de compra de um jogo no estádio do clube”.

Kléber Leite disse que são falsas as informações de que teria negociado 100 jogadores nos quatro anos de sua gestão. Garantiu que, nesse período, negociou 31 e contratou 34 jogadores. Ele se mostrou reticente ao responder às perguntas sobre o contrato de sua empresa, a Klefer Marketing Esportivo, com a Traffic, pertencente ao empresário J. Hawilla, que intermediou o contrato da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com a Nike e a Coca Cola. Ainda negou que seja sócio de Hawilla. A uma pergunta do deputado Doutor Rosinha (PT-SP) sobre o local de registro desse contrato, ele disse ter sido no Rio de Janeiro. A cópia do contrato exibido pelo deputado mostra que o registro foi feito no interior de São Paulo, em São Roque, válido até janeiro de 1995.

O relator Silvio Torres (PSDB-SP) quis ouvi-lo sobre a matéria publicada na imprensa, em 1994, quando Leite disputava a presidência do Flamengo, com base no grampo de conversas mantidas entre ele, Hawilla e João Carlos Porto. Torres disse que se tratava de uma negociação suspeita no fechamento do acordo com a Coca Cola.



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