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Lula é autorizado a vir ao velório do neto

Arthur, 7 anos, faleceu vítima de meningite; Justiça autoriza ex-presidente a vir a São Bernardo


Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

02/03/2019 | 07:00


Neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, morreu ontem vítima de meningite meningocócica, no Hospital Bartira, em Santo André. À tarde, a juíza Carolina Llebos, da 12ª Vara Federal de Curitiba (Paraná), autorizou o petista a deixar a cadeia temporariamente para vir ao velório da criança, que está previsto para hoje, no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo.

As informações sobre o horário em que o ex-presidente deixaria a sede da Polícia Federal, em Curitiba, e se viajaria ontem mesmo ou somente hoje, não foram divulgadas. Logo depois de a defesa solicitar a soltura temporária, a Justiça Federal do Paraná colocou o processo de execução penal sob sigilo.

Lula virá à região em aeronave cedida pelo governo do Estado do Paraná, a pedido da PF. A cremação do corpo do sexto neto do ex-presidente está marcada para as 12h.

Lula cumpre pena, de 12 anos de prisão, desde abril do ano passado. O ex-presidente foi condenado em duas instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (Litoral). Lula foi informado da morte do neto pelo filho Sandro Luis, pai de Arthur, por telefone.

MORTE DE VAVÁ
No mês passado, Carolina Llebos negou pedido de liberação a Lula para vir ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, 79, que morreu vítima de câncer no pulmão. Ela alegou dificuldades para o transporte do ex-presidente. A defesa chegou a conseguir permissão no STF (Supremo Tribunal Federal), mas a decisão do ministro Dias Toffoli saiu praticamente no mesmo momento em que Vavá era sepultado.

Diferentemente daquela ocasião, quando a negativa demorou praticamente o dia inteiro, a decisão de ontem saiu poucas horas após a confirmação da morte de Arthur, às 12h36. Segundo o hospital, o neto de Lula deu entrada na unidade às 7h20 com quadro instável.

A defesa de Lula pediu à Justiça para liberar o ex-presidente às 14h07, com base no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que permite que presos deixem a cadeia em caso de morte do “cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”. No pedido, os defensores afirmaram que poderiam acordar com a PF ou com quem a juíza determinasse ‘providências específicas que eventualmente sejam necessárias para assegurar sua presença no velório e funeral de seu neto’. (com Estadão Conteúdo)

Diário cobriu batizado de Arthur em julho de 2013

Em julho de 2013, o Diário cobriu o batizado de Arthur Araújo Lula da Silva, sexto neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que morreu ontem em decorrência de meningite meningocócica. A cerimônia ocorreu na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Jardim, em Santo André.

Naquela época, havia apenas três anos que Lula tinha deixado a Presidência da República e, na ocasião, o País assistia a onda de manifestações em todo o Brasil, hoje conhecidas como Jornadas de Junho. O batizado de Arthur foi sua primeira aparição pública em meio aos protestos. “Ao ser questionado sobre o cenário político e até mesmo sobre o batizado do neto, Lula não quis dar declaração. Pouco tempo depois, ele e a mulher saíram juntos pelos fundos da paróquia. Lula manteve a postura de não conversar com jornalistas desde o início dos protestos populares. “Durante o batizado, ele acompanhou a cerimônia sentado em banco mais afastado dos familiares”, informava a reportagem da jornalista Bruna Gonçalves. A ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em 2017, após sofrer AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, também estava na celebração.

Arthur chegou a visitar Lula na prisão por duas vezes, no ano passado. O menino era filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho de Lula com dona Marisa.

Políticos, inclusive adversários, são solidários ao ex-presidente

Correligionários e adversários do ex-presidente Lula prestaram condolências e lamentaram a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do líder petista, nas redes sociais.

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann afirmou que o partido está solidário com o ex-presidente pela perda “dramática” do neto.

Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) disse estar “muito triste” com a morte de Arthur e desejou força aos familiares. “Muito triste a morte do pequeno Arthur. Que Deus console e dê forças para a família nesse momento tão difícil”, disse o tucano.

José Auricchio Júnior (PSDB), prefeito de São Caetano,desejou “sinceros sentimentos” e pediu que “Deus conforte a todos”.

Chefe do Executivo de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) declarou que “é momento de darmos as mãos e sermos seres humanos, independentemente das preferências partidárias”.

Os deputados estaduais pelo PT Teonílio Barba e Luiz Fernando Teixeira relataram tristeza com a morte do neto do ex-presidente e desejaram força a Lula e a seus familiares.

O deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), desejou conforto aos familiares “do pequeno Arthurzinho”.

O também federal Alex Manente (PPS) relatou a tristeza da perda de uma criança e afirmou que este é momento onde não há espaço para divergências políticas. “Há espaço apenas para lamentar e se solidarizar”, disse Manente.

Eduardo Bolsonaro e internautas destilam ódio nas redes sociais

Filho do presidente da República e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) declarou pelo Twitter que se a Justiça deixasse o ex-presidente Lula vir ao velório de Arthur estaria fazendo “um larápio em voga se passar por coitado”.

Momentos antes, a youtuber Alessandra Strutzel escreveu, em seu perfil no Facebook, que a morte do neto do líder petista era “ao menos uma boa notícia”. Devido a inúmeras mensagens de repúdio, Alessandra apagou sua postagem e alegou que tinha feito um teste, o que não foi bem recebido por seus simpatizantes.

Ainda na noite de ontem, Alessandra excluiu seu perfil da rede social. 



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Lula é autorizado a vir ao velório do neto

Arthur, 7 anos, faleceu vítima de meningite; Justiça autoriza ex-presidente a vir a São Bernardo

Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

02/03/2019 | 07:00


Neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, morreu ontem vítima de meningite meningocócica, no Hospital Bartira, em Santo André. À tarde, a juíza Carolina Llebos, da 12ª Vara Federal de Curitiba (Paraná), autorizou o petista a deixar a cadeia temporariamente para vir ao velório da criança, que está previsto para hoje, no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo.

As informações sobre o horário em que o ex-presidente deixaria a sede da Polícia Federal, em Curitiba, e se viajaria ontem mesmo ou somente hoje, não foram divulgadas. Logo depois de a defesa solicitar a soltura temporária, a Justiça Federal do Paraná colocou o processo de execução penal sob sigilo.

Lula virá à região em aeronave cedida pelo governo do Estado do Paraná, a pedido da PF. A cremação do corpo do sexto neto do ex-presidente está marcada para as 12h.

Lula cumpre pena, de 12 anos de prisão, desde abril do ano passado. O ex-presidente foi condenado em duas instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (Litoral). Lula foi informado da morte do neto pelo filho Sandro Luis, pai de Arthur, por telefone.

MORTE DE VAVÁ
No mês passado, Carolina Llebos negou pedido de liberação a Lula para vir ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, 79, que morreu vítima de câncer no pulmão. Ela alegou dificuldades para o transporte do ex-presidente. A defesa chegou a conseguir permissão no STF (Supremo Tribunal Federal), mas a decisão do ministro Dias Toffoli saiu praticamente no mesmo momento em que Vavá era sepultado.

Diferentemente daquela ocasião, quando a negativa demorou praticamente o dia inteiro, a decisão de ontem saiu poucas horas após a confirmação da morte de Arthur, às 12h36. Segundo o hospital, o neto de Lula deu entrada na unidade às 7h20 com quadro instável.

A defesa de Lula pediu à Justiça para liberar o ex-presidente às 14h07, com base no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que permite que presos deixem a cadeia em caso de morte do “cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”. No pedido, os defensores afirmaram que poderiam acordar com a PF ou com quem a juíza determinasse ‘providências específicas que eventualmente sejam necessárias para assegurar sua presença no velório e funeral de seu neto’. (com Estadão Conteúdo)

Diário cobriu batizado de Arthur em julho de 2013

Em julho de 2013, o Diário cobriu o batizado de Arthur Araújo Lula da Silva, sexto neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que morreu ontem em decorrência de meningite meningocócica. A cerimônia ocorreu na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Jardim, em Santo André.

Naquela época, havia apenas três anos que Lula tinha deixado a Presidência da República e, na ocasião, o País assistia a onda de manifestações em todo o Brasil, hoje conhecidas como Jornadas de Junho. O batizado de Arthur foi sua primeira aparição pública em meio aos protestos. “Ao ser questionado sobre o cenário político e até mesmo sobre o batizado do neto, Lula não quis dar declaração. Pouco tempo depois, ele e a mulher saíram juntos pelos fundos da paróquia. Lula manteve a postura de não conversar com jornalistas desde o início dos protestos populares. “Durante o batizado, ele acompanhou a cerimônia sentado em banco mais afastado dos familiares”, informava a reportagem da jornalista Bruna Gonçalves. A ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em 2017, após sofrer AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, também estava na celebração.

Arthur chegou a visitar Lula na prisão por duas vezes, no ano passado. O menino era filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho de Lula com dona Marisa.

Políticos, inclusive adversários, são solidários ao ex-presidente

Correligionários e adversários do ex-presidente Lula prestaram condolências e lamentaram a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do líder petista, nas redes sociais.

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann afirmou que o partido está solidário com o ex-presidente pela perda “dramática” do neto.

Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) disse estar “muito triste” com a morte de Arthur e desejou força aos familiares. “Muito triste a morte do pequeno Arthur. Que Deus console e dê forças para a família nesse momento tão difícil”, disse o tucano.

José Auricchio Júnior (PSDB), prefeito de São Caetano,desejou “sinceros sentimentos” e pediu que “Deus conforte a todos”.

Chefe do Executivo de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) declarou que “é momento de darmos as mãos e sermos seres humanos, independentemente das preferências partidárias”.

Os deputados estaduais pelo PT Teonílio Barba e Luiz Fernando Teixeira relataram tristeza com a morte do neto do ex-presidente e desejaram força a Lula e a seus familiares.

O deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), desejou conforto aos familiares “do pequeno Arthurzinho”.

O também federal Alex Manente (PPS) relatou a tristeza da perda de uma criança e afirmou que este é momento onde não há espaço para divergências políticas. “Há espaço apenas para lamentar e se solidarizar”, disse Manente.

Eduardo Bolsonaro e internautas destilam ódio nas redes sociais

Filho do presidente da República e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) declarou pelo Twitter que se a Justiça deixasse o ex-presidente Lula vir ao velório de Arthur estaria fazendo “um larápio em voga se passar por coitado”.

Momentos antes, a youtuber Alessandra Strutzel escreveu, em seu perfil no Facebook, que a morte do neto do líder petista era “ao menos uma boa notícia”. Devido a inúmeras mensagens de repúdio, Alessandra apagou sua postagem e alegou que tinha feito um teste, o que não foi bem recebido por seus simpatizantes.

Ainda na noite de ontem, Alessandra excluiu seu perfil da rede social. 

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