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Palafitas do núcleo Santa Cruz correm risco de desabar em córrego


Ana Carolina Negrão
Espacial para o Diário

07/07/2006 | 08:33


Há cinco meses os moradores das palafitas do Núcleo Habitacional Santa Cruz V, próximas ao córrego Santa Cruz, no Jardim Canhema, em Diadema, rezam para que nenhuma tragédia aconteça no local. No ano passado, a área foi considerada de risco pela Defesa Civil do município. Em abril deste ano, 21 famílias foram retiradas do local. Agora, outras 33 esperam uma resposta da Secretaria da Habitação para que sejam removidas do local. A Prefeitura contesta o número afirmando serem 23 as famílias restantes.

O único acesso aos barracos é feito por um corredor de um metro de largura. De um lado do corredor existe o muro de uma fábrica. O impacto das máquinas causa rachaduras no muro.

“O muro estava cedendo e os barracos estavam em risco. Por isso retiraram as outras famílias”, explica a integrante do Conselho de Moradores da área, Selma da Silva Gomes, 28 anos.

A moradora é uma das pioneiras da área que existe há seis anos. Ela morou cinco anos em um dos barracos. “Aqui é área de invasão. Mas ninguém está aqui porque quer”, diz. Segundo a desempregada, o local é alvo das visitas de ratos. “Teve morador que já foi mordido por rato.”

Quando chove, as palafitas também correm risco. As moradias são suspensas por madeiras e durante o verão ninguém sai de casa. “Se der enchente e um barraco cair vão todos os outros”, explica o guarda noturno Francisco Pereira de Silva, 62 anos.

A dona-de-casa Maria da Conceição de Jesus, 37 anos, teme pela segurança de seus três filhos, incluindo um bebê de quatro meses. Há um mês as tábuas do chão do barraco de Maria caíram.

“A Secretaria da Habitação disse para consertar com madeira”, relembra. Em outro barraco, a construção está inclinado para o leito do córrego. Os moradores da área de risco são todos cadastrados na Secretaria da Habitação. “Os moradores que saíram daqui estão recebendo o bolsa-aluguel”, diz Selma.

A Prefeitura de Diadema informou que está buscando alternativas de financiamento para a ampliação do programa de moradias na área. Segundo a administração pública a área abrange também o município de São Bernardo e por isso deve haver uma ação conjunta entre as cidades. (Supervisão de Cláudia Fernandes)



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