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Noveleiro de carteirinha


Gabriela Germano
Da TV Press

02/09/2006 | 18:21


Márcio Kieling tomou um susto quando viu seu nome no elenco de Bicho do Mato, da Record. A princípio, o ator foi chamado pela emissora para E Aí?, novela que estréia em outubro, no horário das seis. Mas por razões que ele desconhece, acabou escalado para a trama das sete. “Adorei a decisão, porque a novela é a grande aposta da emissora e é bom estar envolvido em um projeto como esse”, diz.

No folhetim, ele é Tavinho, um playboyzinho que adora aproveitar os prazeres da vida e gastar o farto dinheiro do pai. “Meu laboratório foi ir muito à praia, ao Posto Nove, em Ipanema”, ironiza.

Márcio não ficou tanto tempo longe da TV – ele participou da novela do SBT Os Ricos Também Choram, em 2005 – mas Bicho do Mato lhe dá um papel de mais destaque depois de alguns personagens apagados, em novelas de pouca repercussão como Desejos de Mulher e Agora É Que São Elas, na Globo. A verdade é que, por um bom tempo, o ator carregou a imagem do vilão Perereca, que interpretou em Malhação. “Fiz outros trabalhos depois, mas as pessoas continuavam a me ver como o Perereca”, admite.

Antes da Record, foi o cinema que deu ao ator a chance de se livrar do estigma do Perereca. No filme Dois Filhos de Francisco, que conta a história de vida da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, Márcio encarnou o cantor Zezé na juventude, em uma interpretação bastante convincente. “Pude mostrar que tenho valor, talento, e acabar com o estereótipo de que era ator só porque tinha rostinho bonito”, afirma. Ele lembra, no entanto, que essa oportunidade foi um lance de sorte, pois quando seu empresário sugeriu que fizesse o teste para o filme, a idéia não agradou. “Não queria ir porque não acompanhava o trabalho deles e achava que era apenas um clipe”, recorda.

Mas Márcio acabou mudando de idéia e ganhou o papel, já que pessoas envolvidas no projeto se impressionaram com semelhanças físicas entre ele e o cantor. E dessa experiência, ele só guarda boas lembranças. As aulas de canto e o tempo que passou em Pirenópolis, no interior de Goiás, são as mais especiais. “Fiquei uma semana arando terra, tirando leite de vaca e vivendo em condições precárias. Essas recordações ficam para toda a vida”, afirma.

Apesar de discordar, Kieling diz que até hoje muita gente destaca sua semelhança com o cantor Zezé Di Camargo, que ele interpretou. “Meu pai também é Camargo”, comenta.

Mas se para encarnar o cantor sertanejo ele precisou fazer permanente nos cabelos, agora, para interpretar Tavinho, ele assume um visual bem mais moderno. Como Jonas Bloch e Bia Seidl – seus pais na ficção – são loiros, Márcio também precisou deixar suas madeixas douradas. Apesar de ter gostado do novo visual, ele só reclama das visitas ao salão de beleza para retocar a raiz. “Faço isso a cada 15 dias e leva de 3 a 4 horas. É chato”. Fora isso, ele diz não ter do que se queixar. Muito pelo contrário, está feliz com o personagem que adora defender. “Já fiz vilão, mas o rebelde é diferente. Ele transita da bondade para a maldade, o que é estimulante para o ator”, exagera.

Inspiração – Ainda na infância, Márcio Kieling já dava sinais de que tinha jeito para enveredar pela profissão de ator. O nome, Márcio, surgiu graças a um personagem de novela. Sua mãe, noveleira de carteirinha, acompanhava a novela O Astro, em 1978, e adorava o personagem Márcio, interpretado por Tony Ramos. O menino acompanhava muitas novelas com sua mãe e, ao ver uma cena de beijo, queria logo repetir aquilo. “Fechava a boca e ia imitar a cena com a minha mãe”, recorda, aos risos. Apesar do atrevimento, ele conta que era muito tímido e que jamais sonhava se tornar artista no futuro.

Até os 15 anos, Márcio apostava mesmo no futebol. O gauchinho chegou a treinar nas escolinhas do Internacional e do Grêmio. Mas aos 16 anos, começaram a surgir convites para estrelar peças publicitárias, o que fez com que ele pendurasse literalmente as chuteiras e se dedicasse só à atuação. Com 18 anos ele fez um curso com o diretor de Malhação da época, Flávio Colatrello. Dos mais de 140 inscritos, Márcio foi um dos sete escolhidos para integrar o elenco de apoio da novela juvenil. Foi aí que ele mudou de cidade e, de lá para cá, nunca mais parou. “Vim para o Rio, pois percebi que realmente queria investir nessa profissão de maneira sólida”.


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