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Internet divulga riscos do aspartame e divide médicos


Do Diário do Grande ABC

30/08/1999 | 22:27


Uma notícia divulgada pela Internet está deixando os consumidores de aspartame preocupados. Em mensagens enviadas por correio eletrônico, um médico garante que o adoçante pode causar danos à saúde como distúrbios neurológicos e lúpus.

A questao, no entanto, divide os médicos. Alguns especialistas apontam que doses superiores a 5 gramas podem causar intoxicaçoes e distúrbios neurológicos. Para outros, nao há literatura médica que comprove essas conseqüências.

O supervisor do Centro de Assistência Toxicológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Igor Vassilieff, explica que estudos internacionais demonstram que o limite máximo aconselhável por pessoa por dia é de 70 miligramas por quilo de peso.

Um pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve consumir até 4,9 gramas de aspartame por dia. Essa quantia corresponde a cinco envelopes de adoçante em pó ou a 116 latas de 350 miligramas de Coca-Cola light. Para as crianças, o valor é menor: cerca de 50 miligramas por quilo de peso ao dia. Uma criança com 10 quilos nao deve ingerir mais de 500 miligramas ao dia.

Vassilieff , entretanto, acredita que as pessoas nao devem alarmar-se. "É necessário consumir uma dose grande para que a pessoa comece a sentir os efeitos tóxicos do produto", diz.

Para quem ingere regularmente adoçante, ele sugere que faça a soma da quantia usada para checar se o valor ultrapassa o limite. "O aspartame é muito importante para quem sofre de diabete ou obesidade."

Segundo Vassilieff, as alteraçoes neurológicas sao causadas porque o aspartame liga-se à fenilalanina (aminoácido), modificando a freqüência dos impulsos no cérebro e o endurecimento do corpo neural. Essas alteraçoes podem acarretar doenças como esclerose múltipla e estimular o mal de Parkinson.

Outra conseqüência é o lúpus, doença que afeta a pele. Antes do aparecimento dessas enfermidades, diz Vassilieff, o consumidor terá alguns sintomas como urticária, dor de cabeça, tontura, contraçoes musculares e insônia.

O endocrinologista Antonio Roberto Chacra, da Universidade Federal de Sao Paulo (Unifesp), afirma que nao há literatura médica comprovando os prejuízos do aspartame à sáude e ataca a Internet. "A medicina é prejudicada pela Internet, pois pode-se pôr qualquer informaçao mesmo que sem veracidade", diz.

Para ele, as notícias que circulam na rede sao alarmantes e confundem os consumidores. "As doses utilizadas normalmente pelas pessoas nao causam nenhum dano", afirma. "Mas qualquer alimento consumido em grandes quantidades é prejudicial."

Obesidade - Cientistas do Instituto Eleanor Roosevelt, em Denver, descobriram um novo método para tratar a obesidade em ratos. A descoberta refere-se ao gene POMC, encontrado em ratos e humanos e responsável pela produçao do hormônio melanocortina, que regula a pigmentaçao da pele, que também influi no apetite. Ratos obesos foram tratados com o hormônio e em poucas semanas estavam com o peso normal.



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Internet divulga riscos do aspartame e divide médicos

Do Diário do Grande ABC

30/08/1999 | 22:27


Uma notícia divulgada pela Internet está deixando os consumidores de aspartame preocupados. Em mensagens enviadas por correio eletrônico, um médico garante que o adoçante pode causar danos à saúde como distúrbios neurológicos e lúpus.

A questao, no entanto, divide os médicos. Alguns especialistas apontam que doses superiores a 5 gramas podem causar intoxicaçoes e distúrbios neurológicos. Para outros, nao há literatura médica que comprove essas conseqüências.

O supervisor do Centro de Assistência Toxicológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Igor Vassilieff, explica que estudos internacionais demonstram que o limite máximo aconselhável por pessoa por dia é de 70 miligramas por quilo de peso.

Um pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve consumir até 4,9 gramas de aspartame por dia. Essa quantia corresponde a cinco envelopes de adoçante em pó ou a 116 latas de 350 miligramas de Coca-Cola light. Para as crianças, o valor é menor: cerca de 50 miligramas por quilo de peso ao dia. Uma criança com 10 quilos nao deve ingerir mais de 500 miligramas ao dia.

Vassilieff , entretanto, acredita que as pessoas nao devem alarmar-se. "É necessário consumir uma dose grande para que a pessoa comece a sentir os efeitos tóxicos do produto", diz.

Para quem ingere regularmente adoçante, ele sugere que faça a soma da quantia usada para checar se o valor ultrapassa o limite. "O aspartame é muito importante para quem sofre de diabete ou obesidade."

Segundo Vassilieff, as alteraçoes neurológicas sao causadas porque o aspartame liga-se à fenilalanina (aminoácido), modificando a freqüência dos impulsos no cérebro e o endurecimento do corpo neural. Essas alteraçoes podem acarretar doenças como esclerose múltipla e estimular o mal de Parkinson.

Outra conseqüência é o lúpus, doença que afeta a pele. Antes do aparecimento dessas enfermidades, diz Vassilieff, o consumidor terá alguns sintomas como urticária, dor de cabeça, tontura, contraçoes musculares e insônia.

O endocrinologista Antonio Roberto Chacra, da Universidade Federal de Sao Paulo (Unifesp), afirma que nao há literatura médica comprovando os prejuízos do aspartame à sáude e ataca a Internet. "A medicina é prejudicada pela Internet, pois pode-se pôr qualquer informaçao mesmo que sem veracidade", diz.

Para ele, as notícias que circulam na rede sao alarmantes e confundem os consumidores. "As doses utilizadas normalmente pelas pessoas nao causam nenhum dano", afirma. "Mas qualquer alimento consumido em grandes quantidades é prejudicial."

Obesidade - Cientistas do Instituto Eleanor Roosevelt, em Denver, descobriram um novo método para tratar a obesidade em ratos. A descoberta refere-se ao gene POMC, encontrado em ratos e humanos e responsável pela produçao do hormônio melanocortina, que regula a pigmentaçao da pele, que também influi no apetite. Ratos obesos foram tratados com o hormônio e em poucas semanas estavam com o peso normal.

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