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‘Pouco mais de 1% compra carro’, diz vice da GM


Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

02/03/2008 | 07:19


O crescimento do mercado brasileiro é fantástico, mas ainda há muito o que ser explorado, pois apenas 1% da população compra automóveis. Quem apresenta esse dado é o vice-presidente da GM (General Motors), José Carlos Pinheiro Neto.

Ele lembra que o mercado nacional alcançou o recorde histórico de vendas em 2007, com 2,4 milhões de unidades, superando a marca obtida em 1997, de 1,9 milhão. O tamanho da produção impressiona, mas na visão do executivo, o mercado a ser explorado é muito maior.

“Temos de considerar que há uma forte demanda reprimida. Lembro que pouco mais de 1% da população brasileira consegue comprar carro”, afirmou.

Para Pinheiro Neto, o Brasil ainda levará décadas para atingir o patamar de ‘motorização’ de países como Estados Unidos e Japão. “O perfil do consumidor brasileiro é bastante diferente do existente nesses países e há uma distância enorme na relação habitantes-veículos, que precisará de décadas para ser diminuída”.

Lucratividade - Embora consciente do tamanho do mercado que ainda pode ser explorado, a GM, segundo Pinheiro Neto, está mais preocupada com a manutenção da lucratividade no País do que propriamente com a possibilidade de brigar pela liderança do mercado nos próximos anos.

Vale lembrar que a multinacional norte-americana possui cerca de 21% de participação no mercado.

O executivo argumenta que depois do lucro obtido pela empresa em 1997, somente a partir do exercício de 2006 ela voltou a operar com resultados financeiros positivos, acontecimento que se repetiu em 2007.

“O foco da GM nos últimos anos tem sido a lucratividade. Somos uma das primeiras no ranking nacional e não estamos longe das líderes. Hoje as três principais montadoras do País oscilam sua participação numa faixa que vai de 20% a 24%”, comentou Pinheiro Neto.

É compreensível a preocupação da montadora com a lucratividade, já que em 2007 o prejuízo do grupo em termos mundiais foi de US$ 38,7 bilhões. Um bom desempenho aqui ajuda muito a diminuir o rombo na contabilidade da matriz.

Pinheiro Neto não acha que falta, por parte da empresa, produtos para atender determinados nichos de mercado que possibilitariam aumento nas vendas com vistas a ultrapassar as líderes, respectivamente, Fiat e Volkswagen.

“A família Chevrolet oferece uma linha bastante ampla. Hoje são 17 modelos diferentes”, disse citando desde o popular Celta à modelos como Zafira, S10, Blazer e Tracker.



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