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Mourão se sensibiliza com Ford, mas nega incentivo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vice-presidente disse que vai estudar assunto; sindicato, Prefeitura e Estado montam força-tarefa


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

02/03/2019 | 07:27


O presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Wagner Santana, se reuniu com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), em Brasília, na manhã de ontem, para falar sobre o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo. A mesma pauta foi tema de outra reunião, à tarde, em encontro com o governador João Doria (PSDB) e o prefeito Orlando Morando (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O sindicalista afirmou que Mourão se mostrou sensível ao tema e que se comprometeu a ajudar, repassando o assunto aos seus superiores. A montadora norte-americana anunciou o encerramento da operação de caminhões na América do Sul há pouco mais de uma semana, o que inviabiliza a planta da região e coloca em risco pelo menos 2.800 empregos diretos. Também participaram do encontro o vice-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Paulo Cayres, e o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“O funcionário desempregado vai demandar da administração pública algumas questões que geram custo a mais ao governo. Seja através de pagamento de seguro-desemprego, somado ao 13% de trabalhadores que estão desempregados no País. Isso traz um custo para o Estado, portanto, os governos têm responsabilidade nisso e estamos buscando todos eles sem constrangimento nenhum, apresentando nossa pauta e buscando o apoio para a reversão dessa decisão”, enfatizou Wagnão, em plenária feita no sindicato na última quinta-feira.

Mourão afirmou que, por enquanto, o governo não deve dar incentivos para evitar o fechamento da fábrica da Ford, mas disse que o governo está estudando a situação, que é “preocupante”. “Toda vez que vai haver aumento do desemprego, preocupa o governo. Estamos estudando esse assunto porque é uma empresa privada e, neste caso, é questão de desoneração e tributos. Então, temos que dar uma estudada nisso”, disse ele. Questionado se poderia haver algum incentivo específico para não se fechar a fábrica, Mourão disse que, por enquanto, isso está “fora de questão”.

À TARDE - Na parte da tarde, o encontro ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, junto a Doria, a Morando, ao vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia (DEM), e ao secretário da Fazendas Henrique Meirelles (MDB).

A reunião foi intermediada por Morando, após ser solicitada pelo presidente do sindicato em reunião nesta semana. “O governador foi objetivo e disse que a pauta comum é a manutenção dos empregos na Ford. Agora, os nossos esforços são somados ao governo do Estado, que se coloca integralmente ao nosso lado”, disse o prefeito.

A reunião soma mais uma força-tarefa para tentar reverter a situação de fechamento. “Os empregos precisam continuar na fábrica, eu já tinha conhecimento dessa disposição do governo com esse compromisso”, afirmou Morando.

Na próxima semana, comitiva do SMABC viaja até a matriz da Ford, em Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos, no dia 7, para se encontrar com diretores da empresa. No dia 12 haverá outra reunião agendada no MPT (Ministério Público do Trabalho). (com Estadão Conteúdo)
 



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Mourão se sensibiliza com Ford, mas nega incentivo

Vice-presidente disse que vai estudar assunto; sindicato, Prefeitura e Estado montam força-tarefa

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

02/03/2019 | 07:27


O presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Wagner Santana, se reuniu com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), em Brasília, na manhã de ontem, para falar sobre o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo. A mesma pauta foi tema de outra reunião, à tarde, em encontro com o governador João Doria (PSDB) e o prefeito Orlando Morando (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O sindicalista afirmou que Mourão se mostrou sensível ao tema e que se comprometeu a ajudar, repassando o assunto aos seus superiores. A montadora norte-americana anunciou o encerramento da operação de caminhões na América do Sul há pouco mais de uma semana, o que inviabiliza a planta da região e coloca em risco pelo menos 2.800 empregos diretos. Também participaram do encontro o vice-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Paulo Cayres, e o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“O funcionário desempregado vai demandar da administração pública algumas questões que geram custo a mais ao governo. Seja através de pagamento de seguro-desemprego, somado ao 13% de trabalhadores que estão desempregados no País. Isso traz um custo para o Estado, portanto, os governos têm responsabilidade nisso e estamos buscando todos eles sem constrangimento nenhum, apresentando nossa pauta e buscando o apoio para a reversão dessa decisão”, enfatizou Wagnão, em plenária feita no sindicato na última quinta-feira.

Mourão afirmou que, por enquanto, o governo não deve dar incentivos para evitar o fechamento da fábrica da Ford, mas disse que o governo está estudando a situação, que é “preocupante”. “Toda vez que vai haver aumento do desemprego, preocupa o governo. Estamos estudando esse assunto porque é uma empresa privada e, neste caso, é questão de desoneração e tributos. Então, temos que dar uma estudada nisso”, disse ele. Questionado se poderia haver algum incentivo específico para não se fechar a fábrica, Mourão disse que, por enquanto, isso está “fora de questão”.

À TARDE - Na parte da tarde, o encontro ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, junto a Doria, a Morando, ao vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia (DEM), e ao secretário da Fazendas Henrique Meirelles (MDB).

A reunião foi intermediada por Morando, após ser solicitada pelo presidente do sindicato em reunião nesta semana. “O governador foi objetivo e disse que a pauta comum é a manutenção dos empregos na Ford. Agora, os nossos esforços são somados ao governo do Estado, que se coloca integralmente ao nosso lado”, disse o prefeito.

A reunião soma mais uma força-tarefa para tentar reverter a situação de fechamento. “Os empregos precisam continuar na fábrica, eu já tinha conhecimento dessa disposição do governo com esse compromisso”, afirmou Morando.

Na próxima semana, comitiva do SMABC viaja até a matriz da Ford, em Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos, no dia 7, para se encontrar com diretores da empresa. No dia 12 haverá outra reunião agendada no MPT (Ministério Público do Trabalho). (com Estadão Conteúdo)
 

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