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Diadema volta a recorrer a UTI em hospital privado

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade contratou 300 diárias em unidade na Capital; município tem 40 leitos exclusivos para Covid e 57% de ocupação total


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 00:01


A Prefeitura de Diadema voltou a recorrer a leitos de hospital privado para atender pacientes da cidade contaminados pelo novo coronavírus. Com dispensa de licitação, a empresa contratou dez leitos e 300 diárias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Dom Alvarenga, na Zona Sul de São Paulo, por R$ 1,428 milhão. É a segunda vez, desde o início da pandemia, em março, que o município recorre a leitos privados para atender os pacientes da cidade. A contratação anterior ocorreu em maio, quando os leitos do município estavam saturados e todas as 20 UTIs disponíveis para atendimentos Covid-19, ocupadas.

Atualmente, a ocupação geral no município, incluindo leitos de UTI e ambulatoriais, é de 57%. Considerando apenas as UTIs, chega a 50% entre os dez existentes. Mas o avanço dos casos na cidade tem acendido o sinal de alerta na administração. Em 24 de novembro, o município chegou a ter 80% de ocupação na UTI Covid, marca que não era alcançada desde 26 de agosto. Os leitos contratados no hospital de São Paulo já estão disponíveis, caso haja necessidade.

A cidade também prevê a inauguração de outros dez leitos de UTI, dos quais cinco serão destinados para atendimento de pacientes com Covid-19, com entrega estimada para este mês. A administração já alugou 15 monitores para equipar esses leitos. Diadema tinha, até ontem, 11.281 casos confirmados de Covid-19 e 515 mortes em decorrência da doença.

OUTRAS CIDADES

São Bernardo também ampliou o número de leitos disponíveis para tratamento de pacientes com Covid-19. Foram reabertos 50 no HC (Hospital das Clínicas), sendo 20 na UTI e 30 de enfermaria. Com a retomada dessas unidades, a rede de saúde do município passpu a contar com 437 leitos destinados a pacientes com Covid-19, sendo 306 deles em enfermaria e 131 em UTI. As cirurgias eletivas estão suspensas na cidade.

São Caetano conta com 38% de ocupação em UTI e 74% na enfermaria para atendimento exclusivo dos pacientes infectados pelo novo coronavírus. São 40 leitos de UTI e a cidade pode abrir mais 20 se houver necessidade. O município também suspendeu a realização de cirurgias eletivas.

Ribeirão Pires conta, atualmente, com 41 leitos exclusivos para Covid-19 e a ocupação é de 43%. No momento, a administração avalia que não há necessidade de abertura de novos leitos. Santo André, Mauá e Rio Grande da Serra não informaram, até o fechamento desta edição, se planejam implementar novas acomodações em curto e médio prazos.

O Grande ABC tem o maior índice de transmissão de Covid-19 do Estado de São Paulo, segundo dados da SP Covid Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia gerida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

A região tem 86.378 casos e 3.067 mortes causadas pela Covid-19. Apenas no mês de novembro, foram registradas 11.105 novas contaminações, aumento de 13,2%. Entre os óbitos, o avanço foi de 8%, com 248 novos registros. O aumento nos casos e mortes em decorrência das contaminações pelo novo coronavírus tem feito com que as administrações municipais endureçam as medidas de distanciamento físico – toda a região voltou para a fase amarela no Plano São Paulo, que prevê e regula a retomada gradual das atividades no Estado. Santo André chegou a suspender a apresentação de música ao vivo em estabelecimentos e São Bernardo suspendeu o funcionamento de algumas atividades, como cinemas, teatro, boliche e outros. 



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Diadema volta a recorrer a UTI em hospital privado

Cidade contratou 300 diárias em unidade na Capital; município tem 40 leitos exclusivos para Covid e 57% de ocupação total

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 00:01


A Prefeitura de Diadema voltou a recorrer a leitos de hospital privado para atender pacientes da cidade contaminados pelo novo coronavírus. Com dispensa de licitação, a empresa contratou dez leitos e 300 diárias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Dom Alvarenga, na Zona Sul de São Paulo, por R$ 1,428 milhão. É a segunda vez, desde o início da pandemia, em março, que o município recorre a leitos privados para atender os pacientes da cidade. A contratação anterior ocorreu em maio, quando os leitos do município estavam saturados e todas as 20 UTIs disponíveis para atendimentos Covid-19, ocupadas.

Atualmente, a ocupação geral no município, incluindo leitos de UTI e ambulatoriais, é de 57%. Considerando apenas as UTIs, chega a 50% entre os dez existentes. Mas o avanço dos casos na cidade tem acendido o sinal de alerta na administração. Em 24 de novembro, o município chegou a ter 80% de ocupação na UTI Covid, marca que não era alcançada desde 26 de agosto. Os leitos contratados no hospital de São Paulo já estão disponíveis, caso haja necessidade.

A cidade também prevê a inauguração de outros dez leitos de UTI, dos quais cinco serão destinados para atendimento de pacientes com Covid-19, com entrega estimada para este mês. A administração já alugou 15 monitores para equipar esses leitos. Diadema tinha, até ontem, 11.281 casos confirmados de Covid-19 e 515 mortes em decorrência da doença.

OUTRAS CIDADES

São Bernardo também ampliou o número de leitos disponíveis para tratamento de pacientes com Covid-19. Foram reabertos 50 no HC (Hospital das Clínicas), sendo 20 na UTI e 30 de enfermaria. Com a retomada dessas unidades, a rede de saúde do município passpu a contar com 437 leitos destinados a pacientes com Covid-19, sendo 306 deles em enfermaria e 131 em UTI. As cirurgias eletivas estão suspensas na cidade.

São Caetano conta com 38% de ocupação em UTI e 74% na enfermaria para atendimento exclusivo dos pacientes infectados pelo novo coronavírus. São 40 leitos de UTI e a cidade pode abrir mais 20 se houver necessidade. O município também suspendeu a realização de cirurgias eletivas.

Ribeirão Pires conta, atualmente, com 41 leitos exclusivos para Covid-19 e a ocupação é de 43%. No momento, a administração avalia que não há necessidade de abertura de novos leitos. Santo André, Mauá e Rio Grande da Serra não informaram, até o fechamento desta edição, se planejam implementar novas acomodações em curto e médio prazos.

O Grande ABC tem o maior índice de transmissão de Covid-19 do Estado de São Paulo, segundo dados da SP Covid Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia gerida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

A região tem 86.378 casos e 3.067 mortes causadas pela Covid-19. Apenas no mês de novembro, foram registradas 11.105 novas contaminações, aumento de 13,2%. Entre os óbitos, o avanço foi de 8%, com 248 novos registros. O aumento nos casos e mortes em decorrência das contaminações pelo novo coronavírus tem feito com que as administrações municipais endureçam as medidas de distanciamento físico – toda a região voltou para a fase amarela no Plano São Paulo, que prevê e regula a retomada gradual das atividades no Estado. Santo André chegou a suspender a apresentação de música ao vivo em estabelecimentos e São Bernardo suspendeu o funcionamento de algumas atividades, como cinemas, teatro, boliche e outros. 

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