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Dia do Aposentado sem muito a festejar

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Grande ABC, 40% continuam trabalhando para complementar a renda e pagar contas


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:00


Comemora-se hoje o Dia do Aposentado, mas sem ter muito o que se celebrar. Na região, cerca de 40% dos indivíduos que já deveriam ter encerrado suas atividades profissionais seguem trabalhando para complementar a renda, pois o que recebem do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é insuficiente. Desse montante, aproximadamente 22% estão em empregos formais e, o restante, na informalidade. 

“São as pessoas que estão vendendo pano de prato ou balas na rua, ou ainda fazendo um bico em escritório, e ganham uma ajuda mínima por isso”, explica Ewander Cezar Moraes, assessor da diretoria da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, responsável pelos dados.

Segundo a entidade, as sete cidades somam cerca de 300 mil aposentados e pensionistas. Moraes explica que o rendimento médio gira em torno de R$ 1.700. “O pessoal não sobrevive com esse valor. Gastos com medicamentos e plano de saúde são os que mais consomem no fim do mês”, explica. “O convênio mais barato que há na região para a terceira idade custa R$ 468 por mês.”

Moraes lembra que há os casos em que o aposentado também precisa arcar com aluguel e com as contas básicas, como água e luz. 

Rita Cincea Leite, 66 anos, de Santo André, trabalhava como secretária e recepcionista. Se aposentou há três anos e recebe do INSS R$ 1.045, valor equivalente ao salário mínimo. 

Para melhorar o rendimento, ela se mantém na ativa. Dá expediente em dois locais diferentes e em ambos não possui registro em carteira. “De manhã, trabalho como assessora de síndico em prédio comercial no Centro de Santo André. À tarde, como manicure”, conta.

Para cuidar das unhas das pessoas, atividade que realiza há cerca de 20 anos, atende a domicílio. Rita explica que conta com clientes fiéis, que a procuram há décadas. Mas a chegada da pandemia do novo coronavírus fez cair a clientela.

O dinheiro extra ajuda nas despesas, principalmente o plano de saúde, uma das mais altas de seu orçamento. Além disso, auxilia na distração. “Faz bem para a cabeça”, ilustra. 

Mesmo gostando das funções que desempenha atualmente, ela confessa que se o valor da aposentadoria fosse mais alto, certamente daria um tempo nos serviços extras para curtir o descanso merecido.

AUXÍLIO AOS FILHOS 

O crescimento da taxa de desemprego no País, que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 14,3% entre agosto e outubro do ano passado, o que equivale a um aumento de 0,5% em relação ao trimestre de maio a julho, eleva a carga de responsabilidade dos aposentados. Se os filhos são demitidos, eles voltam a ser o alicerce da família novamente, já que o pagamento da aposentadoria é sempre certo. 

“Além disso, filhos pedem para que os mais velhos tomem empréstimos consignados em seus nomes”, conta Moraes. Segundo a associação, 70% dos aposentados estão nessa situação. “É comum os parentes não devolverem esses valores. Eles acabam tendo de arcar com a dívida e, como consequência, deixam de pagar algum carnê”, relata o assessor. 



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