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Comgás, agora, diz que vai explicar gasoduto
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
15/12/2005 | 08:13
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O superintendente de Comunicação da Comgás, César Fernandes, garantiu quarta-feira que a companhia vai promover ampla campanha de esclarecimento à população de Santo André sobre o projeto de instalação de gasoduto cujas obras estão previstas para começar este mês. A empresa pretende instalar um gasoduto de oito quilômetros de extensão e meio metro de largura para transporte de gás natural altamente inflamável. A tubulação, que reforça o anel metropolitano, vai passar a um metro do asfalto sob sete bairros, onde moram 65 mil pessoas, 10% da população da cidade. A operação vai ocorrer sob pressão contínua de 17 BAR (ou 17 quilos por centímetro quadrado), oito vezes mais do que a do pneu de um carro de passeio.

O projeto da Comgás obteve licença prévia da Secretaria do Meio Ambiente do Estado com base em um documento chamado RAP (Relatório de Avaliação Preliminar). Mas a Comgás ainda aguarda que a Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental) conclua a análise de riscos. O deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) afirmou quarta-feira que solicitou à Cetesb cópia do processo de análise de riscos referente à construção do gasoduto. Ele também quer saber se é habitual a liberação de licença prévia para obras como essa antes mesmo da conclusão da análise de riscos. O parlamentar pretende levantar as informações e depois promover audiências públicas para esclarecer a população.

A Prefeitura de Santo André deu alvará para as obras. O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) informou que cabe apenas ao Estado decidir sobre o licenciamento ambiental. A autarquia restringiu-se a exigir a classificação de resíduos provenientes da construção e sua dispensa em locais adequados; além de estudo de avaliação de riscos e liberação para a carga de gás, garantindo que a rede foi testada e considerada aprovada. O Departamento de Vias Públicas ateve-se ao impacto sobre o trânsito e à recuperação das ruas afetadas. Na segunda-feira, o prefeito João Avamileno (PT) informou que consultaria os técnicos de sua equipe antes de falar sobre o projeto, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.

O projeto da Comgás também prevê a passagem por oito quilômetros da zona Leste de São Paulo, pelas avenidas Rogério Alves de Toledo, Airton Pretini, Aricanduva, Engenho Novo, Tanque, Arquiteto VilaNovas Artigas, Sapopemba, Custódio de Sá e Faria. Quarta-feira a Subprefeitura do Aricanduva informou que não tomou conhecimento do projeto. Na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do município a informação é de que qualquer manifestação sobre projeto desse porte aguarda, primeiro, parecer da Cetesb. “Tudo tramita lá e depois que eles entram na fase final pedem parecer da secretaria, que olha localmente”, informou a assessoria da pasta.




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